Intitulada Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, a edição será conduzida pelo curador geral Prof. Dr. Bonaventure Soh Bejeng Ndikung com sua equipe de cocuradores composta por Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, além da cocuradora at large Keyna Eleison e da consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus. A mostra se inspira no poema enigmático da poeta afro-brasileira Conceição Evaristo, “Da calma e do silêncio”.
A proposta central dessa Bienal é repensar a humanidade como verbo, uma prática viva, em um mundo que exige reimaginar as relações, as assimetrias e a escuta como bases de convivência a partir de três fragmentos/eixos curatoriais. A metáfora do estuário – local onde diferentes correntes de água se encontram e criam um espaço de coexistência – guia o projeto curatorial, inspirado nas filosofias, paisagens e mitologias brasileiras. Tal conceito reflete a multiplicidade de encontros que marcaram a história do Brasil e propõe que a humanidade se una e se transforme por meio de uma escuta atenta e da negociação entre seres e mundos distintos.
Esta edição da Bienal de São Paulo está estruturada como um projeto de pesquisa que irá se manifestar em três fragmentos/eixos. O primeiro fragmento/eixo curatorial defende reivindicar o espaço e o tempo, busca desacelerar e prestar atenção aos detalhes e outros seres que constituem nosso ambiente. Situando-se dentro do poema “Da calma e do silêncio”, de Conceição Evaristo, esse eixo evoca a importância de explorar os mundos submersos que apenas o silêncio da poesia e a escuta poética podem acessar, acolhendo as diferenças e sugerindo uma reconexão com a natureza e suas sutilezas.
No segundo fragmento/eixo, a Bienal convida o público a se ver no reflexo do outro. A proposta é questionar o que vemos quando olhamos para nós mesmos e para os outros, confrontando as barreiras e fronteiras de nossas sociedades. Esse fragmento se baseia no poema “Une conscience en fleur pour autrui”, do poeta haitiano René Depestre, e explora a interconectividade das experiências, propondo uma coexistência mais atenta às necessidades coletivas.
Por fim, o terceiro fragmento/eixo se debruça sobre os espaços de encontros – como os estuários são espaços de múltiplas convergências, não apenas da água doce com a salgada, mas também o encontro do chamado Novo Mundo com as pessoas escravizadas sequestradas da África. Esse fragmento reflete sobre a colonialidade, suas estruturas de poder e suas ramificações em nossas sociedades atuais. Essa reflexão é baseada no movimento manguebit e em seu manifesto “Caranguejos com cérebro”, entendido como uma representação do cérebro social coletivo. A história do Brasil, marcada pela fusão de povos indígenas, europeus e africanos escravizados, é um microcosmo das assimetrias de poder que ainda persistem. Nesse sentido, a exposição explora como as culturas e as sociedades lidam com essas diferenças e criam novos caminhos de coexistência e beleza, como manifestado em “A beleza intratável do mundo”, de Patrick Chamoiseau e Édouard Glissant.
Gê Viana
Nádia Taquary
Madame Zo
Frank Bowling
Sertão Negro
Sallisa Rosa
Carla Gueye
Malika Agueznay
Oscar Murillo
A exposição se inicia com um conjunto de obras que conecta o visitante aos sons, imagens, texturas e energias do Parque Ibirapuera. As obras neste capítulo tematizam a generatividade e a agência do solo e da terra, nosso enraizamento na terra e a relação de dependência que a humanidade mantém com ela. O mesmo solo que nos constitui e ao qual inevitavelmente retornaremos. Nesta era de extrativismo, refletir sobre o solo e a terra em sua totalidade torna-se urgente, sobretudo quando a humanidade tem sido protagonista na destruição de territórios e do meio ambiente. Imagine percorrer essas paisagens sonoras, olfativas, táteis e visuais ao som de “O serpentear da natureza”, de Mateus Aleluia (do álbum Fogueira doce), ou “Into the Woods” [Na floresta], de Büşra Kayikçi (do álbum Places [Lugares]). Conjugar a humanidade significa necessariamente curar a terra, reparar nossa relação com ela e coexistir de forma plena com a natureza. Enquanto conflitos pelo direito à(s) terra(s) assolam o mundo, precisamos reconhecer que não somos seus donos, é ela que nos possui. Essa mudança de perspectiva revela o humano como parte ínfima do universo, chamado a se relacionar com outros seres em harmonia, não em competição. As obras deste capítulo também abordam o anseio por referenciais físicos, sociais, culturais e psicológicos, que definem nossos pertencimentos. Pertencer a lugares, comunidades e estruturas sociais que transcendem o Estado-nação. Pertencer uns aos outros e ao mundo. A escuta surge aqui como uma prática fundamental, pois conjugar a humanidade exige ouvir com atenção não apenas nossos pares, mas todos os seres. Pertencer mutuamente demanda engajamento profundo que transcende palavras. Neste capítulo, ouvir se torna um ato visceral que requer presença total. Para conjugar nossa humanidade compartilhada, precisamos sintonizar não apenas as vozes ao nosso redor, mas também os ritmos silenciosos de todos os seres com quem coexistimos. Uma escuta que nasce no corpo, que exige nossa presença total, a capacidade de sentir a energia de um espaço e reconhecer os diálogos não ditos que habitam nossos lugares em comum. Escuta como pré-requisito para qualquer ato de libertação, como alicerce do quilombismo, como catalisadora do estar-em-relação. Este capítulo oferece um acolhimento ao visitante diante desses encontros. A exposição se configura aqui como espaço em diálogo ativo com o Parque e com todas as vibrações que emanam dele.
Ana Raylander Mártis dos Anjos
Mansour Ciss Kanakassy
Emeka Ogboh
Minia Biabiany
Forensic Architecture/Forensis
Ruth Ige
Theo Eshetu
Adjani Okpu-Egbe
Noor Abed
Aline Baiana
Song Dong
Theresah Ankomah
Olu Oguibe
Leo Asemota
Ser humano é resistir a todas as formas de desumanização. Nossa história é marcada por incontáveis exemplos de humanos desumanizando outros. Histórias, presentes e futuros das resistências assumem formas e matizes diversos, tornando-se o cerne deste capítulo. Das resistências contra apropriação de terras, extrativismo, apagamento cultural, escravidões variadas até a oposição à exploração predatória da natureza. As obras deste capítulo, embora situadas em contextos de violência ou colapso, não se deixam dominar por um mundo em ruínas. Há necessidade de denúncia, mas as gramáticas dessas resistências se manifestam em gestos sonoros ou espirituais, em esforços educativos e econômicos, em métodos físicos e psicológicos de enfrentamento, e muito mais. Emancipação (social, econômica, cultural e política) e soberania são pilares do chamado de Peter Tosh por direitos iguais e justiça. Ser humano é desafiar a colonialidade do poder denunciada por Fela Kuti em “Colonial Mentality” [Mentalidade colonial], é transcender a monocultura da economia de plantation, as tendências autocráticas, a guerra como estratégia política e as hierarquias de poder, abraçando modos democráticos e plurais de habitar o mundo com responsabilidade e respeito.
