A Fundação é uma instituição privada sem fins lucrativos.
Ela é responsável por organizar a Bienal de São Paulo.
A Bienal é uma exposição de arte que acontece a cada dois anos.
A Fundação Bienal desenvolve vários projetos.
A Bienal conta com uma equipe permanente que trabalha para garantir a qualidade dos projetos em todas as suas etapas.
A Fundação Bienal também é responsável por representar o Brasil na Bienal de Arte e de Arquitetura de Veneza.
A Fundação também organiza exposições com obras da Bienal em outras cidades do Brasil e em outros países.
A Fundação tem um arquivo histórico sobre arte moderna e contemporânea, que é referência na América Latina.
Os arquivos guardam e organizam livros, coleções, fotografias, artigos de jornais, vídeos, ou qualquer outro documento.
O nome do arquivo é Arquivo Histórico Wanda Svevo.
A Bienal é uma exposição de arte que acontece a cada dois anos na cidade de São Paulo.
A primeira Bienal aconteceu em 1951.
A Bienal existe há mais de 70 anos.
Em 2025, acontece a 36ª Bienal de São Paulo.
A Bienal de São Paulo é uma das maiores exposições de arte do mundo.
A 35ª Bienal, que aconteceu em 2023, recebeu mais de 700 mil visitantes.
Junto com as itinerâncias, ela recebeu mais de um milhão de visitantes.
A Bienal é uma exposição de arte contemporânea.
A arte contemporânea é a arte do nosso tempo, quer dizer, a arte realizada nos últimos 60 anos.
Os objetivos da Bienal são:
– Incentivar a criação artística;
– Promover o debate entre a sociedade;
– Democratizar o acesso à cultura.
Os projetos educativos são muito importantes para a Bienal.
A equipe de educação da Bienal desenvolve:
– Visitas mediadas às exposições;
– Formações de professores;
– Publicações para educadores;
– Cursos presenciais e à distância;
– Palestras e seminários.
A Bienal também fomenta a criação artística e a democratização do acesso à arte.

Ciccillo Matarazzo criou a Fundação Bienal de São Paulo em 1962.
Ele nasceu em São Paulo em 1898 e morreu em 1977.
Ciccillo foi um empresário.
Ele teve grande envolvimento na cultura.
Participou de projetos muito importantes, como o Teatro Brasileiro da Comédia, a Companhia de Cinema Vera Cruz, a Cinemateca Brasileira e o Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM.
O nome do Pavilhão da Bienal é Ciccillo Matarazzo.
Este nome foi escolhido para homenagear Ciccillo Matarazzo, que criou a Bienal.

A Bienal é realizada no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, que fica no Parque Ibirapuera, em São Paulo.
O prédio da Bienal foi inaugurado em 1954, nas comemorações dos 400 anos da cidade de São Paulo.
O prédio da Bienal de São Paulo foi projetado por Oscar Niemeyer.
Oscar Niemeyer foi um arquiteto brasileiro muito importante e reconhecido em todo o mundo.
Ele projetou a cidade de Brasília.
O Pavilhão da Bienal é um prédio protegido pelo patrimônio histórico.
A primeira Bienal que aconteceu no Pavilhão Ciccillo Matarazzo foi em 1957.

O prédio da Bienal é reconhecido como um marco na história da arquitetura moderna brasileira.
Ele é enorme e tem três andares.
O prédio da Bienal tem 40 mil metros de área.
Tem 250 metros de comprimento e 50 metros de largura.
A 36ª Bienal de São Paulo acontece do dia 6 de setembro de 2025 até o dia 11 de janeiro de 2026.
A Bienal ocorre no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera.
Esta Bienal terá um tempo maior.
Ela ficará aberta por um mês a mais para que mais pessoas possam visitar a mostra.
A 36ª Bienal é totalmente gratuita, os visitantes não precisam pagar para visitar a exposição.
O título da 36ª Bienal é Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática.
O título é inspirado no poema “Da calma e do silêncio”, da escritora Conceição Evaristo.
Ela é uma escritora preta, que nasceu em Belo Horizonte.

