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6 set 2025–11 jan 2026
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36ª Bienal de São Paulo abre em setembro com programação pública global e experiências expandidas dentro e fora do Pavilhão

Exposição inaugura em 6 de setembro no Pavilhão da Bienal, com entrada gratuita, e segue até janeiro de 2026; programas Conjugações e Aparições ampliam a experiência da próxima edição com conexões internacionais

Publicado em 21 ago, 25

No dia 6 de setembro, a 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática será inaugurada, com visitação gratuita até dia 11 de janeiro de 2026.

Com a abertura da mostra, a Bienal também lança seu programa público, intitulado Conjugações: uma série de debates, encontros, performances e ativações, algumas desenvolvidas em colaboração com instituições culturais de diferentes partes do mundo e apresentadas no Pavilhão da Bienal ao longo dos quatro meses de duração da exposição.

A iniciativa busca explorar como essas instituições, situadas em geografias diferentes, conjugam a noção de humanidade a partir de suas práticas cotidianas. Cada organização convidada realiza um encontro em São Paulo, envolvendo pensadores, artistas, performers e diversos públicos, ativando conexões globais no contexto local. As instituições participantes são:

32º East (Kampala)
Africa Design School (Cotonou)
Afrotonizar (Salvador)
Ajabu ajabu (Dar es Salaam)
blaxTARLINES (Kumasi)
CARA (Nova York)
Central Bank Museum (Port of Spain)
Festa Literária das Periferias – FLUP (Rio de Janeiro)
Fondation H (Antananarivo)
Jatiwangi Art Factory (Jatiwangi)
Kunsthochschule Weißensee (Berlim)
Más Arte Más Acción (Chocó)
Metro54 (Amsterdã)
SAVVY Contemporary (Berlim)
Tanoto Art Foundation (Singapura)

Outro destaque desta edição é o projeto Aparições, uma iniciativa inédita na história da Bienal de São Paulo, desenvolvida em parceria com a plataforma WAVA. Utilizando tecnologia de realidade aumentada, fragmentos, extensões e ecos das obras da Bienal de São Paulo se manifestam no Parque Ibirapuera e em locais específicos ao redor do mundo, escolhidos pelos próprios participantes desta edição – como as margens do Rio Congo, a fronteira entre México e Estados Unidos, parques urbanos de São Paulo ou cidades na África e na Ásia. Pelo aplicativo, os visitantes podem acessar os trabalhos somente nos locais determinados, criando uma experiência sensorial e globalmente acessível.

 

A foto mostra uma obra digital composta por várias formas humanas completamente pretas juntas, formando uma massa similar a um buraco negro, em frente a um muro num deserto. Ela flutua e possui uma sombra abaixo dela.
Andrew Roberts, US-Mexico Border, Tijuana, 2025, Apparitions: Bienal de São Paulo and WAVA

 

“Uma das muitas formas de conjugar humanidade é criar encontros. A humanidade não é um substantivo abstrato, mas um verbo e uma prática em encontros, em palavras, em travessias. Tanto as Conjugações quanto as Aparições são sínteses desses encontros pelos quais humanidades podem ser formuladas: ao ativar redes e presenças em diferentes localizações, propomos uma Bienal em fluxo constante. Como os pássaros migratórios que inspiram nossa estratégia curatorial, essas ações cruzam territórios, carregando e coletando significados”, afirma o curador geral Bonaventure Soh Bejeng Ndikung.

Assim como as Conjugações, as Aparições não apenas descentralizam a experiência da 36ª Bienal de São Paulo, como também expandem sua proposta curatorial, criando uma rede de escuta, presença e participação que atravessa continentes.

“É uma alegria para a nossa gestão possibilitar que projetos inéditos sejam concebidos especialmente para esta edição da Bienal”, diz Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo. “Programas como Conjugações e Aparições não apenas expandem esta edição, como também reforçam a vocação da Bienal de São Paulo como um espaço de conexão, que cruza fronteiras e constrói pontes entre diferentes públicos e culturas”, conclui.