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6 set 2025–11 jan 2026
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Performance – Sertão Negro – Corpos d’água com Terená Bueno Kanouté e Noel Carvalho

06.12 – 06.12.25
sáb, 15h – 15h30

No dia 6 de dezembro, acontecerá a performance Corpos d’água, de Terená Bueno Kanouté e Noel Carvalho, como parte de uma série de ativações do Sertão Negro na 36ª Bienal de São Paulo. A atividade acontece das 15h às 15h30 na obra do Sertão Negro, no primeiro pavimento.

Situado no cerrado goiano e estruturado sobre os princípios de quilombo e terreiro, o Sertão Negro possui alicerces na ancestralidade, na agroecologia, na arquitetura vernacular e nas trocas afetivas e pedagógicas que se constroem entre artistas, mestres, aprendizes e a comunidade do entorno. O espaço abriga práticas contínuas como aulas de cerâmica, gravura e agroecologia, capoeira angola e residências artísticas que promovem encontros entre diferentes linguagens e corpos.

Para a 36ª Bienal de São Paulo, propõe-se uma série de ativações ao longo de toda a duração da mostra. A cada mês, dois momentos serão dedicados à partilha de práticas e processos que traduzem a vivência no Sertão: seja por gestos de corpo, de som, de conversa ou de fazer coletivo. Tratam-se de 10 ativações com caráter sensorial, pedagógico e performativo, que convidam o público a experimentar, ainda que por instantes, as imediações poéticas do Complexo Sertão Negro.

Em Corpos d’água, como herança de Iyabás, que se mesclam com os rios, corpos femininos são marcados por diversos desaguares e cheias, água vermelha que surge pra marcar ciclos e ritos de passagem. Realizada por Terená Bueno Kanouté, com participação do musicista Noel Carvalho, mergulha nas alegrias e tristezas, transmutações das águas-sangue que representam vida e morte, início e finalização. Ciclos. A partir da Dança Negra Contemporânea, traz reflexões sobre os processos vividos pelos corpos femininos e que, muitas vezes, são transformados em tabus e silenciados pela sociedade, afogando-os nas experiências e vivências de mulheres negras. A performance é uma escrevivência corporal de fuxicares femininos sussurrados em segredo, trazendo para a cena reflexões sobre processos comuns, cotidianos, mas que ao serem ocultados, tornam-se coágulos, mágoas e sufocamentos. Doenças. Dessa forma, a dança vem como uma forma de cura coletiva ao tocar na ferida para que ela possa ser curada, e não apenas tapada e escondida.

Serviço
Performance – Sertão Negro – Corpos d’água com Terená Bueno Kanouté e Noel Carvalho
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
6 de dezembro, 2025
sábado, 15h
obra Sertão Negro, térreo
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque Ibirapuera, portão 3
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
São Paulo, SP
admissão gratuita

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