O título da Bienal quer fazer uma provocação.
Viandante é uma palavra pouco usada que significa que a pessoa viaja.
Viandante pode ser também que as pessoas estão em trânsito, em movimento e transformação.
O título da 36ª Bienal convida os artistas e os visitantes a pensarem em sua vida como um movimento de transformação.
A Bienal aposta que é possível construir um mundo onde todas as pessoas tenham direitos.
A equipe conceitual da 36ª Bienal de São Paulo é formada por um grupo de profissionais.
O curador geral da 36ª Bienal é Bonaventure Soh Bejeng Ndikung.
O curador geral convidou outros profissionais para comporem a equipe.
A equipe tem experiências diversas em arte contemporânea.
A equipe é composta por:
Alya Sebti
Anna Roberta Goetz
Henriette Gallus
Keyna Eleison
Thiago de Paula Souza
A fotografia abaixo mostra a equipe conceitual no prédio da Bienal.

O curador geral da 36ª Bienal é o professor Bonaventure Soh Bejeng Ndikung.
Vamos chamar o curador de Bonaventure.
Bonaventure nasceu em Camarões, um país que fica no continente africano.
Atualmente, Bonaventure mora em Berlim, que é a capital da Alemanha.
Bonaventure é muito importante para as artes visuais no mundo todo.
Ele é professor, curador e escritor.
Em 2009, ele fundou o SAVVY Contemporary, em Berlim.

O SAVVY é um ponto de encontro muito importante para o compartilhamento de diferentes culturas e experimentações artísticas.
Bonaventure trabalhou em várias mostras de arte muito importantes, como a Documenta 14, na Alemanha, e a Bienal Dak’Art, no Senegal.
Em 2019, ele também foi curador do Pavilhão Finlandês na Bienal de Veneza, que fica na Itália.
Em 2024, Bonaventure assumiu a direção do Haus der Kulturen der Welt (HKW), em Berlim.
O nome do centro cultural, traduzido do alemão para o português, é Casa das Culturas do Mundo.
O HKW é uma instituição de arte, performance, música, arquitetura, literatura e teatro.
A fotografia abaixo mostra Bonaventure na frente do prédio do HKW.

Bonaventure é o primeiro líder negro do HKW.
A 36ª Bienal também conta com uma equipe de cocuradores composta por Alya Sebti, Anna Roberta Goetz, Thiago de Paula Souza, além da cocuradora at large Keyna Eleison.
Além deles, tem uma consultora de comunicação e estratégia, chamada Henriette Gallus.
Esta equipe trabalhou junto com o curador para criar a Bienal.
Alya Sebti

Alya Sebti é uma das cocuradoras da 36ª Bienal de São Paulo.
Ela nasceu em 1983, em Casablanca, no Marrocos, na África.
É curadora de arte contemporânea e diretora da ifa-Galerie, em Berlim, na Alemanha.
Ela também organizou exposições em diversos países e escreve sobre arte e a esfera pública.
Anna Roberta Goetz

Retrato de Anna Roberta Goetz, cocuradora da 36ª Bienal de São Paulo © João Medeiros / Fundação Bienal de São Paulo
Anna Roberta Goetz é uma das cocuradoras da 36ª Bienal de São Paulo.
Ela nasceu em 1984, em Basileia, na Suíça.
Vive entre a Suíça e o México.
É curadora e escritora.
Organizou exposições individuais e coletivas de destaque em diversos países.
Foi professora em várias academias internacionais de arte.
Thiago de Paula Souza

Thiago de Paula Souza é um dos cocuradores da 36ª Bienal de São Paulo.
Ele nasceu em 1985, em São Paulo, no Brasil.
É curador e educador.
Thiago tem interesse na intersecção entre arte contemporânea e educação.
Foi cocurador do 38º Panorama da Arte Brasileira no MAM São Paulo, em 2024.
Participou como cocurador de diversas exposições importantes no Brasil e em vários países.
Keyna Eleison

