Conversa – Vilanismo – Eu posso soprar contra o vento: aspectos e espectros de homens negros nas artes
No dia 18 de outubro acontecerá a conversa Eu posso soprar contra o vento: aspectos e espectros de homens negros nas artes, do Vilanismo com Viny Rodrigues e Zé Mariano. Participa dessa conversa Diego Crux, do Vilanismo. O evento acontecerá das 15h às 16h no espaço das Invocações, no segundo pavimento.
Troca de ideias que aborda aspectos, nuances e faixas espectrais nas poéticas e vivências de homens negros em suas variadas matizes, atravessando questões de masculinidades, identidade e representação, seus limites e reinvenções. A conversa também tensiona regimes de visibilidade, silêncios e silenciamentos, bem como as complexas dinâmicas da mestiçagem na construção de presenças e ausências negras. As reflexões se articulam a partir de referências, artistas, pensadores e escritores afro-brasileiros e das afrodiásporas, incorporando também elementos da cultura do rap e do pagode como formas de pensamento, expressão e invenção de mundo.
Viny Rodrigues é mestre em ciência política pela PUC-SP, doutor em antropologia social pelo PPGAS-USP. Pesquisa concepções de raça/cor, gênero e classe social entre jovens das periferias urbanas. É produtor cultural e cofundador do Coletivo Sistema Negro (2014-2018) Trabalhou com o tema de diversidade e inclusão em diferentes instituições educacionais, culturais e museológicas como Itaú Cultural, Instituto Tomie Ohtake, MASP, SESC e SENAC. Atualmente é professor na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).
Zé Mariano é poeta, ensaísta, pesquisador, comunicador e militante do Movimento Negro. Nasceu em São Paulo e cresceu na cidade de Embu das Artes, sob os ensinamentos do Teatro Popular Solano Trindade. É formado em letras, pela Universidade de São Paulo, com mestrado na área de estudos comparados de literatura de língua portuguesa, pela mesma universidade, lidando com temas como literatura afro-brasileira, negritude, mestiçagem e masculinidades. Atua também como formador e palestrante para com as relações étnico-raciais no campo da literatura, cultura, artes e sociedade. Publicou em 2025 seu primeiro livro de poemas intitulado Jazigo, Encruzilhas e Ditos de um Mulato Josué, pela editora Urutau.
Vilanismo (fundado em 2021, São Paulo) é um coletivo de doze homens negros que atua na criação de espaços de resistência e afirmação no circuito artístico. Valorizam os conhecimentos ancestrais, experiências afro-indígenas e a construção coletiva, priorizando a autonomia e a criação de práticas sustentáveis. Em suas ações, rejeitam estereótipos e fetiches históricos impostos a corpos negros, subvertendo expectativas normativas e celebrando a abundância cultural. O grupo participou de eventos como o Baile do Vilanismo (Edifício Misericórdia, São Paulo) e a conversa-performance “Masculinidades Negras” (Instituto Moreira Salles, São Paulo). Atualmente, é composto por Diego Crux, Ramo, Renan Teles, Carinhoso, Guto Oca, Rodrigo Zaim, Rafa Black, Robson Marques, Denis Moreira e Daniel Ramos.
Esta participação tem apoio do The Order of New Arts.
Serviço
Conversa – Vilanismo – Eu posso soprar contra o vento: aspectos e espectros de homens negros nas artes
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
18 outubro 2025
sáb, 15h
espaço das Invocações, 2º andar
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque Ibirapuera, portão 3
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
São Paulo, SP
entrada gratuita