Otobong Nkanga
Leiko Ikemura
Moffat Takadiwa
Cevdet Erek
Nari Ward
Manauara Clandestina
Amina Agueznay
Marlene Almeida
Tuấn Andrew Nguyễn
Christopher Cozier
Akinbode Akinbiyi
Wolfgang Tillmans
Pélagie Gbaguidi
Raven Chacon, Iggor Cavalera, and Laima Leyton
Pol Taburet
Cynthia Hawkins
Márcia Falcão
Sara Sejin Chang (Sara van der Heide)
Alain Padeau
Este capítulo reflete sobre as interações entre humanos e fenômenos espaço-temporais. Encontros entre humanos, animais, vírus, arquitetura, natureza e cultura geram ritmos diversos. Aqui, artistas exploram práticas narrativas sobre esses modos de encontro e os padrões rítmicos que deles resultam. Com a urbanização acelerada e a gentrificação, questões de espacialidade, moradia e abrigo tornaram-se cruciais. A forma como nossos corpos navegam pelos espaços depende tanto da arquitetura e do planejamento urbano quanto de aspectos temporais, como horários de trabalho/descanso, festividades, movimentos políticos e interações humanas. Os artistas deste capítulo investigam padrões de movimento ou de existência em diferentes espaços e geografias, tematizando padrões rítmicos e arrítmicos de vida, ritmos circadianos e estabelecidos que regem nosso cotidiano. Como subverter esses ritmos e estruturas que impõem, em nossos corpos e espaços, tempos padronizados e noções de normatividade? As migrações através de fusos horários e espaços geográficos possibilitam novos encontros. As negociações de tempos e lugares, o choque de culturas, religiões e filosofias e os medos decorrentes dele definem a política em nossa era marcada por deslocamentos. Ao transpor limiares espaciais e temporais, como conjugar nossa humanidade para coexistir com dignidade e graça nesses mundos em constante mutação? Como compor, narrar, cantar e articular esses novos mundos e os encontros que os moldam?
Kader Attia
Myrlande Constant
Joar Nango with the Girjegumpi crew
Vilanismo
Gervane de Paula
Sharon Hayes
Trương Công Tung
Lidia Lisbôa
Hao Jingban
Meriem Bennani
Juliana dos Santos
Sadikou Oukpedjo
Olivier Marboeuf
Camille Turner
Simnikiwe Buhlungu
Julianknxx
Hamedine Kane
Sérgio Soarez
Leonel Vásquez
Helena Uambembe
Ernest Cole
Metta Pracrutti
Kenzi Shiokava
Leila Alaoui
Shuvinai Ashoona
Myriam Omar Awadi
Questões sobre cuidado e nutrição dentro e além de nossa espécie e culturas são os fundamentos deste capítulo. Se existimos de maneira interrelacional em uma vasta ecologia de seres, nossa vida depende da coexistência com outros, animados e inanimados. As interações colaborativas entre espécies e seus ambientes formam, dentro de certas ecologias, tecidos vitais para a sobrevivência não apenas de organismos isolados, mas da ecologia como um todo. Este capítulo explora possibilidades, filosofias e práticas de cuidado decididamente não patriarcais, generosas, recíprocas, não exploratórias, matriarcais, como cantam Amina Claudine Myers em “African Blues” [Blues africano] ou Elza Soares em “A mulher do fim do mundo”. Gentileza consigo e com os outros, apesar da lógica do mundo capitalista que herdamos e perpetuamos. As obras deste capítulo também tratam de mitos e mitologias múltiplas, de corpos e espíritos, de histórias e línguas, destacando a fabulação como chave para a existência humana e para sustentar relações entre humanos e outros seres em diferentes ecologias e cosmologias. Por meio de cantigas, contos populares, cultura pop, depoimentos pessoais, entrevistas, práticas rituais, atividades comunitárias, simbolismos e outros, as obras, direta ou indiretamente, manifestam, discutem, criticam e comentam relações colaborativas ou competitivas, simbióticas ou predatórias entre humanos, assim como entre humanos e animais, clima, terra, água e nossa biosfera como um todo.
Ming Smith
Théodore Diouf
Berenice Olmedo
Hajra Waheed
Zózimo Bulbul
Nguyễn Trinh Thi
Mao Ishikawa
Michele Ciacciofera
Josèfa Ntjam
Lynn Hershman Leeson
Richianny Ratovo
Cici Wu with Yuan Yuan
Laila Hida
Korakrit Arunanondchai
Maxwell Alexandre
Isa Genzken
Werewere Liking
María Magdalena Campos-Pons
A mudança é uma constante da existência humana e de toda existência. As leis da física afirmam que tudo está em movimento mecânico e quântico. Assim, somos constantemente confrontados com transformações de diversos tipos, que impactam direta ou indiretamente nossos seres e nossas relações com o mundo. No entanto, deparamo-nos de modo frequente com resistências dogmáticas à mudança em nome da tradição, embora etimologicamente haja uma proximidade entre tradição, tradução (tradire) e traição (trahir). Este capítulo reúne obras que abordam transformações tecnológicas, materiais e imateriais, sociopolíticas e ecológicas, culturais e psicológicas, químicas e quânticas, explorando como os humanos provocam essas mudanças e são, consciente ou inconscientemente, afetados por elas. São essas as transformações que Zim Ngqawana entoa na canção homônima “Transformation” [Transformação], de seu álbum Zimology [Zimologia], conduzindo o ouvinte por uma experiência sonoro-corporal por meio de distintas cadências de transformação. Artistas dos cinco continentes compartilham conosco mudanças reais e metafóricas, ligadas às complexidades de suas histórias e geografias.
Maria Auxiliadora
Chaïbia Talal
Thania Petersen
Hamid Zénati
Mohamed Melehi
Edival Ramosa
Imram Mir
Hessie
Gōzō Yoshimasu
Firelei Báez
Farid Belkahia
Madiha Umar
Ernest Mancoba
Moisés Patrício
I Gusti Ayu Kadek Murniasih (Murni)
Behjat Sadr
Forugh Farrokhzad
Nzante Spee
Huguette Caland
Frankétienne
Heitor dos Prazeres
Adama Delphine Fawundu
Aislan Pankararu
Raukura Turei
Rebeca Carapiá
Kamala Ibrahim Ishag
Andrew Roberts
Alberto Pitta
Esta Bienal se encerra com a tese inicial deste projeto: a beleza em si é política. Para os despossuídos do mundo, a beleza é resistência; para eles, um pouco de beleza os faria mais humanos. A beleza da qual falamos é aquela que Ben Okri celebra no poema “Musings on Beauty” [Pensamentos sobre a beleza], do livro A Time for New Dreams [Um tempo para novos sonhos]: “A beleza das superfícies e a beleza das profundezas. Beleza na feiura. Beleza no modo como o tempo resolve o mal. Beleza no nascimento e beleza na morte. Beleza no ordinário. Beleza na memória, nas coisas que se esvaem, nas formas percebidas e imperceptíveis. Beleza no desconforto, no inacabado, no arruinado, no quebrado. Beleza na criação e na destruição. Beleza no tempo e na eternidade. Beleza no infinito que abarca tudo, antes do começo e além do fim”. Uma beleza como a que Bebe Manga carrega na voz na canção “Ami”. Neste capítulo, essa beleza se encontra no cotidiano, nas representações reais e abstratas das realidades dos artistas, nas cosmogonias iorubá, nguemba, amazigh, caribenhas, cape malay, urdu, maori, árabes, kemética, do candomblé ou da santeria, entre outras cosmogonias, nos cantos e práticas sufis, nos imaginários do Zar, na poesia no, nas lutas indígenas, negras, feministas, queer e tantas outras, em nossas línguas e muito mais. Este capítulo questiona programas coloniais e capitalistas e seus futuros, propõe outras escritas e outros modos de ler os escritos nas paredes, sugere novas formas de nos relacionarmos com nossas ancestralidades e ascendências e nos situa numa pluralidade de fundamentos espirituais. Além da noção de beleza, o destaque aqui recai sobre a noção de intratável. Sim, há beleza no mundo e na conjugação do humano e precisamos reivindicá-la diante de todas as violências às quais a humanidade e o mundo parecem ter sido reduzidos. Este capítulo, e a Bienal como um todo, é dedicado a alguém que carregou consigo a intratável beleza do mundo, por dentro e por fora: Madame Koyo Kouoh.