É cocuradora at large da 36ª Bienal de São Paulo.
Keyna Eleison nasceu em 1979, no Rio de Janeiro, no Brasil.
É curadora, pesquisadora e educadora em arte e cultura.
Foi professora e coordenadora de ensino da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro.
É fundadora da coletividade Nacional Trovoa, que trabalha com a produção artística de mulheres negras e não brancas.
Foi curadora de diversas exposições no Brasil e em outros países.
Henriette Gallus

Henriette Gallus nasceu em 1983, em Grevesmühlen, na Alemanha.
É consultora de comunicação e estratégia da 36ª Bienal de São Paulo.
É editora, estrategista cultural e de comunicação.
Foi diretora de comunicação da Documenta 14 em Kassel e Atenas.
Aconselhou diversas instituições culturais em todo o mundo.
A proposta da Bienal é repensar a humanidade como uma prática viva.
O mundo pode ser um lugar muito injusto e, por isso, exigir que as pessoas reimaginem as relações.
É importante lutar contra as desigualdades.
Outro aspecto importante é escutar e se preocupar com a convivência.
A curadoria escolheu alguns aspectos para pensar na Bienal e escolher os artistas:
Pensar na sociedade como se fosse um estuário.
O estuário é um lugar onde os rios, lagos e córregos encontram o mar, misturando a água doce e a água salgada.
Os estuários são muito ricos e diversos porque a vegetação é muito variada e as águas carregam muitos ingredientes.
No Brasil, existem muitos estuários.
Os estuários também são muito ameaçados porque ficam perto de cidades, e a poluição prejudica o meio ambiente.
Agora que já sabemos o que é um estuário, queremos fazer um convite para vocês.
Imaginem que a 36ª Bienal é como um estuário.
Os artistas vêm de diferentes lugares e têm experiências diversas.
Na Bienal, toda essa diversidade se encontra para convidar o público a pensar em um mundo onde todas as pessoas tenham lugar.
A Bienal quer ser como um estuário.
A Bienal quer ser um lugar que acolhe e nutre diferentes formas de vida.
Os curadores esperam que a Bienal seja um ambiente vivo que abriga o vínculo entre as comunidades, a arte, a educação e a cultura.
Inspirado nas filosofias, paisagens e mitologias brasileiras.
A Bienal quer refletir a multiplicidade de encontros que marcaram a história do Brasil.
A exposição propõe que a humanidade se una.
A Bienal deseja que a humanidade se transforme por meio de uma escuta atenta e do respeito entre seres e mundos distintos.
O curador Bonaventure diz que atualmente parece que os seres humanos perderam o contato com o que significa ser humano.
Às vezes, parece que as pessoas estão perdendo o chão.
Vivemos em um período de muitas crises.
São crises sociais, políticas, econômicas e ambientais em todo o mundo.
Bonaventure acha que é urgente convidar artistas, pesquisadores, ativistas e outros profissionais da cultura para se juntarem à Bienal.
A proposta é pensar em como reformular o que significa a humanidade.
Por causa de todas essas crises e urgências, é importante imaginar outro mundo por meio de diferentes práticas.
O tema da Bienal é um convite para pensar e manifestar a humanidade como um verbo e uma prática.
Pensar sobre a humanidade e sobre modos de viver variados.
A Bienal nos convida a colocar a alegria, a beleza e a poesia no centro das nossas vidas.
Este é um convite para imaginar um mundo no qual valorizamos as pessoas em um momento em que a sociedade está falhando conosco.
A 36ª Bienal de São Paulo está organizada em três eixos.
Cada eixo apresenta um conceito que orienta a exposição.
O primeiro eixo defende que todas as pessoas precisam ter tempo e espaço.
Este eixo defende que é importante desacelerar e prestar atenção aos detalhes.
Quando prestamos atenção, percebemos outros seres que fazem parte do nosso ambiente.
Este eixo está inspirado em um poema de Conceição Evaristo.
Conceição Evaristo é uma escritora negra e brasileira muito importante.
O poema fala sobre a importância de explorar os mundos escondidos que somente a poesia pode acessar.
A Bienal também quer acolher as diferenças.
A exposição convida todas as pessoas a se reconectarem com a natureza.
No segundo eixo, a Bienal convida o público a se ver no reflexo do outro.
A proposta é questionar o que vemos quando olhamos para nós mesmos e para os outros.
Quais são as barreiras que existem na sociedade?
Este eixo se inspira em um poema do poeta haitiano René Depestre.
O poema diz que precisamos estar atentos às necessidades de todos.
O terceiro eixo se dedica aos espaços de encontros.
O eixo entende que os lugares possibilitam múltiplas interações.
Este eixo também critica que as pessoas negras da África foram escravizadas.
A exposição aborda as desigualdades que existem no mundo.
Esse eixo é baseado no movimento manguebeat, criado no Recife.
O manguebeat foi um movimento cultural idealizado por vários artistas pernambucanos no início da década de 1990.
O movimento denunciava as desigualdades e a pobreza em Pernambuco.
O símbolo do manguebeat é o caranguejo, que vive no mangue e na lama.
Os autores do movimento escreveram um texto chamado “Caranguejos com cérebro”.
O texto valoriza a cultura das comunidades e da população pobre que vive perto dos mangues.
A Bienal conta sobre a história do Brasil.
O Brasil foi formado pelos povos indígenas, europeus e africanos escravizados.
O Brasil ainda é um país muito desigual.
A exposição conta como as culturas e as sociedades lidam com as diferenças e desigualdades.
A Bienal quer ajudar a sociedade a criar caminhos de interação e beleza.

