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6 set 2025–11 jan 2026
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Belo Horizonte     MG

2 out – 6 dez 2026

Palácio das Artes

Pilha de terra com ovos dentro e troncos com imagens que remetem a pássaros na parte de cima
Vista de The Nest of the Eternal Present, de Michele Ciacciofera, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Vista de Itoma’a dure itoma’a, de Raven Chacon, Iggor Cavalera e Laima Leyton, em colaboração com membros da comunidade Etenhiritipa Xavante, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Instrumento musical composto por grandes bolas com formas geométricas, fios de aço e vasos de barro, fixados em três hastes de madeira.
Vista da obra Moka BOB Soundsystem, de Alain Padeau, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Três obras em uma parede rosa. Todas são grandes placas de madeira pintadas com figuras humanas estilizadas, com a principal figura da obra em destaque (à esquerda) se apresentando mascarada. A cobertura das placas é feita com técnica mista e fundos onde as cores predominantes são verde e azul. Nas laterais, as obras incorporam pequenas prateleiras que apoiam objetos diversos, como vasos de plantas, relógios e livros.
Vista de obra de Adjani Okpu-Egbe durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Troncos de árvore cortados, com caixas de som instaladas, sobre chão com pedaços de carvão em luz vermelha
Vista de The Way Earthly Things Are Going II (Mother Earth’s Lament), de Emeka Ogboh, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Grandes peças triangulares de crochê em cores terrosas penduradas do teto
Vista de Tetas que deram de mamar ao mundo , de Lidia Lisbôa, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Pinturas em placas de madeira texturizadas
Vista de Te Ara Uwha – mai i Kurawaka, de Raukura Turei, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Tecidos bordados em vermelho e branco, com lantejoulas que refletem a luz do ambiente, pendurados do teto e espalhados em pequenos palcos de madeira
Vista de O cheiro da terra depois do fogo / E a promessa do suspiro: Pela obsessão de uma ressonância, esticando com ternura nossas peles, Nossos corpos / Oh, do calor incandescente das cinzas, de Myriam Omar Awadi, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo

O Palácio das Artes recebe, a partir de 2 de outubro, a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática. A mostra, que fica em cartaz até 6 de dezembro, é fruto de uma parceria entre a Fundação Bienal e a Fundação Clóvis Salgado, e tem curadoria de Alya Sebti, cocuradora da 36ª Bienal, e de Leonardo Matsuhei, cocurador adjunto da última edição. Ao todo, a exposição conta com 21 participantes, em um dos recortes mais amplos entre todas as paradas nacionais desta edição do programa de mostras itinerantes. Esta mostra é assinada pela Lhoist.

A presença em Belo Horizonte marca a oitava vez consecutiva em que o Palácio das Artes recebe a Bienal de São Paulo desde o início do programa de itinerâncias, em 2011, durante a 29ª edição, consolidando uma das parcerias mais longevas do programa.

A itinerância de Belo Horizonte reúne trabalhos de Adjani Okpu-Egbe; Alain Padeau; Antonio Társis; Emeka Ogboh; Forensic Architecture / Forensis; Gervane de Paula; Julianknxx; Leiko Ikemura; Leo Asemota; Lidia Lisbôa; Manauara Clandestina; Maria Auxiliadora; Michele Ciacciofera; Ming Smith; Myriam Omar Awadi; Nádia Taquary; Raukura Turei; Raven Chacon, Iggor Cavalera e Laima Leyton, em colaboração com membros da comunidade Etenhiritipa Xavante; Rebeca Carapiá; Ruth Ige e Sertão Negro.

Dentre os participantes estão Maria Auxiliadora, pintora autodidata e um dos principais nomes da arte afro-brasileira do século 20, conhecida por obras que retratam cenas do cotidiano negro urbano e religiões como candomblé e umbanda; Itoma’a dure itoma’a [Círculos/ciclos dentro de círculos/ciclos] (2025), instalação sonora de Raven Chacon, Iggor Cavalera e Laima Leyton, criada em colaboração com a comunidade Xavante Etenhiritipa; além de séries da fotógrafa Ming Smith, pioneira do movimento Black Arts nos anos 1970.

“O recorte que apresentamos no Palácio das Artes é pensado a partir de obras que interrogam o que nos constitui como seres em relação ao território, à memória, a quem veio antes e a quem virá depois. Artistas como Gervane de Paula, Ming Smith, Maria Auxiliadora e Nádia Taquary, entre outros, trazem camadas de tempo e resistência que ressoam de maneira particular em uma cidade como esta”, reflete Alya Sebti, curadora desta itinerância.