Prof. Dr. Bonaventure Soh Bejeng Ndikung é curador, autor e biotecnologista, atualmente atuando como diretor e curador geral do Haus der Kulturen der Welt (HKW) em Berlim, Alemanha. Ele é o fundador e ex-diretor artístico do SAVVY Contemporary em Berlim, além de diretor artístico do sonsbeek20->24, uma exposição de arte contemporânea quadrienal em Arnhem, nos Países Baixos. Ele também trabalhou como curador adjunto para a documenta 14 de Adam Szymczyk em Atenas, Grécia, e Kassel, Alemanha, em 2017, e foi curador convidado da Dak’Art: Bienal de Arte Contemporânea Africana em Dakar, Senegal, em 2018. Além disso, ele atuou como diretor artístico das 12ª e 13ª edições dos Bamako Encounters – African Biennale of Photography no Mali, assumindo esse papel em 2019 e 2022. Juntamente com o Miracle Workers Collective, ele foi curador do Pavilhão Finlandês na 58ª Bienal de Veneza, em 2019. Prof. Dr. Ndikung foi professor convidado em estudos curatoriais e arte sonora na Städelschule em Frankfurt, e atualmente é professor e chefe do corpo docente no programa de mestrado em estratégias espaciais na weißensee academy of art berlin. Ele foi o primeiro bolsista da Residência Internacional de Curadores da OCAD University em Toronto em 2020. Suas obras publicadas incluem, entre outras, The Delusions of Care (2021), An Ongoing-Offcoming Tale: Ruminations on Art, Culture, Politics and Us/Others (2022) e Pidginization as Curatorial Method (2023).
Alya Sebti (Casablanca, Marrocos, 1983) é curadora de arte contemporânea e diretora da ifa-Galerie (Institut für Auslandsbeziehungen), em Berlim (Alemanha), onde criou a plataforma de pesquisa e exposições Untie to Tie – on colonial legacies in contemporary societies. Sua prática curatorial independente se concentra no formato Bienal como espaço de encontro. Foi cocuradora da bienal europeia Manifesta em Marselha em 2020, curadora convidada da Biennale de Dakar em 2018, no Senegal, e diretora artística da Marrakech Biennale em 2014, no Marrocos. Ela também organizou exposições em diversos países e conta com vasta produção escrita sobre arte e a esfera pública. Ela tem orientado pesquisas curatoriais com programas de mentoria na residência artística ZK/U em Berlim e no MACAAL em Marrakech com foco em práticas contemporâneas em relação à linguagem artística no norte e oeste da África pós-independência.
Anna Roberta Goetz (Basileia, Suíça, 1984) é curadora e escritora, e vive entre a Suíça e o México. Seus interesses de pesquisa incluem estratégias artísticas que desafiam hierarquias e narrativas prevalentes na sociedade. Trabalhou no Marta Herford Museum e no MMK Museum für Moderne Kunst Frankfurt, ambos na Alemanha, e foi curadora assistente e gerente de projeto do Pavilhão da Alemanha na 55ª Bienal de Veneza, 2013. Organizou exposições individuais e coletivas de destaque em diversos países, além de ter lecionado em várias academias de arte internacionais, como a Zurich University of the Arts (Suíça) e a Städelschule em Frankfurt (Alemanha). Conta com larga produção em revistas de arte e tem uma série de publicações recentes e futuras, que incluem Rodney McMillian: The Land: Not Without a Politic, organizado com Kathleen Rahn (2024) e Cinthia Marcelle – By Means of Doubt, organizado com Isabella Rjeille (2023).
Thiago de Paula Souza (São Paulo, Brasil, 1985) é curador e educador. Ele tem interesse em expandir e reconfigurar o formato de exposições, assim como na intersecção entre arte contemporânea e educação na produção de novos códigos éticos. Ele é cocurador do 38ª Panorama da Arte Brasileira no MAM São Paulo (2024). Recentemente foi cocurador de Some May Work as Symbols: Art Made in Brazil, 1950s–70s, no Raven Row em Londres. Entre 2022 e 2023, foi cocurador do Nomadic Program da Vleeshal Center for Contemporary Art (Holanda). Em 2022, foi cocurador While we are embattled (Para Site, Hong Kong) e Atos de Revolta(MAM Rio). Entre 2020 e 2021, fez parte da equipe curatorial da 3ª edição do Frestas – Trienal de Artes, em São Paulo. Ele também foi consultor curatorial para a 58ª Carnegie International (2021/2022, Estados Unidos). Em 2018/2019, curou a primeira exposição individual de Tony Cokes na Holanda, no BAK (Utrecht). Ele foi membro da equipe curatorial da 10ª Berlin Biennale (2018). Atualmente integra o Comitê Artístico da NESR Art Foundation, em Angola, e é doutorando no programa de artes da HDK Valand – University of Gothenburg, na Suécia.
Keyna Eleison (Rio de Janeiro, Brasil, 1979) é curadora, pesquisadora e educadora em arte e cultura. Com graduação em filosofia pela UFRJ, especialista em história da arte e da arquitetura e mestrado em história da arte pela PUC-Rio, participou da legitimação do Cais do Valongo como Patrimônio Mundial da UNESCO. Eleison coordenou todos os equipamentos públicos da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e lecionou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde também foi coordenadora de ensino. Escreve para a revista Contemporary & e, desde 2019, é fundadora da coletividade Nacional Trovoa, destacando a produção artística de mulheres negras e não brancas. Foi curadora da 10ª Bienal Internacional de SIART, na Bolívia (2018), curadora da 1ª Bienal das Amazônias (2023), foi diretora artística do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (entre 2020 e 2023) e diretora de pesquisa e conteúdo da Bienal das Amazônias.