O estúdio Yukiko, que fica em Berlim, na Alemanha, é responsável pela criação da identidade visual da 36ª Bienal.
O estúdio foi fundado por Michelle Phillips e Johannes Conrad.
O estúdio é reconhecido por seu estilo experimental.
A identidade visual que eles criaram dialoga com o conceito curatorial desta Bienal.
A identidade da 36ª Bienal cria uma experiência visual e gráfica que reforça a importância da escuta.
Ela valoriza também os encontros, a partir da ideia do estuário.
Enfatiza as conexões, a empatia e a interação criativa.
A identidade visual se inspira nas ondas sonoras diversas e na harmonia.
Essas ondas sonoras representam a ideia de que a humanidade está sempre evoluindo e se remodelando por meio de encontros.
Tanto as ondas sonoras como o estuário querem mostrar que vários mundos se encontram e se misturam.
A mensagem central é que, por meio da escuta e da reflexão, podemos imaginar a humanidade como uma prática viva e pulsante.
O projeto arquitetônico e expositivo da 36ª Bienal é de Gisele de Paula e Tiago Guimarães.
Em cada Bienal é criado um projeto do espaço para a exposição.
Os arquitetos fazem um projeto definindo as cores que vão ser usadas e como as obras de arte vão estar expostas no prédio.
Os arquitetos fazem o projeto alinhados com a proposta curatorial.
O projeto arquitetônico da 36ª Bienal está inspirado na fluidez dos rios e dos estuários.
O espaço da exposição foi desenhado como um percurso sensorial.
O espaço convida o visitante a fazer caminhos em curvas.
O percurso convida o visitante à escuta e à pausa.
Nos três andares do prédio foram colocadas várias cortinas coloridas, que lembram as margens sinuosas dos rios.
O projeto arquitetônico também valoriza o espaço vazio dentro do prédio.
Este espaço permite que os visitantes percorram a exposição recordando a força das paisagens que estão sempre em movimento.
O título da Bienal é Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática.
Como viandantes, as pessoas não repetem o caminho, mas reinventam a travessia em busca de transformação.
Cada visitante pode fazer o seu caminho na Bienal.
O projeto quer ser como um corpo em movimento, que atravessa, contorna e reinventa o espaço.
A exposição propõe um diálogo com a ideia de travessia.
A exposição está organizada para propor aos visitantes que pensem nas formas como nos movimentamos durante a vida.




