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6 set 2025–11 jan 2026
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Festival Bienal no Mangue – BUHR, Maciel Salú, Mundo Livre S/A e Paulete Lindacelva

23.11 – 23.11.25
dom, 15h – 20h

No dia 23 de novembro acontecerá o Festival Bienal no Mangue, apresentando BUHR, Maciel Salú, Mundo Livre S/A e discotecagem de Paulete Lindacelva, como parte da programação pública da 36ª Bienal de São Paulo. O evento acontecerá das 15h às 20h na Praça das Bandeiras, área externa do 1° pavimento do Pavilhão da Bienal.

A cantora e compositora BUHR, conhecida por sua fusão de ritmos nordestinos com música eletrônica e poesia, abre a programação às 15h. Em seguida, às 17h, sobe ao palco Maciel Salú, rabequeiro, compositor e herdeiro de uma das famílias mais importantes da cultura popular de Pernambuco. Às 19h, a banda Mundo Livre S/A, liderada por Fred Zero Quatro, um dos criadores do movimento e autor do manifesto que inspirou o festival, traz uma sonoridade que permanece central para compreender a relevância e a atualidade do manguebeat. Entre os shows, às 16h e 18h, acontece a discotecagem de Paulete Lindacelva.

Inspirado pelo manifesto Caranguejos com cérebro, escrito em 1992 pelo vocalista Fred Zero Quatro e pelo DJ Renato L., o Festival Bienal no Mangue busca – como o movimento manguebeat – agir como um vírus que contamina pelos olhos, ouvidos, linguagens e ondas sonoras.

Movimento essencial para o conceito curatorial da 36ª Bienal de São Paulo, o estuário do Capibaribe e Beberibe em Recife é trazido para o estuário do Pavilhão da Bienal para um dia de apresentações durante o final de semana do feriado em 23 de novembro. Serão apresentados shows de diferentes gerações da música recifense, com BUHR, Maciel Salú e Mundo Livre S/A.

BUHR é compositora, cantora, escritora, atriz e artista visual. Começou na música em 1992, como baiana do maracatu Piaba de Ouro e depois batuqueira do maracatu Estrela Brilhante do Recife. Tocou com Erasto Vasconcelos, Antônio Nóbrega, Eddie, Comadre Fulozinha, DJ Dolores. Lançou os álbuns autorais Eu menti pra você, Longe de onde, Selvática e Desmanche. Em 2010 ganhou o prêmio APCA de artista revelação. Lançou os livros Mainá (2022) e Desperdiçando Rima (2015). Atuou nos longas Lispectorante (Renata Pinheiro) e Meu nome é Bagdá (Caru Alves de Souza), no curta Velcro (Renata Pimentel, Carol Lima), compôs e cantou na trilha sonora da série Maria e o Cangaço (Sérgio Machado), criou trilha original da série Chabadabadá (Júlia Moraes e Tuca Siqueira). Integrou o Teatro Oficina, de Zé Celso Martinez Corrêa, entre 2000 e 2007, atuando em As Bacantes e nas cinco peças da montagem de Os Sertões. Os longas Alice Junior, Era uma vez Verônica, Irmã, Sequestro Relâmpago, o curta Enjaulados, o filme A Máquina, a série Clandestinos e Descolados também têm músicas de autoria de BUHR.

Maciel Salú é cantor, compositor, rabequeiro, pesquisador, Mestre e brincante de diversos folguedos populares. Convive desde a infância em meio a Maracatus, Cavalos Marinhos, Cocos e Cirandas. Na música desde 1997, iniciou carreira solo em 2003. Desde então participou de projetos e eventos como o Ano do Brasil na França (2005), Projeto Pixinguinha (2007), Europalia.Brasil (2010). Em 2023 lançou Ogum, sexto disco da carreira solo, com fortes referências da cultura popular, das religiões afro-indígenas, e da música caribenha e latino-americana. Maciel Salú é conhecido por fundir melodias ancestrais com a cultura do Nordeste e a música contemporânea. Em seus acordes, Maciel traz referências ao árabe e ao rebab norte- africano. Em 2010 Maciel Salú foi indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor álbum regional de música brasileira com a Orquestra Contemporânea de Olinda.

Mundo Livre S/A é um grupo musical formado em Recife, Pernambuco, em 1984. Destaca-se por suas letras críticas e irreverentes, comunicadas em uma musicalidade que funde samba e outros ritmos brasileiros à cultura pop e rock internacional. O cantor e compositor Fred Zero Quatro – Fred Rodrigues Montenegro – propõe a criação de um conjunto sintonizado às tendências do pop mundial, com músicas dançantes e concebidas de uma mistura de estilos. Em tom de deboche, o nome do grupo é extraído dos discursos do ex-presidente americano Ronald Reagan, nos quais se refere aos Estados Unidos e seus aliados como o “mundo livre”. A sigla S/A, vinda do mundo dos negócios, confere um tom irônico. Além de seus irmãos Fábio Montenegro (baixo) e Xef Tony (bateria), participam da primeira formação Bactéria (Jadson Vale), nos teclados, e Otto, na percussão. Líder da banda, vocalista e principal compositor, Zero Quatro também toca guitarra, cavaquinho e violão. Essa formação instrumental indica uma sonoridade que vai além das fronteiras do rock nacional dos anos 1980, em geral refratário à mistura de timbres e gêneros.

Paulete Lindacelva é natural de Recife e atualmente baseada em São Paulo. Ela tem trilhado um caminho sólido e inovador na música eletrônica nacional há onze anos. Sua trajetória se constrói a partir de uma pesquisa cuidadosa sobre os sons essenciais da diáspora negra, explorando gêneros como house, disco, techno e breakbeats. Como produtora musical, lançou em 2024 seu primeiro EP, Guabiraba Chicago, aclamado por críticos da Folha de S.Paulo como um dos melhores álbuns do ano. No mesmo ano, foi indicada ao prêmio de Melhor DJ do Ano pelo Prêmio Multishow, consolidando-se como um dos principais nomes da cena. DJ residente da icônica festa Mamba Negra, Paulete também brilha em eventos de destaque no Brasil, como Gop Tun, ODD, Só Track Boa e DGTL. No cenário internacional, já se apresentou em renomadas festas e clubes, incluindo Pornceptual e Gengen (Berlim), Club Manas e Sala Lisa (Lisboa) e Club Sahika (Istambul), ampliando seu impacto na dance music global. Mais do que DJ e produtora, Paulete é uma artista multidisciplinar. Além de seu trabalho na música, atua como curadora de artes visuais e apresentadora. No programa Mote, transmitido pela rádio Cereal Melodia, recebeu convidados como Novíssimo Edgar, Jup do Bairro, Getúlio Abelha e Badsista para discussões sobre identidade de gênero e questões raciais, reforçando sua presença como voz ativa no cenário cultural. Com uma sonoridade vibrante e uma visão artística plural, Paulete Lindacelva segue expandindo fronteiras e reafirmando seu lugar como uma das artistas mais relevantes da música eletrônica atual.

 

Serviço
Festival Bienal no Mangue – BUHR, Maciel Salú e Mundo Livre S/A
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
23 nov 2025
dom, 15h – 20h
BUHR às 15h
Paulete Lindacelva às 16h
Maciel Salú às 17h
Paulete Lindacelva às 18h
Mundo Livre S/A às 19h
Praça das Bandeiras, 1º andar
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque Ibirapuera, portão 3
São Paulo, SP
entrada gratuita