A Fundação Bienal de São Paulo segue com o programa de mostras itinerantes da 36ª Bienal de São Paulo, que percorrerá mais de dez cidades do Brasil e do exterior em 2026. Em parceria com o Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, o Museu Oscar Niemeyer (MON) volta a sediar o programa, consolidando uma parceria que se renova pela terceira vez.
Para esta etapa do programa, a Fundação leva à capital paranaense um recorte da exposição que reuniu mais de 784 mil visitantes no Pavilhão Ciccillo Matarazzo. A abertura acontece no dia 19 de março, das 18h às 21h, e a visitação segue até 7 de junho. Realizadas de forma programática desde 2011, as itinerâncias tornaram-se uma extensão fundamental da Bienal de São Paulo, fazendo com que obras e debates apresentados no Pavilhão Ciccillo Matarazzo se reconfigurem em diálogo com contextos locais diversos, ativando novas leituras e relações com públicos fora do eixo expositivo principal.
Em Curitiba, o recorte da itinerância tem curadoria de Anna Roberta Goetz, cocuradora da 36ª Bienal, junto ao cocurador adjunto André Pitol, e reúne obras de dezoito participantes: Adjani Okpu-Egbe, Alain Padeau, Ana Raylander Mártis dos Anjos, Emeka Ogboh, Ernest Cole, Forensic Architecture/Forensis, Gervane de Paula, Helena Uambembe, Julianknxx, Leiko Ikemura, Mao Ishikawa, Maria Auxiliadora, Ming Smith, Nádia Taquary, Olu Oguibe, Raukura Turei, Ruth Ige e Sertão Negro. O projeto expográfico é de Tiago Guimarães.
Para Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, retornar ao Museu Oscar Niemeyer pela terceira vez é um passo importante para a Fundação. “Curitiba e o MON são aliados fundamentais no nosso compromisso com a descentralização do circuito artístico brasileiro. A cada edição da Bienal de São Paulo, temos buscado ampliar nosso alcance e fazer com que aquilo que foi apresentado no Pavilhão continue a reverberar em outras cidades do país”, afirma.
A diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika, comenta que a arte deve alcançar o maior número possível de pessoas, rompendo barreiras e sensibilizando todos os públicos. “Por isso, pela segunda vez consecutiva, recebemos a Bienal de São Paulo, uma das mais importantes exposições de arte do mundo, que sai de sua sede, extrapola limites geográficos e amplifica sua voz”, diz.
Juliana comenta ainda sobre a capacidade que a arte tem de comunicar sem palavras, o que tem sido para muitos uma pausa em meio ao apressado mundo digital. Por isso, proporciona uma conexão profunda e presente, que muitas vezes não seria possível de nenhuma outra maneira. “Ao participar da itinerância desse importante evento, o MON reafirma sua missão de fazer a arte chegar a todos”, afirma.
Além da circulação das obras, o programa de itinerâncias se estrutura a partir de um eixo educativo transversal, com formações voltadas às equipes locais, encontros online e presenciais, acompanhamento pedagógico e ações para diferentes públicos, como visitas mediadas, palestras, laboratórios para professores e atividades educativas para estudantes. No dia 18 de abril, um dia antes da abertura oficial da itinerância, às 19h, a Fundação Bienal de São Paulo realiza uma ação educativa no miniauditório do Museu Oscar Niemeyer, com entrada gratuita. O encontro conta com a participação da curadora Anna Roberta Goetz, da liderança indígena Juliana Kerexu e de Mestre Kandiero, referência na valorização da cultura afro-brasileira no Paraná, e parte da obra de Olu Oguibe presente na mostra. A capacidade máxima do evento é de cinquenta pessoas e a entrada deve ser feita mediante inscrição.
“Cada uma das exposições itinerantes é uma síntese da Bienal original e de sua multiplicidade de eixos temáticos interconectados. Cada uma foi desenvolvida em resposta ao contexto sociopolítico local específico, incorporando particularidades culturais, ecológicas e históricas, e as implicações multifacetadas que estas têm para as pessoas e suas formas de conjugar a humanidade”, explica Anna Roberta Goetz, cocuradora da 36ª Bienal de São Paulo e responsável pela curadoria da exposição itinerante em Curitiba. “Como o Paraná é um dos principais centros agrícolas do Brasil, a seleção para o Museu Oscar Niemeyer concentra-se em uma ampla gama de temas relacionados ao solo e à terra. A exposição explora a origem e a base de toda a vida em relação ao solo e à terra a partir de perspectivas biológicas, ecológicas e espirituais. Também levanta questões sobre direitos de propriedade, bem como sobre as responsabilidades e a prestação de contas que surgem de nossa dependência do solo e da terra”.
Serviço
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
curador geral: Bonaventure Soh Bejeng Ndikung
cocuradores: Alya Sebti, Anna Roberta Goetz, Thiago de Paula Souza
cocuradora at large: Keyna Eleison
consultora de comunicação e estratégia: Henriette Gallus
cocuradores adjuntos: André Pitol, Leonardo Matsuhei
Itinerância Curitiba – Museu Oscar Niemeyer
curadoria: Anna Roberta Goetz
cocuradoria: André Pitol
arquitetura: Tiago Guimarães
abertura: 19 mar, 18h – 21h
visitação: 20 mar – 7 jun 2026
ter – dom, 10h – 18h
Museu Oscar Niemeyer (MON)
Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico
Curitiba, PR
ingressos:
inteira: R$ 36,00
meia-entrada: R$ 18,00
quartas-feiras: entrada gratuita
também disponível online