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6 set 2025–11 jan 2026
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Fluxo de imagens / Imaginários: programa de filmes da 36ª Bienal de São Paulo destaca conexões entre Brasil, Caribe e África Ocidental

Idealizado no contexto da Temporada França-Brasil, o programa celebra o intercâmbio artístico entre Brasil, Caribe e África como parte da 36ª Bienal de São Paulo.

Publicado em 28 ago, 25

A Fundação Bienal de São Paulo reúne a riqueza das culturas brasileira e francesa em um programa de filmes e atividades correlatas, com apoio do Ministério das Relações Exteriores / Instituto Guimarães Rosa, da Embaixada da França no Brasil e do Institut français, no âmbito da Temporada França-Brasil. Essa parceria institucional evidencia o compromisso de ambos os países em fomentar o diálogo cultural e a colaboração artística, refletindo os temas centrais da 36ª Bienal de São Paulo.

Intitulado Fluxo de imagens / Imaginários, o programa parte do vínculo histórico e da forte relação transcontinental e de influência mútua entre Brasil, Caribe francês e países da África Ocidental, para estabelecer diálogos entre obras contemporâneas do continente africano e trabalhos históricos do acervo da Cinémathèque Afrique, além de filmes e vídeos de artistas históricos e contemporâneos do Brasil e do Caribe francês. As exibições serão acompanhadas por conversas com artistas, palestras e performances.

Realizado entre os dois países, o programa é desenvolvido em parceria com a Cinémathèque Afrique como parte do programa Afluentes, iniciativa pública que amplia o alcance da mostra junto a instituições parceiras durante a 36ª edição. Além do auditório do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, o programa de filmes também será apresentado na La Friche la Belle de Mai, em Marselha.

 

Still de filme com quatro homens olhando de cima para baixo com abadás, óculos de sol, bonés e turbantes.
Still do filme Geruzinho, de Juliana Teixeira, Luli Morante e Rafael Amorim, parte do programa de exibições Fluxo de imagens / Imaginários, apresentado no contexto da Saison France-Brésil e integrante da 36ª Bienal de São Paulo



Cada bloco se desdobra em um eixo específico que será explorado ao longo da Bienal, convidando o público a mergulhar em suas proposições curatoriais:

Território e soberania

Observando diferentes comunidades do Senegal, Brasil, França, Guadalupe e Moçambique, este bloco destaca a relação entre populações e territórios, expondo o papel do colonialismo e do capitalismo na privação do direito de viver com dignidade e de exercer autonomia sobre a terra:

Contras’ City [Cidade dos Contrastes] (22’, Djibril Diop Mambety, 1969)

Estamos todos aqui (20’, Chica Andrade and Rafael Mellim, 2017)

Les Princes noirs de Saint-Germain-des-Prés [Os Príncipes Negros de Saint-Germain-des-Prés] (14’, Ben Diogaye Beye, 1975)

Listen to the Beat of Our Images [Escute a pulsação de nossas imagens] (11’, Audrey Jean-Baptiste and Maxime Jean-Baptiste, 2021)

Plantar nas estrelas (11’, Geraldo Sarno, Brasil/Moçambique, 1979)

 

O que resta de nós

Investiga como comunidades marginalizadas se reinventam e se transformam ao longo do tempo, criando gestos e rituais cotidianos a partir de fragmentos da história. Mais do que falar da perda, esses filmes celebram vozes e práticas que resistem ao apagamento, encarnando reinvenção, empatia e persistência diante da violência estrutural.

Ici s’achève le monde connu [Aqui termina o mundo que conhecíamos] (16’, Anne-Sophie Nanki, 2022)

Geruzinho (15’, Juliana Teixeira, Luli Morante, Rafael Amorim, 2022)

Les Escuelles (11’, Idrissa Ouedraogo, 1983)

A Lesson in History (5’, Maybelle Peters, 1990)

Leave the Edges (40’, Baff Akoto, Ghana/UK, 2020).

 

Corpos em movimento: som, luta e espaços sociais

Reúne filmes em que o corpo se torna simultaneamente linguagem e campo de batalha, carregando histórias, navegando por restrições e reivindicando espaço por meio da dança, do trabalho, do protesto e do ritual. Aqui, o som é habitado e o espaço é moldado pelo movimento.

Nossa escola de samba (30’, Manuel Gimenez, 1965)

Ughniyat Touha al-Hazina [Canção Triste de Touha] (12’, Atteyat Al-Abnoudy, 1973)

Lamb: La Lutte (15’, Paulin Vieyra, 1963)

Recife de dentro pra fora (17’, Katia Mesel, 1997)

 

Era uma vez no futuro

Apresenta obras de Guadalupe, Martinica, República Democrática do Congo, Brasil e Reino Unido, explorando o futuro por meio de um entrelaçamento sonoro, visual e filosófico. Esses filmes imaginam e reivindicam futuros diante da necropolítica e das rupturas da modernidade.

Fouyé Zétwal [Plowing the Stars] (14’, Wally Fall and Anyès Noèl, 2020)

Kaka Yo (28’, Luc Siassia and Sébastien Kamba, 1965)

Kila & Mauna (19’, Ella Monstra, 2023)

The Last Angel of History (45’, John Akomfrah, 1996)

 

A curadoria do programa foi estruturada por uma comissão internacional formada por Aude Mgba, Debora Butruce, Elisabeth Gustave, Heitor Augusto, Jihan El-Tahri e June Givanni, em colaboração com a equipe conceitual da 36ª Bienal de São Paulo.