Para Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, “Minas Gerais ocupa um lugar especial na trajetória itinerante da Bienal. A parceria com a Fundação Clóvis Salgado já dura quinze anos e se renova a cada edição, sustentada pela força do público mineiro. Chegar a Belo Horizonte pela oitava vez consecutiva é celebrar essa história compartilhada”, afirma.

“Temos o prazer de acolher, mais uma vez, a itinerância da Bienal de São Paulo, um dos eventos mais importantes de arte contemporânea do mundo. Para o Palácio das Artes – que integra a iniciativa desde o início e completa 55 anos em 2026 –, receber as obras desses 21 artistas, na maior itinerância nacional desta edição, é uma prova do reconhecimento desse espaço como referência na formação, fruição e renovação artística. Em nome da Fundação Clóvis Salgado, felicito a curadoria de Alya Sebti e Leonardo Matsuhei e parabenizo pela ousadia estética e pela potência expressiva dos artistas, dois deles mineiros – Maria Auxiliadora e Iggor Cavalera. Parafraseando Conceição Evaristo, que a nossa parceria com a Fundação Bienal de São Paulo possa seguir se fortalecendo nos mundos submersos que só a poesia da arte penetra”, reflete Yuri Mello Mesquita, presidente da Fundação Clóvis Salgado.

A mostra da 36ª Bienal vem percorrendo o Brasil e o exterior ao longo de 2026, com recortes da exposição principal já apresentados em Goiânia, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Santos, Fortaleza, Santiago, no Chile, Recife, São José do Rio Preto, Salvador, Berlim, na Alemanha, e Belém, além da abertura por vir em Vitória e da última parada internacional na Cidade do México.

Além da circulação das obras, o programa de mostras itinerantes se estrutura a partir de um eixo educativo transversal, com formações voltadas às equipes locais, encontros online e presenciais, acompanhamento pedagógico e ações para diferentes públicos, como visitas mediadas, palestras, laboratórios para professores e atividades educativas para estudantes.

 

Acessibilidade e inclusão

Para ampliar as possibilidades de acesso à 36ª Bienal de São Paulo, a Fundação Bienal de São Paulo expandiu o programa de audioguias voltados às itinerâncias. A mostra conta com conteúdos em áudio dedicados a Antonio Társis, Gervane de Paula, Julianknxx, Lidia Lisbôa e Manauara Clandestina, acompanhados de vídeos em Libras. Também estão disponíveis textos em Linguagem Simples sobre Adjani Okpu-Egbe, Antonio Társis, Emeka Ogboh, Forensic Architecture / Forensis, Lidia Lisbôa, Maria Auxiliadora, Michele Ciacciofera, Nádia Taquary e Sertão Negro, além de conteúdos explicativos sobre o título da 36ª Bienal, sua equipe conceitual, proposta curatorial, identidade visual e arquitetura. Na entrada, o público encontra ainda um guia de visitação em Linguagem Simples, com fonte ampliada e versão em Braille. O webapp Bienal Prática também pode ser acessado para os artistas indicados na sinalização.

Outra forma de aprofundar a visita é por meio do aplicativo Bloomberg Connects, que reúne informações adicionais sobre todos os participantes e sugestões de roteiros. Para acessar os conteúdos relacionados a cada obra, basta abrir o aplicativo e inserir o número indicado na placa ao lado dela.

 

Serviço
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
curador geral: Bonaventure Soh Bejeng Ndikung
cocuradores: Alya Sebti, Anna Roberta Goetz, Thiago de Paula Souza
cocuradora at large: Keyna Eleison
consultora de comunicação e estratégia: Henriette Gallus
cocuradores adjuntos: André Pitol, Leonardo Matsuhei

Itinerância Belo Horizonte – Palácio das Artes – Fundação Clóvis Salgado
curadoria: Alya Sebti
cocuradoria: Leonardo Matsuhei
arquitetura: Gisele de Paula
abertura: 2 out 2026, sex, 18h – 22h
visitação: 3 out – 6 dez 2026
ter – sáb, 9h30 – 21h
dom, 17h – 21h
Palácio das Artes – Fundação Clóvis Salgado
Av. Afonso Pena, 1537, Centro
Belo Horizonte, MG
entrada gratuita