A Fundação Bienal de São Paulo anuncia a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática na Pinacoteca do Ceará, em Fortaleza, de 23 de maio a 16 de agosto de 2026. Esta é a terceira vez que a capital cearense recebe o programa de mostras itinerantes da Bienal, consolidando a presença da mostra no Nordeste e com estreia na Pinacoteca do Ceará, um museu da Secretaria da Cultura do Ceará, gerido pelo Instituto Mirante. A curadoria da itinerância é de Thiago de Paula Souza, cocurador da 36ª Bienal de São Paulo, e a arquitetura de Tiago Guimarães. A mostra é assinada pela Petrobras.
A mostra em Fortaleza reúne obras de Antonio Társis, Berenice Olmedo, Gê Viana, Korakrit Arunanondchai, Manauara Clandestina, Márcia Falcão, Marlene Almeida, Ming Smith, Théodore Diouf e Wolfgang Tillmans. A seleção abrange fotografias, vídeos, instalações, pinturas e obras sonoras que investigam processos de migração, memória coletiva, resistência e a construção de identidades em territórios em transformação.
“A seleção de obras que preparamos para Fortaleza busca dialogar com questões urgentes sobre território, deslocamento e pertencimento que ressoam de forma muito particular no contexto do nordeste. Aqui, a mostra propõe reflexões sobre como criamos raízes, como habitamos espaços em disputa, e como resistimos. A cidade de Fortaleza, marcada por intensas transformações urbanas e pela convivência de múltiplas temporalidades, oferece um contexto bem interessante para esses diálogos”, analisa Thiago de Paula Souza.
Para Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, o retorno da Bienal a Fortaleza tem um significado profundamente pessoal. “Como cearense, cada vez que a Bienal retorna a Fortaleza é um momento de grande emoção. Esta é a terceira vez que a capital nos recebe, e agora temos a satisfação de estrear na Pinacoteca do Ceará, uma instituição jovem mas já essencial para o cenário cultural local. Sei da potência da produção artística e cultural do Ceará, e sei também da importância de democratizar o acesso a projetos dessa envergadura”, afirma.
“A itinerância da 36ª Bienal de São Paulo na Pinacoteca do Ceará fortalece o museu como um espaço vivo de discurso e um porto essencial para reflexões críticas no cenário nacional. Ao democratizar o acesso à arte contemporânea, gratuito e mediado, aproxima o público das principais poéticas e debates da produção artística do país, ampliando vozes e territórios, dialogando diretamente com nossas mostras realizadas e com nosso programa público de formação”, analisa Rian Fontenele, diretor-geral e artístico da Pinacoteca do Ceará.
Programa educativo
Além da circulação das obras, o programa de mostras itinerantes se estrutura a partir de um eixo educativo transversal, com formações voltadas às equipes locais, encontros online e presenciais, acompanhamento pedagógico e ações para diferentes públicos, como visitas mediadas, palestras, laboratórios para professores e atividades educativas para estudantes.
A programação educativa da itinerância reúne visitas temáticas, conversas, oficinas e uma ativação de Gê Viana na Pinacoteca do Ceará e no Centro Cultural do Cariri. Integradas ao programa Conjugações – Educação, as atividades partem da obra A colheita de Dan, de Gê Viana, e abordam temas como memória, arquivos, processos criativos, práticas pedagógicas, arte e tecnologia. Voltada a profissionais da educação, mediadores culturais e públicos interessados em arte contemporânea, a programação promove o diálogo entre as equipes da Fundação Bienal, das instituições parceiras e artistas convidados. Todas as atividades são gratuitas e contam com interpretação em Libras. Saiba mais.
Acessibilidade e inclusão
Para ampliar as possibilidades de acesso à 36ª Bienal de São Paulo, a Fundação Bienal de São Paulo expandiu o programa de audioguias voltados às itinerâncias. A mostra conta com conteúdos em áudio dedicados a Antonio Társis, Berenice Olmedo, Korakrit Arunanondchai, Manauara Clandestina e Wolfgang Tillmans, acompanhados de vídeos em Libras. Também estão disponíveis textos em Linguagem Simples sobre Antonio Társis e Marlene Almeida, além de conteúdos explicativos sobre o título da 36ª Bienal, sua equipe conceitual, proposta curatorial, identidade visual e arquitetura. Na entrada, o público encontra ainda um guia de visitação em Linguagem Simples, com fonte ampliada e versão em Braille.
Outra forma de aprofundar a visita é por meio do aplicativo Bloomberg Connects, que reúne informações adicionais sobre todos os participantes e sugestões de roteiros. Para acessar os conteúdos relacionados a cada obra, basta abrir o aplicativo e inserir o número indicado na placa ao lado dela.
Serviço
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
curador geral: Bonaventure Soh Bejeng Ndikung
cocuradores: Alya Sebti, Anna Roberta Goetz, Thiago de Paula Souza
cocuradora at large: Keyna Eleison
consultora de comunicação e estratégia: Henriette Gallus
cocuradores adjuntos: André Pitol, Leonardo Matsuhei
Itinerância Fortaleza – Pinacoteca do Ceará
curadoria: Thiago de Paula Souza
arquitetura: Tiago Guimarães
23 mai – 16 ago 2026
qua – sex, 10h – 18h
sáb, 12h – 20h
dom, 10h – 17h
Pinacoteca do Ceará
Rua 24 de Maio, 34, Praça da Estação s/n – Centro
Fortaleza, CE
entrada gratuita