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entrada gratuita
6 set 2025–11 jan 2026
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Berlim     Alemanha

11 set – 6 dez 2026

Haus der Kulturen der Welt

Uma grande coluna triangular, no centro do vão entre duas rampas curvas, inteiramente revestida por uma tela colorida com símbolos desenhados sobre ela. As cores predominantes são azul escuro, vermelho, laranja e amarelo.
Vista de Philosophies of Being, Perception, and Expressivity of Being, de Tanka Fonta, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Grandes fotos em preto e branco suspensas do teto ao lado de uma cortina verde escuro, formando diversas sombras no chão. Algumas fotos retratam imagens urbanas, como fios de eletricidade portões de ferro enquanto outras retratam pessoas em atividades do cotidiano.
Vista de obras de Akinbode Akinbiyi durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Uma sala escura com vídeo projetado. No vídeo, mulher negra de cabelos cacheados, roupas brancas e óculos da entrevista.
Vista de Ouro negro é gente, de Aline Baiana, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Tapeçarias com diferentes texturas
Vista de Talisman of Henna - Variation #1 e Talisman of Henna - Variation #2, de Amina Agueznay, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Lateral de uma rampa de três andares com uma pintura com pontos pretos e vermelhos
Vista de Rampa rítmica, de Cevdet Erek, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Pintura colorida, com diversas formas compridas e arredondadas em tons de vermelho, branco, rosa, azul, laranja, amarelo, marrom, roxo e verde, com linhas em preto contornando algumas formas e duas figuras lado a lado, com faces estilizadas. No canto inferior direito, a assinatura da artista com a inscrição CHAÏBIA em tinta preta.
Vista de Femme et enfant, de Chaïbia Talal, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Troncos de árvore cortados, com caixas de som instaladas, sobre chão com pedaços de carvão em luz vermelha
Vista de The Way Earthly Things Are Going II (Mother Earth’s Lament), de Emeka Ogboh, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto de espaço com tapete, almofadas alongadas, tecido acima como uma tenda, e tela de vídeo em frente a uma cortina vermelha.
Vista de Sange khara, de Laila Hida, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Sala escura com três telas, uma na frente da outra, exibindo vídeos.
Vista de The Electronic Diaries of Lynn Hershman Leeson, de Lynn Hershman Leeson, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Escultura vermelha em formato de helicônia no meio de duas paredes redondas de tecido com helicônias impressas no tecido translúcido.
Vista de Macuto, de María Magdalena Campos-Pons, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Parede laranja com quadros coloridos que mostram cenas de interior, pessoas na lavoura, em festa, dançando, com texturas muito vivas saltando da tela.
Vista de obras de Maria Auxiliadora durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto de vídeo em dois canais em sala escura exibindo nuvens.
Vista de Watching a Minute for a Minute, de Wolfgang Tillmans, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo

A Bienal de São Paulo chega à Alemanha pela primeira vez. Com a exposição Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática, a Fundação Bienal de São Paulo inaugura no Haus der Kulturen der Welt (HKW), em Berlim, uma das paradas internacionais inéditas do programa de mostras itinerantes da 36ª edição. A mostra tem abertura no dia 11 de setembro das 17h30 às 22h e fica em cartaz de 12 de setembro a 6 de dezembro de 2026 e é assinada pela Petrobras.

A edição berlinense tem curadoria de Alya Sebti, cocuradora da 36ª Bienal, e, além dos trabalhos exibidos em São Paulo, apresenta ainda obras concebidas especialmente para a ocasião, com trabalhos readaptados e intervenções site-specific, com mais de trinta participantes. A Berlim chegam trabalhos que, em São Paulo, integraram uma mostra visitada por 784 mil pessoas entre setembro de 2025 e janeiro de 2026.

Partindo do poema “Da calma e do silêncio”, de Conceição Evaristo, a mostra compreende a escuta como um dos fundamentos da prática da humanidade. Esse estado de atenção torna possível estabelecer múltiplas conexões com outros seres, com terras e águas, com as linhagens multigeracionais que carregamos, construindo espaços de coexistência e cuidado.