Henriette Gallus (Grevesmühlen, República Democrática da Alemanha, 1983) é estrategista cultural e de comunicação, além de editora. Depois de trabalhar como editora e agente literária a partir de 2005, em 2011 se tornou assessora de imprensa da dOCUMENTA (13) (2012) e, a partir de 2014, diretora de comunicações da documenta 14 em Kassel e Atenas (2017). De 2018 a 2022, foi vice-diretora do festival de arte contemporânea steirischer herbst em Graz, até se tornar vice-diretora da Haus der Kulturen der Welt (HKW) em 2022, em Berlim. Aconselhou diversas instituições culturais em todo o mundo, entre elas: sonsbeek 20->24, Arnhem; Rencontres de Bamako, Mali, 2018 e 2022; o Pavilhão da Alemanha na 58ª Bienal de Veneza, 2019; Württembergischer Kunstverein, Stuttgart, 2021, e Castello di Rivoli – Museo d’Arte Contemporeana, Turim, de 2017 a 2023.
André Pitol é pesquisador de arte, curador e professor, com doutorado pela Universidade de São Paulo (USP). É docente da École Intuit Lab São Paulo e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Escreveu ensaios para e-flux, The Brooklyn Rail, Photographies, Mídia Ninja e ZUM. Foi curador de Edival Ramosa – Nova construção totêmica (2024) e curador adjunto de A parábola do progresso (2022).
Leonardo Matsuhei é bacharel e licenciado em artes visuais pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Desde 2009, desenvolve projetos na intersecção entre educação, programação pública e curadoria. Coordenou ações educativas nas exposições Gilberto Mendes 100 e Ars sonora – Hermeto Pascoal (Sesc SP, 2022-2024). Foi assistente de mediação e programas públicos do MASP (2016-2019) e colaborou no projeto Encontros Abertos da 31ª Bienal de São Paulo (2013-2014). Desde 2021, integra o coletivo e espaço cultural independente Bananal.
Desde a sua criação em 1951, a Bienal de São Paulo é marcada pela sua constante renovação. Cada novo capítulo de sua história propõe um modo de existir no tempo e no espaço, sempre em diálogo com o contemporâneo. A 36ª edição do evento, com o título Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, parte de um conceito curatorial elaborado por Bonaventure Soh Bejeng Ndikung. Inspirado no poema “Da calma e do silêncio”, de Conceição Evaristo, o curador geral propõe uma escuta atenta das múltiplas formas de humanidade em deslocamentos, em encontros e em negociações.
A Fundação Bienal de São Paulo entende que sua missão se organiza em torno de um preceito central: a relevância. Isso significa produzir sentido, gerar acesso e impactar de forma positiva o maior número possível de pessoas. Ser relevante é responder às questões mais urgentes do nosso tempo sem deixar de também abraçar as dúvidas e incertezas, isto é, fazer perguntas. Para isso, a seleção curatorial, atribuição de cada nova gestão, é o primeiro passo. Dela se desdobram os artistas e suas obras, escolhidas por sua potência crítica, estética e conceitual, e por sua capacidade de refletir ou tensionar desafios coletivos. Mas nenhuma obra se completa sozinha: é preciso criar condições para que os visitantes se aproximem, interajam e encontrem no evento um espaço para a troca. Essa construção é feita antes, durante e depois da visita, com materiais educativos, conteúdos digitais e publicações inéditas, que juntos ampliam as experiências e fomentam a aproximação com a arte contemporânea, assim como sua pesquisa e a formação de público.
Ser parte do desenvolvimento de uma Bienal é um privilégio. É assistir à história da arte acontecer diante dos olhos – e ver-se dentro dela. Ao acompanhar o nascimento de uma exposição dessa escala, integramos o processo vivo da criação. Desde as decisões conceituais até a desmontagem e os muitos processos de tratamento dos resíduos quando o evento se encerra, cada etapa exige coordenação precisa, diálogo constante e responsabilidade compartilhada entre profissionais de múltiplos campos de atuação. Esta edição tem ainda uma característica especial: sua duração expandida, de setembro de 2025 a janeiro de 2026, estendendo em um mês sua presença no calendário cultural. Mais do que uma ampliação no tempo, trata-se de potencializar as possibilidades de encontro. E, como sempre, o acesso é gratuito, tanto à exposição quanto à sua programação – um compromisso da Fundação com a democratização da arte e com a constante construção de um público cada vez mais participativo da cultura.
Nada disso seria possível sem o comprometimento conjunto dos nossos parceiros, em especial os órgãos públicos e as empresas patrocinadoras que acreditam na relevância da arte como forma de criar um futuro melhor para todos. E, claro, também não seria possível sem os profissionais da Fundação Bienal e a grande rede de colaboradores que, com diligência, garantem o cumprimento de prazos exigentes, a execução rigorosa das ações planejadas, a manutenção da saúde financeira da instituição e a boa conservação dessa joia do modernismo que é o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, palco principal de todos esses encontros. É esse empenho que garante a permanência de um projeto histórico que se fortalece há mais de sete décadas – orientado pela certeza da excelência e relevância.
Andrea Pinheiro
Presidente – Fundação Bienal de São Paulo
O Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, celebra a realização da 36a Bienal de São Paulo em parceria com a Fundação Bienal de São Paulo. Assim como os grandes festivais de cinema, a Bienal de São Paulo – a segunda mais antiga do mundo – desperta enorme expectativa no circuito global de exposições. Neste ano, com o título Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, inspirado em um poema da renomada escritora brasileira Conceição Evaristo, a Bienal reafirma sua vocação como grande vitrine para as produções mais atuais do cenário artístico nacional e global, sem perder de vista sua ampla atuação educativa na formação de novos e conhecidos públicos.
O Ministério da Cultura tem trabalhado para fortalecer o setor cultural por meio de diversas iniciativas e instrumentos de fomento. Políticas como a Lei Paulo Gustavo e a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura fomentam outras linguagens artísticas, criando oportunidades para artistas, produtores culturais, gestores e visitantes. Criar condições sólidas para a cultura é fortalecer a economia criativa e estimular a implementação de políticas culturais perenes, permanentes e democráticas.
Estar ao lado de projetos como a nova sala de cinema da Bienal é motivo de orgulho por reunir, ao mesmo tempo, duas questões caras ao Governo: a ampliação do acesso democrático aos equipamentos culturais aliado a um braço educacional capaz de mediar e dar sentido àquilo que é exposto. Ao prever sessões de filmes gratuitas acompanhadas de ações educacionais, cria-se mais um palco para fortalecer a cultura do nosso premiado e cada vez mais atuante campo audiovisual do país.
O Governo Federal segue comprometido com a arte e a educação, frentes indispensáveis para assegurar o direito à cidadania e a um futuro mais justo para todos. Seguiremos investindo em iniciativas que encorajam a criação e a inovação cultural, garantindo que eventos como a Bienal de São Paulo continuem a inspirar e a transformar gerações.
