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6 set 2025–11 jan 2026
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Recife     PE

8 ago – 18 out 2026

Oficina Francisco Brennand

Quadros coloridos em parede laranja
Vista de obras de Shuvinai Ashoona durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Cordas coloridas de tecido franzido em estrutura circular, com abertura em forma de portal na parte da frente
Vista de Siren Song, de Suchitra Mattai, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Fotos, recortes de jornal e cartazes sobre Zózimo Bulbul
Vista de obras de Zózimo Bulbul durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto de rio em parede branca
Registro de obra de Wolfgang Tillmans durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Sala escura com vídeo em preto e branco projetado no teto
Vista de Stories from the Earth, de Helena Uambembe, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Escultura de mulher com cabeça de pássaro
Detalhe de Ìrókó: A árvore cósmica, de Nádia Taquary, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo

A Fundação Bienal de São Paulo e a Oficina Francisco Brennand anunciam a abertura da itinerância da 36ª Bienal de São Paulo em Recife, marcando mais uma etapa do programa de mostras itinerantes. Na Oficina Francisco Brennand, a capital pernambucana recebe a exposição Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática de 8 de agosto a 18 de outubro. A curadoria da itinerância é dos cocuradores adjuntos da 36ª Bienal André Pitol e Leonardo Matsuhei. A exposição é assinada pela Petrobras.

Realizadas de forma programática desde 2011, as itinerâncias tornaram-se uma extensão fundamental da Bienal de São Paulo, fazendo com que obras e debates apresentados no Pavilhão Ciccillo Matarazzo se reconfigurem em diálogo com contextos locais diversos, ativando novas leituras e relações com públicos fora do eixo expositivo principal.

Esta é a segunda vez que o programa de mostras itinerantes da Bienal de São Paulo chega a Recife. A primeira foi em 2011, quando a 29ª Bienal de São Paulo ocupou três instituições em Pernambuco: o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM), a Fundação Joaquim Nabuco e o Museu do Estado de Pernambuco. Quinze anos depois, o programa retorna ao estado e ocupa a Oficina Francisco Brennand, um complexo monumental erguido pelo ceramista e escultor pernambucano Francisco Brennand a partir de 1971 nas ruínas de uma antiga fábrica de telhas e tijolos no bairro da Várzea, às margens do rio Capibaribe, cercado por remanescentes de Mata Atlântica.

A realização da itinerância em Recife adquire um significado particularmente relevante quando se considera o movimento manguebit como uma das bases conceituais desta edição. Articulado em torno do manifesto “Caranguejos com cérebro”, de Fred Zero Quatro e Renato L., o manguebit compreende a força do estuário, espaço de encontro entre águas doces e salgadas, como metáfora para um território de negociação entre mundos distintos, onde diferenças coexistem e produzem novas formas de vida e linguagem. No contexto da 36ª Bienal, tanto o movimento quanto a própria capital pernambucana e seu estuário formado pelos rios Capibaribe e Beberibe aparecem não apenas como referência geográfica, mas como paradigma conceitual.

A itinerância de Recife reúne obras de 14 participantes: Akinbode Akinbiyi, Alberto Pitta, Forensic Architecture/Forensis, Helena Uambembe, Julianknxx, Metta Pracrutti, Ming Smith, Nádia Taquary, Rebeca Carapiá, Shuvinai Ashoona, Suchitra Mattai, Vilanismo, Wolfgang Tillmans e Zózimo Bulbul.

Para André Pitol, a itinerância completa um movimento que começou na concepção da própria exposição. “Mostrar trabalhos de artistas como Helena Uambembe e Wolfgang Tillmans em Recife é, na verdade, levar de volta a complexidade cultural que foi crucial para imaginar o projeto curatorial e o desenvolvimento de obras comissionadas para a exposição”.

Já para Leonardo Matsuhei, o estuário é a metáfora que organiza a exposição: um território de negociação entre mundos distintos, onde as diferenças não se apagam, mas produzem novas formas de vida, cultura e linguagem. “Trazer essa exposição para Recife amplia, ainda mais, essa dimensão híbrida de existir no mundo”, afirma.

“O programa de mostras itinerantes é uma das expressões mais concretas do compromisso da Fundação Bienal com a democratização do acesso à arte contemporânea. A decisão de levar a 36ª Bienal de São Paulo à Oficina Francisco Brennand foi motivada pela potência do reencontro da força cultural de Recife com a Bienal”, afirma Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo.

“Receber a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo na Oficina Francisco Brennand é um marco para o museu-ateliê e para a cultura pernambucana. Essa colaboração inaugura o ciclo de celebrações do centenário de Francisco Brennand reafirmando a vocação da Oficina como um território de encontros, onde arte, natureza e pensamento se conectam para produzir novas leituras sobre o mundo. Mais do que acolher uma das mais importantes exposições de arte da América Latina, estamos fortalecendo um espaço de diálogo entre diferentes saberes e perspectivas, preservando o legado de Francisco justamente por mantê-lo vivo, em permanente conversa com o nosso tempo”, pontua Marcos Baptista, presidente da Oficina Francisco Brennand.

Além da circulação das obras, o programa de mostras itinerantes se estrutura a partir de um eixo educativo transversal, com formações voltadas às equipes locais, encontros online e presenciais, acompanhamento pedagógico e ações para diferentes públicos, como visitas mediadas, palestras, laboratórios para professores e atividades educativas para estudantes.

Serviço
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
curador geral: Bonaventure Soh Bejeng Ndikung
cocuradores: Alya Sebti, Anna Roberta Goetz, Thiago de Paula Souza
cocuradora at large: Keyna Eleison
consultora de comunicação e estratégia: Henriette Gallus
cocuradores adjuntos: André Pitol, Leonardo Matsuhei

Itinerância Recife – Oficina Francisco Brennand
curadoria: André Pitol e Leonardo Matsuhei
arquitetura: Tiago Guimarães
8 ago – 18 out 2026
ter – dom, 9h – 17h
Oficina Francisco Brennand
Rua Diogo de Vasconcelos, S/N – Várzea
Recife, PE

ingressos
inteira R$ 50, meia-entrada R$ 25

para moradores de Pernambuco
inteira R$ 40, meia-entrada R$ 20

gratuidade às terças-feiras e no dia da abertura
confira aqui a política de meia-entrada e gratuidade