Assim como o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, de Oscar Niemeyer, no Ibirapuera, o edifício projetado por Hugh Stubbins ocupa uma posição limítrofe entre arquitetura e paisagem, à margem do Tiergarten, próximo ao rio Spree. A mostra usa essa condição como ponto de partida para pensar o que os espaços expositivos compartilham para além da geografia: a tensão entre interior e exterior, entre o construído e o vivo.

Participam desta itinerância Akinbode Akinbiyi, Alberto Pitta, Aline Baiana, Amina Agueznay, Ana Raylander Mártis dos Anjos, Cevdet Erek, Chaïbia Talal, Christopher Cozier, Emeka Ogboh, Forensic Architecture / Forensis, Gervane de Paula, Juliana dos Santos, Julianknxx, Laila Hida, Leiko Ikemura, Leo Asemota, Lidia Lisbôa, Lynn Hershman Leeson, Malika Agueznay, Manauara Clandestina, Mao Ishikawa, Maria Auxiliadora, María Magdalena Campos-Pons, Ming Smith, Mohamed Melehi, Olu Oguibe, Rebeca Carapiá, Sérgio Soarez, Tanka Fonta, Theo Eshetu, Théodore Diouf, Wolfgang Tillmans.

Para Alya Sebti, a humanidade é uma prática que renovamos a cada dia, moldada pelas formas como escutamos, cuidamos e nos relacionamos uns com os outros. “Esta exposição nos convida a escutar, uns aos outros, às terras sob nossos pés, às histórias que continuam a moldar o presente e aos mundos mais-que-humanos que habitamos. A conversa iniciada em São Paulo se desdobra no HKW por meio de obras recém-comissionadas, site-specific e reconfiguradas, que entram em diálogo com as histórias, as paisagens e as comunidades de Berlim. Nesse processo, novas ressonâncias emergem, lembrando-nos de que a escuta é um modo de entrar em relação, de desestabilizar hierarquias e de abrir espaço uns para os outros”, afirma a curadora responsável pela itinerância em Berlim.

“Levar a Bienal de São Paulo à Alemanha pela primeira vez é um passo importante para o programa de mostras itinerantes. A Haus der Kulturen der Welt é um parceiro significativo para esse intercâmbio, uma instituição comprometida com vozes e perspectivas que ampliam nossa compreensão sobre a multidisciplinaridade da cultura”, afirma Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo.

Realizado de forma programática desde 2011, o programa de mostras itinerantes tornou-se uma extensão fundamental da Bienal de São Paulo, fazendo com que obras e debates apresentados no Pavilhão Ciccillo Matarazzo se reconfigurem em diálogo com contextos locais diversos, ativando outras leituras e relações com públicos. Na 36ª edição, esse movimento ganha novos territórios. Agora, pela primeira vez, a Haus der Kulturen der Welt se torna parceira do programa, expandindo a rede de instituições culturais que dialogam com a Fundação.

 

Acessibilidade e inclusão

Para ampliar as possibilidades de acesso à 36ª Bienal de São Paulo, a Fundação Bienal de São Paulo, em parceria com a Haus der Kulturen der Welt, preparou uma série de recursos de acessibilidade e diferentes formas de percorrer a exposição. Ao longo da mostra, o público também poderá participar de uma programação com visitas guiadas, conversas com educadores e oficinas. O guia digital da exposição, acessível por QR Code, reúne uma introdução em Língua Internacional de Sinais e Língua de Sinais Alemã (DGS), introduções em Linguagem Simples em inglês e alemão, além de audioguias em inglês e alemão com informações sobre a exposição e artistas selecionados, entre eles Akinbode Akinbiyi, Ana Raylander Mártis dos Anjos, Gervane de Paula, Julianknxx, Lidia Lisbôa, Manauara Clandestina, María Magdalena Campos-Pons e Wolfgang Tillmans. Também estão disponíveis conteúdos em Linguagem Simples, em inglês e alemão, sobre a exposição e algumas das obras. O guia pode ser acessado pelo celular, com uso de fones de ouvido.