Há mais de 35 anos, o Itaú Cultural (IC) tem desempenhado um papel fundamental para a valorização da arte, cultura e educação de uma sociedade complexa e heterogênea como a brasileira. Essa atuação se expande por meio de parceiros essenciais para o desenvolvimento do setor da economia da cultura e das indústrias criativas, como a Fundação Bienal de São Paulo.
O Itaú Unibanco se orgulha de ser um dos patrocinadores da Fundação Bienal de São Paulo – há 27 anos, sendo esta a 12ª edição realizada nesse período –, reafirmando o compromisso com a promoção das artes visuais e o seu papel transformador. A Bienal de São Paulo é um importante espaço de encontro e intercâmbio entre artistas, curadores,
críticos e público.
Nesse campo, o Itaú Cultural articula ações de fruição, formação e fomento, entre elas, as exposições individuais e coletivas que acontecem tanto na sede na Avenida Paulista, 149 (com entrada gratuita) quanto em equipamentos nas cinco regiões do país. Entre as exposições de 2025, destaque para Carlos Zilio – A querela do Brasil, com curadoria de Paulo Miyada, que trará uma retrospectiva desse artista que, com erudição e irreverência, explorou as tensões da arte brasileira. Também serão dedicadas mostras à artista visual Rivane Neuenschwander e ao curador e crítico Paulo Herkenhoff.
Acesse itaucultural.org.br para navegar pelas exposições virtuais Filmes e vídeos de artistas, com produções audiovisuais de caráter experimental, e Livros de artista na Coleção Itaú Cultural, cujos recursos imersivos e interativos permitem uma apreciação detalhada. Já na Enciclopédia Itaú Cultural (enciclopedia.itaucultural.org.br) você tem acesso a centenas de verbetes de personagens, de obras e de eventos de artes visuais.
Estar presente na Bienal de São Paulo reforça nosso objetivo de construir vínculos com diferentes públicos, prezando pela diversidade de formatos, pensamentos e subjetividades e fomentando o fazer criativo e crítico através da arte e da cultura brasileiras.
A Bloomberg se orgulha de patrocinar a 36ª edição da Bienal de São Paulo. Há mais de uma década temos apoiado as excepcionais exposições de arte contemporânea da Bienal no deslumbrante Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera, e também pelo Brasil, através da nossa parceria com a Fundação Bienal. A edição deste ano continua a tradição de apresentar instalações de arte cativantes e provocativas, que são gratuitas e abertas ao público.
Todos os dias, a Bloomberg conecta importantes tomadores de decisão a uma rede dinâmica de informações, pessoas e ideias. Com mais de 19 mil funcionários em 176 escritórios, levamos informações financeiras e de negócios, notícias e conhecimento ao mundo todo. Nossa dedicação à inovação e às novas ideias se estende através do apoio de longa data às artes, a qual, segundo acreditamos, é um caminho importante para motivar cidadãos e fortalecer comunidades. Através de nossos patrocínios, ajudamos a promover o acesso à cultura e a empoderar artistas e organizações culturais para atingir novos públicos.
Para o Bradesco, um banco brasileiro por excelência e que completou 83 anos, arte e cultura não são apenas elementos fundamentais à formação da identidade de um povo ou de construção de seu patrimônio imaterial, mas também uma jornada de inclusão e cidadania, uma saudável convergência entre diferentes pontos de vista. É, por assim dizer, um caminho em direção ao novo, mas com o cuidado de valorizar aquilo que é especial o bastante para ser história ou tradição.
Portanto, quando se fala em arte e cultura, perdem sentido as fronteiras entre passado, presente e futuro, entre o que é forma ou conteúdo. Tudo vira reflexão e aprendizado, tudo se transforma em provocação e surpresa.
Foi a partir dessa interpretação, combinada à visão positiva do papel das empresas na viabilização do que a sociedade considera importante, que o Bradesco se tornou patrocinador da 36ª edição da Bienal de São Paulo, seguramente um dos principais eventos do país voltado a estimular o circuito artístico, divulgar as diversas expressões de arte e promover o intercâmbio cultural, com tudo de bom que ele agrega.
Ao participar de algo a um só tempo grandioso e de muitos significados, o Bradesco compartilha com a Fundação Bienal de São Paulo – que organiza o evento há mais de seis décadas – o propósito de democratizar o acesso à cultura, multiplicar seu alcance e promover a valorização da arte.
É um caminho sem fim, sem volta, repleto de desafios e ao menos uma certeza: quanto mais gente participando dele, melhor!
A Petrobras possui uma história de mais de quarenta anos acreditando de forma contínua na cultura como elemento transformador e fonte de energia para a sociedade. Apoiando projetos únicos e parcerias de longo prazo, construímos uma relação de respeito e colaboração com realizadores e iniciativas em todo o país.
O Programa Petrobras Cultural tem a brasilidade como elemento norteador, que se materializa nas temáticas, origens, curadoria, história e características de cada projeto que selecionamos. Por meio do incentivo a diversos projetos, colocamos em prática nossa crença de que a cultura é uma importante energia que transforma a sociedade. Acreditamos que, com criatividade e inspiração, promovemos crescimento e mudanças.
A Bienal de São Paulo é um dos mais prestigiosos eventos do setor no país e no mundo. O patrocínio da Petrobras reforça o papel da empresa na promoção da cultura, em suas diversas formas, consolidando a companhia como uma das maiores apoiadoras das artes no Brasil.
Eventos como a Bienal de São Paulo contribuem de forma relevante para a economia, promovendo inovação, criatividade e sustentabilidade à dinâmica econômica. A Petrobras é uma aliada do desenvolvimento do país em seus diversos setores. Investe em muitas formas de energia, e a cultura certamente é uma delas.
A Petrobras tem orgulho em apoiar a cultura brasileira em sua pluralidade de manifestações, levando a arte a todos os públicos, por todo o país. Porque cultura também é nossa energia.
Para conhecer mais sobre o Programa Petrobras Cultural, visite petrobras.com.br/cultura.
O Instituto Cultural Vale acredita no poder transformador da cultura. Como um dos principais apoiadores da cultura no Brasil, patrocina e impulsiona projetos que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é tornar a cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa.
Assim, é uma alegria fazer parte da realização desta 36ª Bienal de São Paulo e de seu programa educativo, que experimenta novos formatos e abordagens. Formulado a partir das Invocações propostas pela curadoria – encontros com poesia, música, performance e debates que investigam noções de humanidade em diferentes geografias –, o programa educativo expande a comunicação da Bienal com os diferentes públicos e promove sua difusão para além do espaço e do tempo de exposição, de maneira interdisciplinar.
A cada nova edição, a Bienal nos convida a repensar a arte como exercício de diálogo, de abertura a novas narrativas e como espaço de aprendizado. Nesse sentido, conecta-se ao propósito do Instituto Cultural Vale: o de ampliar oportunidades para aprender, refletir, desenvolver novos olhares e compartilhar arte, cultura e educação, dentro e fora dos museus, em todo o Brasil.
Onde tem cultura, a Vale está.
Há 110 anos, o Citi faz parte da história do Brasil, acompanhando suas transformações e impulsionando seu desenvolvimento. Nossa trajetória se confunde com a do país: somos testemunhas e participantes de um Brasil que se reinventa e que avança.