 

Still de filme focado no rosto de uma mulher que encara a câmera
Still do filme Fouyé Zétwal (Plowing the Stars), de Wally Fall, parte do programa de exibições Fluxo de imagens / Imaginários, apresentado no contexto da Saison France-Brésil e integrante da 36ª Bienal de São Paulo

 

Em São Paulo

No Pavilhão Ciccillo Matarazzo, o programa se estenderá por todo o período da 36ª Bienal de São Paulo, com exibições em todos os fins de semana, cada um dedicado a um bloco diferente. A abertura acontece em 8 de setembro, das 14h30 às 17h, no Auditório da Bienal, com a exibição dos filmes do bloco Território e Soberania, seguida de mesa de debate com Débora Butruce, Heitor Augusto, Anna Roberta Goetz e Thomas Sparfel.

Em Marseille

Nos dias 19 e 20 de setembro, o programa ocupa o Petit Plateau da Friche la Belle de Mai. Dia 19, das 18h às 19h20: exibição dos filmes do bloco Território e Soberania, seguida de debate com Chica Andrade & Rafael Mellim, Heitor Augusto e Wasis Diop. Dia 20, das 18h às 19h20: exibição dos filmes do bloco Corpos em movimento, seguida de mesa com Katia Mesel e Debora Butruce. O encerramento contará com um DJ set de Gombaxx, das 21h à meia-noite, no espaço Les Grand Tables.

 

A Temporada França-Brasil 2025 está organizada da seguinte forma:

Pelo lado brasileiro: pelo Instituto Guimarães Rosa, com apoio do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério da Cultura, da Embaixada do Brasil na França e do Comissariado Brasileiro;

Pelo lado francês: pelo Institut français, com o apoio do Ministério da Europa e das Relações Exteriores, do Ministério da Cultura, da Embaixada da França no Brasil e do Comissariado Francês.

 

Sobre a Fundação Bienal de São Paulo

Fundada em 1962, a Fundação Bienal de São Paulo é uma instituição privada sem fins lucrativos e vinculações político-partidárias ou religiosas, cujas ações visam democratizar o acesso à cultura e estimular o interesse pela criação artística. A Fundação realiza a cada dois anos a Bienal de São Paulo, a maior exposição do hemisfério Sul, criada em 1951, e suas mostras itinerantes por diversas cidades do Brasil e do exterior. A instituição é também guardiã de dois patrimônios artísticos e culturais da América Latina: um arquivo histórico de arte moderna e contemporânea referência na América Latina (Arquivo Histórico Wanda Svevo), e o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, sede da Fundação, projetado por Oscar Niemeyer e tombado pelo Patrimônio Histórico. Também é responsabilidade da Fundação Bienal de São Paulo a tarefa de idealizar e produzir as representações brasileiras nas Bienais de Veneza de arte e arquitetura, prerrogativa que lhe foi conferida há décadas pelo Governo Federal em reconhecimento à excelência de suas contribuições à cultura do Brasil. 

Sobre a Friche la Belle de Mai  

Criada em 1992, o La Friche é ao mesmo tempo um espaço de trabalho e um local multidisciplinar que reúne criatividade artística, modos de transformação urbana, conexões reais com a região e uma cooperação dinâmica. Todos os anos, 450.000 visitantes passam por esse espaço público de 45.000 metros quadrados, que abriga cinco salas de espetáculos, uma horta comunitária, um parquinho e espaço esportivo, um restaurante, uma livraria, uma creche, cerca de 2.400 metros quadrados de área expositiva, um terraço de 8.000 metros quadrados e um centro de formação.


Serviço
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
Curador geral: Bonaventure Soh Bejeng Ndikung / Cocuradores: Alya Sebti, Anna Roberta Goetz, Thiago de Paula Souza / Cocuradora at large: Keyna Eleison / Consultora de comunicação e estratégia: Henriette Gallus

6 set 2025 – 11 jan 2026
ter – sex e dom, 10h – 18h (última entrada: 17h30)
sáb, 10h – 19h (última entrada: 18h30)
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque Ibirapuera · Portão 3 · São Paulo, SP
entrada gratuita

Programação Temporada França-Brasil: Fluxo de imagens / Imaginários

Auditório do Pavilhão
8 de setembro de 2025
14h30 – 17h: exibição dos filmes do bloco Território e Soberania, seguida de mesa de debate com Débora Butruce, Heitor Augusto, Anna Roberta Goetz e Thomas Sparfel.

La Friche la Belle de Mai
19 de setembro de 2025
18h – 19h20: exibição de filmes
19h30 – 20h30: mesa com Chica Andrade & Rafael Mellim, Heitor Augusto e Wasis Diop

20 de setembro de 2025
18h – 19h20: exibição de filmes
19h30 – 20h30: mesa com Katia Mesel e Debora Butruce
21h – meia-noite: DJ set com Gombaxx

Entrada Jobin (acesso de pedestres e bilheteria): 41 Rue Jobin, 13003 Marselha
Entrada Simon (acesso de pedestres e estacionamento restrito): 12 Rue François Simon, 13003 Marselha
entrada gratuita

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