Outra forma de explorar a exposição é o zine interativo, disponível na bilheteria, que propõe diferentes maneiras de conhecer as obras e os temas da mostra. O aplicativo Bloomberg Connects também reúne informações adicionais sobre a exposição, recursos de acessibilidade, como descrições de imagens, e outras formas de explorar as obras.

 

Programação do fim de semana de abertura

sexta, 11 setembro
18h15 – 19h: Performance de Julianknxx: Attuned in the Bantutronic (Foyer Sylvia Wynter)
19h30 – 20h15: Falas de abertura (Auditório Miriam Makeba)
20h30 – 22h: Show de quinteto Ray Lema (Auditório Miriam Makeba)
22h – 0h: Discotecagem de Emeka Ogboh (Hirschfeld Bar)

Exposição aberta até às 22h.

sábado, 12 setembro
12h – 13h: Visita à exposição com Bonaventure Soh Bejeng Ndikung e Alya Sebti (em inglês, ponto de encontro: balcão no Foyer Sylvia Wynter)
14h – 15h: Conversa com Aline Baiana (Foyer Sylvia Wynter, em inglês)
15h – 16h: Conversa com Vilanismo e Akinbode Akinbiyi, com mediação de Billy Fowo (Foyer Sylvia Wynter, em inglês)
16h – 18h: Mesa de conversa e prática de dança participativa com Felix Dompreh, Pascale ‘Baba’ Altenburger e Nora Amin, ‘H’ Patten: Sobre dança como terreno comum para práticas críticas (Sala Haunani-Kay Trask, em inglês)
18h – 19h: Leitura de poesia por Abena P.A. Busia (Foyer Sylvia Wynter, em inglês)
19h – 21h: Exibição do filme e conversa com Tuấn Andrew Nguyễn: The Unburied Sounds of a Troubled Horizon (2022) (Sala Safi Faye, em inglês)

Exposição aberta até às 19h.

domingo, 13 setembro (programação para famílias)
12h – 13h: Visita à exposição com a equipe da Fundação Bienal de São Paulo (em português, ponto de encontro: balcão no Foyer Sylvia Wynter)
13h45 – 14h15: Visita para famílias com Lisa Vasvari e Clara Kramer: Art Love Affair (em alemão, ponto de encontro: balcão no Foyer Sylvia Wynter)

15h – 16h:  Visita à exposição com Emilienne Fernande Bodo (em alemão, ponto de encontro: balcão no Foyer Sylvia Wynter)
15h – 18h: Kinderdisco Special: em colaboração com a KUYUM Tanzplattform (Sala Haunani-Kay Trask, Foyer Angie Stardust)Exposição aberta até às 19h.Neste fim de semana (11–13 set), a entrada é gratuita.

 

Serviço
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
curador geral: Bonaventure Soh Bejeng Ndikung
cocuradores: Alya Sebti, Anna Roberta Goetz, Thiago de Paula Souza
cocuradora at large: Keyna Eleison
consultora de comunicação e estratégia: Henriette Gallus
cocuradores adjuntos: André Pitol, Leonardo Matsuhei

Itinerância Berlim – Haus der Kulturen der Welt
curadoria: Alya Sebti
arquitetura: Gisele de Paula
abertura: 11 set, sex, 17h30 – 22h
visitação: 12 set – 6 dez 2026
qua – seg, 12h – 19h
Haus der Kulturen der Welt
John-Foster-Dulles-Allee 10
10557 Berlim, Alemanha
ingresso: €10, meia-entrada €7
entrada gratuita às segundas-feiras e no primeiro domingo de cada mês, assim como durante o final de semana de abertura (11–13 set) e de fechamento (5–6 dez)
www.hkw.de