Fundação Bienal de São Paulo lança Bienal Prática, experiência inédita de acessibilidade da 36ª Bienal de São Paulo
Plataforma pioneira une arte, tecnologia e acessibilidade em uma experiência inédita de mediação digital.
A Fundação Bienal de São Paulo apresenta a Bienal Prática, uma experiência inédita no cenário global da arte e da acessibilidade. Criado especialmente para a 36ª Bienal de São Paulo, o projeto marca a primeira vez no mundo em que inteligência artificial, reconhecimento de imagem, realidade aumentada e recursos de acessibilidade se combinam em uma única plataforma de mediação digital, concebida do zero para uma grande exposição internacional. O projeto é desenvolvido em parceria com a startup Real Again.
Pela primeira vez, visitantes podem interagir diretamente com as obras por meio da câmera do celular, em tempo real, sem baixar aplicativos e sem barreiras de acesso. Ao apontar o aparelho para as obras participantes, surge IARA, um avatar multilíngue fluente em português, inglês e espanhol, que interage com o público, responde perguntas e conduz o visitante por um percurso mediado. Uma experiência inédita de integração entre tecnologia, curadoria, acessibilidade e experiência do visitante.
Com descrições em Linguagem Simples, a Bienal Prática apresenta 30 participantes e suas obras, traduzindo conceitos curatoriais e processos criativos em uma experiência acessível. Além da mediação digital, o recurso também incorpora elementos de gamificação, convidando o público a reconhecer as obras pela câmera do celular e encontrar surpresas ao longo do percurso. Não é necessário baixar nada: basta abrir o navegador, acessar o link e começar a explorar.
“A Bienal Prática é um projeto pioneiro que busca criar e conectar novas formas de acesso à arte contemporânea. Ela alia tecnologia, mediação e acessibilidade para transformar a experiência de visita em um processo ativo de descoberta”, afirma Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo.
Além da política de inclusão e a acessibilidade, que nesta edição ganha novos desdobramentos, a 36ª Bienal conta com uma série de recursos voltados à diversidade de públicos, entre eles, audioguia inclusivo, materiais em Braille e fonte ampliada, maquetes táteis, plantas acessíveis, visitas mediadas em Libras e uma sala de acomodação sensorial, oferecida pela Petrobras, projetada para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras neurodivergências.
Os artistas contemplados com o projeto são: Adjani Okpu-Egbe, Alberto Pitta, Ana Raylander Mártis dos Anjos, Antonio Társis, Bertina Lopes, Emeka Ogboh, Helena Uambembe, Isa Genzken, Juliana dos Santos, Kamala Ibrahim Ishag, Laure Prouvost, Leonel Vásquez, Lidia Lisboa, Madame Zo, Malika Agueznay, Mao Ishikawa, Márcia Falcão, Maria Auxiliadora, Marlene Almeida, Maxwell Alexandre, Michele Ciacciofera, Minia Biabiany, Moffat Takadiwa, Nádia Taquary, Oscar Murillo, Precious Okoyomon, Sallisa Rosa, Sertão Negro, Song Dong e Tanka Fonta.