Mais do que uma instituição financeira, somos uma presença que acredita na força da cultura e da educação como motores de um futuro mais inclusivo, inovador e sustentável. Investir nesses pilares é também valorizar a pluralidade, a criatividade e o talento que definem o espírito brasileiro.
É com esse compromisso que, pela primeira vez, temos orgulho de apoiar a 36ª Bienal de São Paulo – um dos mais importantes espaços de expressão artística da América Latina, onde o Brasil pensa, sente e se reinventa através da arte.
Acreditamos na arte como agente de transformação social. A criação artística tem o poder de provocar diálogos, ampliar repertórios e inspirar novas possibilidades de mundo. Ao patrocinar a Bienal, reafirmamos nosso compromisso com a cultura, com a inovação e com
todos aqueles que, por meio da arte, constroem novas narrativas para o presente e o futuro.
A Vivo acredita na cultura como meio de transformação social e é uma das principais marcas apoiadoras das artes visuais, cênicas e da música no Brasil. A arte, como a tecnologia, cria conexões entre as pessoas e incentiva a busca do equilíbrio entre a história, a natureza e o tempo.
Atualmente, a Vivo é patrocinadora dos principais museus do Brasil, como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), a Pinacoteca de São Paulo, o Museu da Imagem e do Som (MIS-São Paulo), o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), além do Instituto Inhotim e do Palácio das Artes, ambos
em Minas Gerais, e o Museu Oscar Niemeyer, no Paraná.
O Teatro Vivo, localizado em São Paulo, conta com uma curadoria de peças contemporâneas, que promovem reflexões sobre questões atuais e valorizam a diversidade cultural. Além disso, o espaço é totalmente acessível, oferecendo recursos como tradução em libras, audiodescrição e equipe treinada, garantindo inclusão para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Em 2024, recebeu mais de 50 mil pessoas.
A marca também apoia projetos no universo da música que são genuinamente brasileiros e regionais, reforçando a proximidade com a cultura local em eventos icônicos e tradicionais do nosso país, como Festival de Parintins, Galo da Madrugada, Festival Çairé, Lollapalooza,
The Town e Vivo Música.
As iniciativas da marca no âmbito cultural ampliam o acesso ao conhecimento com novas formas de vivência e aprendizado, fortalecidas nos aspectos de diversidade, sustentabilidade, inclusão e educação. Todas as informações estão reunidas e são compartilhadas nos perfis @vivo.cultura e @vivo no Instagram.
Diante das incessantes questões da humanidade, talvez valha a pena conviver um pouco mais com algumas perguntas em aberto, tomando amparo em recursos que permitam escavar e construir processualmente as respostas. Nesse sentido, a arte, em suas variadas faces, oferece sumo fértil para elaborações críticas acerca do mundo e de nós mesmos.
O encontro entre arte e educação – ambas entendidas como campos do saber – permite a torção do tempo e espaço: passa a ser possível, assim, suspender neutralidades e dilatar o que se precipita nas estruturas. Até onde essa aproximação é capaz de inferir o real e sobre ele interferir? (Re)povoar imaginários, descompassar o estatuto universalizante atribuído a conceitos, práticas e pessoas, e, assim, talhar a realidade com narrativas que articulem o individual e o coletivo, de modo processual e coerente com as questões que atravessam a existência.
É segundo esse panorama que o Sesc São Paulo e a Fundação Bienal, por meio da 36ª Bienal de São Paulo, reiteram sua longeva parceria, mutuamente comprometida em fomentar experiências de convívio com as artes visuais, ampliando o acesso às ações culturais e ao exercício da alteridade.
Esta parceria, que se constitui e se renova há mais de uma década, tem resultado a promoção de projetos como exposições simultâneas, encontros públicos, seminários, formações para educadores, bem como a consolidada mostra itinerante, com recortes da Bienal entre unidades do Sesc no interior paulista. A confluência de escolhas e proposições se integra à perspectiva institucional da cultura como um direito, e concebe, junto a uma das maiores mostras do país, um horizonte acessível para a arte contemporânea no Brasil.
ifa – Institut für Auslandsbeziehungen
Center for Art, Research and Alliances / CARA
National Center for Art Research, Japan
Office for Contemporary Art Norway
Independent Curators International
Arab Fund for Arts and Culture
Latitudes Viagem de Conhecimento
Consulado Geral do Reino dos Países Baixos em São Paulo
Embaixada da Suécia em Brasília
Governo Federal | Ministério da Cultura | Pronac – Lei de Incentivo à Cultura
Governo do Estado de São Paulo | Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo | ProAC – Programa de Ação Cultural
Prefeitura de São Paulo | Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa da Cidade de São Paulo | PROMAC – Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais
O estúdio berlinense Yukiko, fundado por Michelle Phillips e Johannes Conrad, é o responsável pela identidade visual da 36ª Bienal. Reconhecido por seu estilo experimental, o estúdio traz uma abordagem que dialoga diretamente com o conceito curatorial dessa edição, criando uma experiência visual e gráfica que reforça o papel da escuta e a ideia de confluências a partir da imagem do estuário.
“O conceito visual da 36ª Bienal de São Paulo é inspirado na ideia de humanidade como prática, enfatizando a interconexão, a empatia e a coexistência criativa. Com base no eixo curatorial do som e do movimento manguebit, a identidade visual é fundamentada em ondas sonoras polifônicas e na série harmônica, simbolizando as frequências sobrepostas das experiências humanas. Essas ondas sonoras representam a ideia de que a humanidade está constantemente evoluindo e se remodelando por meio de encontros, assim como o estuário, onde vários mundos se encontram e se misturam. Essa manifestação visual reforça a mensagem central da Bienal: que por meio da escuta intencional e da reflexão profunda, podemos imaginar a humanidade como uma prática viva e pulsante”, explicam os designers.
O projeto arquitetônico e expositivo é assinado por Gisele de Paula e Tiago Guimarães. “Inspirado pela fluidez dos rios e pela imagem do estuário presente na proposta curatorial, o espaço expositivo está sendo desenhado como um percurso sensorial, trazendo margens sinuosas que convidam à escuta, ao encontro e à pausa. A proposta valoriza o vazio como força e o espaço como paisagem em constante movimento. Como viandantes, não repete o caminho, mas se reinventa ao seguir num rito contínuo de transformação e presença”, afirmam os arquitetos.
A expografia da 36ª Bienal de São Paulo evoca a natureza fluida e transformadora dos rios. Como um corpo em movimento, que atravessa, contorna e reinventa o espaço, a exposição se constrói em diálogo com a ideia de travessia. Formas orgânicas e estruturas leves compõem uma paisagem sensorial. Mais do que delimitar percursos, a expografia propõe modos de estar e de se mover, entendendo o fluxo como forma de existência. O projeto contou também com consultoria inicial de arquitetura da Agence Clémence Farrell.
