A Fundação Bienal de São Paulo correaliza com o Museu de Arte do Rio (MAR), a partir de 7 de março, mais uma etapa do programa de mostras itinerantes da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, que se estende para mais de dez cidades no Brasil e no exterior ao longo de 2026. Na capital fluminense, a mostra é assinada pela Vale e segue em visitação até 3 de maio.
Realizadas de forma programática desde 2011, as itinerâncias tornaram-se uma extensão fundamental da Bienal de São Paulo, fazendo com que obras e debates apresentados no Pavilhão Ciccillo Matarazzo se reconfigurem em diálogo com contextos locais diversos, ativando novas leituras e relações com públicos fora do eixo expositivo principal. Na 36ª edição, esse movimento ganha novos territórios, chegando a mais de dez localidades no Brasil e no exterior.
No Rio de Janeiro, essa relação se aprofunda com um novo retorno ao MAR, que recebe o programa de itinerância pela segunda vez. Nesta edição, a mostra é composta pelos artistas: Akinbode Akinbiyi, Berenice Olmedo, Christopher Cozier, Hamedine Kane, Leo Asemota, Malika Agueznay, Manauara Clandestina, Mansour Ciss Kanakassy, Mao Ishikawa, Maxwell Alexandre, Metta Pracrutti, Ming Smith, Moisés Patricio, Myrlande Constant, Nádia Taquary, Suchittra Mattai, Tanka Fonta e Zózimo Bulbul. A lista dos 19 participantes se conclui com o trabalho de Olu Oguibe, que estampa a fachada do MAR desde o dia 6 de setembro de 2025, data de abertura da 36ª Bienal de São Paulo, com o trabalho Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas?. A mostra itinerante no Rio de Janeiro tem curadoria de Keyna Eleison, cocuradora at large da 36ª Bienal de São Paulo, e o projeto de arquitetura é assinado por Gisele de Paula.
“Chegar ao Rio e dar início a mais uma etapa da itinerância é reconhecer a potência dos encontros que essa edição propôs”, afirma Eleison. “Levar a mostra para outros contextos é uma forma de reativar as obras, permitindo que novos olhares e experiências ressoem a partir dos deslocamentos. No MAR, a 36ª Bienal se reconecta com o cotidiano e com outras camadas de leitura, mantendo viva a proposta curatorial desta edição.”
A presidente da Fundação Bienal de São Paulo, Andrea Pinheiro, destaca o papel estratégico do programa: “As mostras itinerantes são parte central da atuação da Fundação Bienal de São Paulo. Ao articular circulação expositiva, formação educativa e programação pública nas cidades que recebem a Bienal, ampliamos o alcance da exposição e aprofundamos o diálogo com públicos diversos, reconhecendo a pluralidade dos territórios como dimensão fundamental da arte.”
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
curador geral: Bonaventure Soh Bejeng Ndikung
cocuradores: Alya Sebti, Anna Roberta Goetz, Thiago de Paula Souza
cocuradora at large: Keyna Eleison
consultora de comunicação e estratégia: Henriette Gallus
cocuradores adjuntos: André Pitol, Leonardo Matsuhei
Itinerância Rio de Janeiro – Museu de Arte do Rio (MAR)
curadoria: Keyna Eleison
arquitetura: Gisele de Paula
7 mar – 3 mai 2026
qui – ter, 11h – 18h (última entrada: 17h)
Praça Mauá, Centro
Rio de Janeiro, RJ
venda de ingressos
bilheteria e totens de autoatendimento (pilotis do MAR)
pagamento com cartões de crédito ou débito
também disponível online
ingressos
inteira: R$ 20,00
meia-entrada: R$ 10,00
terças-feiras: admissão gratuita
entrada gratuita: alunos da rede pública de Ensino Fundamental e Médio / crianças de até 5 anos de idade / pessoas com idade a partir de 60 anos / professores da rede pública de ensino do município do Rio de Janeiro / funcionários de museus / vizinhos do MAR / guias de turismo
*em todos os casos, é necessário apresentar documentação comprobatória