Fundador
Francisco Matarazzo Sobrinho · 1898–1977 · presidente perpétuo
Conselho de administração
Eduardo Saron · presidente
Ana Helena Godoy Pereira de Almeida Pires · vice-presidente
Membros vitalícios
Adolpho Leirner
Beno Suchodolski
Carlos Francisco Bandeira Lins
Cesar Giobbi
Elizabeth Machado
Jens Olesen
Julio Landmann
Marcos Arbaitman
Maria Ignez Corrêa da Costa Barbosa
Pedro Aranha Corrêa do Lago
Pedro Paulo de Sena Madureira
Roberto Muylaert
Rubens José Mattos Cunha Lima
Membros
Adrienne Senna Jobim
Alberto Emmanuel Whitaker
Alfredo Egydio Setubal
Ana Helena Godoy Pereira de Almeida Pires
Angelo Andrea Matarazzo
Beatriz Yunes Guarita
Camila Appel
Carlos Alberto Frederico
Carlos Augusto Calil
Carlos Jereissati
Célia Kochen Parnes
Claudio Thomaz Lobo Sonder
Daniela Montingelli Villela
Eduardo Saron
Fábio Magalhães
Felippe Crescenti
Flavia Buarque de Almeida
Flávia Cipovicci Berenguer
Flavia Regina de Souza Oliveira
Flávio Moura
Francisco Alambert
Heitor Martins
Isay Weinfeld
Jeane Mike Tsutsui
Joaquim de Arruda Falcão Neto
José Olympio da Veiga Pereira
Kelly de Amorim
Ligia Fonseca Ferreira
Lucio Gomes Machado
Luis Terepins
Luiz Galina
Maguy Etlin · licenciada
Manoela Queiroz Bacelar
Marcelo Mattos Araujo
Mariana Teixeira de Carvalho
Miguel Setas
Miguel Wady Chaia
Neide Helena de Moraes
Nina da Hora
Octavio de Barros
Rodrigo Bresser Pereira
Rosiane Pecora
Susana Leirner Steinbruch
Tito Enrique da Silva Neto
Conselho fiscal
Edna Sousa de Holanda
Flávio Moura
Octavio Manoel Rodrigues de Barros
Conselho consultivo internacional
Frances Reynolds · presidente
Ana Helena Godoy Pereira de Almeida Pires · vice-presidente
Andrea de Botton Dreesmann, Quinten Dreesmann
Barbara Sobel
Caterina Stewart
Catherine Petitgas
Flávia Abubakir, Frank Abubakir
Laurie Ziegler
Mélanie Berghmans
Miwa Taguchi-Sugiyama
Pamela J. Joyner
Paula Macedo Weiss, Daniel Weiss
Sandra Hegedüs
Vanessa Tubino
Diretoria
Andrea Pinheiro · presidente
Maguy Etlin · primeira vice-presidente
Luiz Lara · segundo vice-presidente
Ana Paula Martinez
Francisco Pinheiro Guimarães
Maria Rita Drummond
Ricardo Diniz
Roberto Otero
Solange Sobral
Equipe
Superintendências
Antonio Thomaz Lessa Garcia Junior · superintendente executivo
Felipe Isola · superintendente de projetos
Joaquim Millan · superintendente de projetos
Caroline Carrion · superintendente de comunicação
Irina Cypel · superintendente de relações institucionais e parcerias
Superintendência executiva
assessoria
Beatriz Reiter Santos · executiva
assistência
Marcella Batista · administrativa
Superintendência de projetos
coordenação
Bernard Lemos Tjabbes
Marina Scaramuzza
produção
Ariel Rosa Grininger
Camilla Ayla
Carolina da Costa Angelo
Nuno Holanda Sá do Espírito Santo
Tatiana Oliveira de Farias
assistência
Fabiana Paulucci
Ziza Rovigatti
Superintendência de comunicação
coordenação
Julia Bolliger Murari · redes sociais
Rafael Falasco · editorial
assessoria
Adriano Campos · design
Eduardo Lirani · produção gráfica
Fernando Pereira · assessoria de imprensa
Francisco Belle Bresolin · projetos digitais e documentação
Luciana Araujo Marques · editorial
Nina Nunes · design
assistência
Marina Fonseca · redes sociais
jovem aprendiz
Victória Pracedino
Superintendência de relações institucionais e parcerias
coordenação
Luciana Raele
assessoria
Laura Caldas
Raquel Silva
Victória Bayma
Viviane Teixeira
assistência
André Massena
Jefferson Faria
Educação
gerência
Simone Lopes de Lira
coordenação
Danilo Pera
assessoria
André Leitão
Renato Lopes
Tailicie Nascimento
assistência
Gabri Gregorio
Giovanna Endrigo
Julia Iwanaga
Leonardo Venâncio Miranda
Vinicius Massimino
jovem aprendiz
Lincon Amaral
Arquivo Bienal
coordenação
Antonio Paulo Carretta
Marcele Souto Yakabi
assistência
Ana Helena Grizotto Custódio
Anna Beatriz Corrêa Bortoletto
Gislene Sales
Juliana Bittencourt
Milena Godoy dos Santos
Thais Ferreira Dias
auxílio
Ricardo Menezes
jovem aprendiz
Ilana Alionço
Manoel Assis
Administrativo-financeiro
Finanças
gerência
Amarildo Firmino Gomes
coordenação
Edson Pereira de Carvalho
assessoria
Fábio Kato
assistência
Silvia Andrade Simões Branco
Gestão de materiais e patrimônio
gerência
Valdomiro Rodrigues da Silva Neto
coordenação
Larissa Di Ciero Ferradas · gestão de materiais e patrimônio
Vinícius Robson da Silva Araújo · compras
assistência
Angélica de Oliveira Divino
Sergio Faria Lima
Victor Senciel
Wagner Pereira de Andrade
auxílio
Isabela Cardoso
jovem aprendiz
Lucas Galhardo
Planejamento e operações
assessoria
Rone Amabile
Vera Lucia Kogan
Recursos humanos
coordenação
Andréa Moreira · recursos humanos
Higor Tocchio · departamento pessoal
assistência
Matheus Andrade Sartori
Patricia Fernandes
Tecnologia da informação
consultoria
Ricardo Bellucci
Júlio Coelho
Matheus Lourenço
assistência
Jhones Alves do Nascimento
36ª Bienal de São Paulo
Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
Equipe conceitual
Bonaventure Soh Bejeng Ndikung · curador geral
Alya Sebti, Anna Roberta Goetz, Thiago de Paula Souza · cocuradores
Keyna Eleison · cocuradora at large
Henriette Gallus · consultora de comunicação e estratégia
André Pitol, Leonardo Matsuhei · cocuradores adjuntos
Arquitetura e expografia
Gisele de Paula, Tiago Guimarães
Alexandra Souza, Santiago Rid · assistência de arquitetura
Agence Clémence Farrell · consultoria inicial de arquitetura
Identidade visual
Studio Yukiko
Projetos e produção
Cenografia
Mauro Coelho · Cinestand
Adão Siqueira · Metro Cenografia
Conservação
coordenação
Patrícia Guimarães dos Reis
equipe
Alice Quintella Tischer
Daniel Zuim Mussi
Fabiana Oda
Flávia Baiochi Santos
Gisele Guedes
Thalita Noce
Thaís Ramos Carvalhais
Valerie Midori Koga Takeda
Consultoria acústica
Alexandre Sresnewsky
Consultoria de audiovisual
Patrícia Mesquita
Montagem
coordenação
Alexandre Cruz
Arão Nunes
Mauro Amorim
equipe
Alexandre Gomes
André Cruz
Ania Sanchez Valle
Bruno Amarantes Abreu de Lima
Diego Mauricio Rossi
Edison de Freitas Rocha Filho
Eloi Salvador
Elton Hipólito
Gabriel Rosa
Geraldo Peixoto
Gustavo Lemes Salomão
Hélio Bartsch
Jaider Laerdson da Silva Miranda
Juan Lucas Rossi
Luciano Jorge Macovescy
Luis Enrique Silvestre Guerra
Pedro de Castro Layus
Rafael Freire
Raphael Rodrigues de Souza
Rejane Mitiko Nagatomo
Rodrigo Pasarello
Tomas Jefferson Silva da Cruz
Vinicius de Assis
Logística de transporte
Nilson Lopes · nacional
Waiver Arts · internacional
Produção da programação pública
Helena Prado
Projeto de iluminação
Anna Turra Lighting Design
equipe
Anna Turra, Camila Jordão, Lucas Cavalcante, Giullia Gonçalves, Andressa Pacheco
Seguro Fine Arts
Chubb Seguros Brasil S.A.
Sonia Sassi · GECO Corretora de Seguros
Comunicação e editorial
Agência de publicidade
Africa Creative
Assessoria de imprensa
Index · nacional
Sam Talbot · internacional
Conteúdo audiovisual e registro fotográfico
Bruno Fernandes
Cinema Vivo
Duma Hub de Inovação Criativa e Produção Artística
ETC Filmes · legendagem
João Gabriel Hidalgo
Levi Fanan
Martin Zenorini
Natt Fejfar
Nick Gomes
Design
assistência
Aninha de Carvalho Price
Tamara Lichtenstein
Editorial
Bruno Rodrigues · assistência editorial
Cristina Fino · coordenação editorial das publicações educativas #3 e #4
Deborah Moreira · assistência editorial
Tatiana Allegro · edição de texto – catálogo e coletânea
Vozes Bienal
Adriana Coelho Silva
Ana Carolina Ralston
Alex Atala
Ana Hikari
Astrid Fontenelle
Bárbara Brito
Camila Fremder
Dandara Queiroz
Djamila Ribeiro
Dione Assis
Didi Wagner
Dudu Bertholini
Fafá de Belém
Fernanda Cortez
Giovanni Bianco
Humberto Carrão
Isadora Cruz
Kevin David
Laís Franklin
Luanda Vieira
Luiza Adas
Luedji Luna
Mauricio Arruda
Maria Carolina Casati
Memphis Depay
Maria Ribeiro
Mel Duarte
Rachel Maia
Regina Casé
Rita Carreira
Stefano Carta
Stephanie Ribeiro
Thai de Melo Bufrem
Taís Araújo
Txai Suruí
Zeca Camargo
Xênia França
Website
Fluxo
Laura Trigo · assistência de conteúdo
Relações institucionais e parcerias
Agência de viagens
Latitudes Viagens de Conhecimento
Arquitetura da Varanda Bienal
Denis Ferri Arquiteto
Assistência de produção
Fabiana Farias
Patrícia Rabello
Criação e gestão de conteúdos dos canais digitais
Motiv Design
Parcerias institucionais
Contemporâneo Showroom
Kimi Nii
Livraria da Travessa
Produção de eventos
Patrícia Galvão
Educação
Consultoria em acessibilidade
Mais Diferenças
Interpretação em Libras
AHU Acessibilidade Humanista
Plataforma de agendamento e check-in
Hous 360
Gestão de materiais e patrimônio
Ambulância e posto médico
Premium Serviços Médicos LTDA. ME
Assessoria e treinamentos
Lord Assessoria em Eventos
Assessoria em projetos de segurança
Asegm Construção LTDA
Bombeiro civil
Local Serviços especializados LTDA. ME
Distribuição elétrica
AGR Elétrica LTDA
Internet Wi-Fi
ITS Online
Locação de gerador
CAM Energy Locação de Equipamentos LTDA
Limpeza e conservação
Tia Limpeza e Eventos LTDA
Operações
Denis Jordão · coordenação
Kleber Almeida Gomes · supervisão
Segurança
Megavig Segurança e Vigilância LTDA
Invocações
Marrakech – 14-15 nov 2024
LE 18 · coorganização
Laila Hida · diretoria do espaço parceiro
Youssef Sebti · produção local
Zora El Hajji · assessoria de imprensa local
Mahacine Mokdad, Sofian Amly, Hamza Morchid, Youssef Boumbarek · conteúdo audiovisual e registro fotográfico
Embaixada do Brasil em Rabat / Instituto Guimarães Rosa – Ministério das Relações Exteriores · apoio local
Guadalupe – 5-7 dez 2024
Lafabri’K · coorganização
Marie-Laure Poitout · presidência do espaço parceiro
Léna Blou · diretoria do espaço parceiro
Hellen Rugard · produção local
Annik Benjamin · tradução simultânea
Cédric Marcellin, Philippe Hurgon · conteúdo audiovisual e registro fotográfico
Institut français; Embaixada do Brasil em Paris / Instituto Guimarães Rosa – Ministério das Relações Exteriores · apoio local
Zanzibar – 11-13 fev 2025
Bernard Ntahondi · coorganização
Dhow Countries Music Academy (DCMA) · instituição parceira
Halda Alkanaan · diretoria da instituição parceira
Thureiya Saleh · produção local
Raymond Peter, Alex Marcel · engenharia de som
William Chazega Nkobi, Habibu Ramadhani Diliwa · tradução simultânea
Aden Rajab Said, Ally Nassor, Arafat Khamis Moh’d, Caroline-Jamie Dandu, Gulaam Abdullah, Venance Leonard, Waleed Khamis Mohammed · conteúdo audiovisual e registro fotográfico
YAS, Fondation H, Embaixada do Brasil em Dar es Salaam / Instituto Guimarães Rosa – Ministério das Relações Exteriores · apoio local
Tóquio – 12-14 abr 2025
Andrew Maerkle, Kanako Sugiyama · coorganização
The 5th Floor; Sogetsu Kaikan; The University of Tokyo (com
ACUT) · espaços
Jordan A. Y. Smith · assessoria do programa de poesia
Tomoya Iwata · produção local
Yoshiko Kurata · assessoria de imprensa local
Wataru Shoji · engenharia de som
Art Translators Collective · tradução simultânea
Kenji Agata, Naoki Takehisa, Sora Shirai, Takuma Osugi, Yoshikatsu Hirayama · conteúdo audiovisual e registro fotográfico
Embaixada do Brasil em Tóquio / Instituto Guimarães Rosa – Ministério das Relações Exteriores; Art Center, The University of Tokyo (ACUT) · apoio local