Conversa – Vilanismo, Quilombaque e Carmen Silva – Território é permanência: o direito de fincar raiz
No dia 13 de dezembro acontecerá a conversa Território é permanência: o direito de fincar raiz, com Vilanismo, Quilombaque e Carmen Silva. O evento conta com a participação de Rodrigo Zaim e Rafa Black, pelo Vilanismo, e acontece das 16h às 18h no espaço das Invocações, no segundo andar do Pavilhão.
A mesa propõe um diálogo sobre a importância de instituições, irmandades e coletivos negros e periféricos possuírem seus próprios territórios, espaços de autonomia e continuidade que fortalecem tanto as organizações quanto as comunidades ao redor, e sobre como a arte e a cultura atuam como ferramentas centrais no fortalecimento e na preservação desses territórios.
Com a participação de Carmen Silva (MSTC), Dedê (Quilombaque) e Rodrigo Zaim e Rafa Black (Vilanismo), a conversa aborda como a constante necessidade de deslocamento e adaptação impacta os movimentos sociais e culturais, e como a criação de sedes próprias se torna um ato político de resistência, cuidado e permanência.
Carmen Silva nasceu em Santo Estêvão (BA), mudou-se para São Paulo já mãe de oito filhos, em busca de melhores condições de vida. Na capital paulista, percebeu a necessidade de lutar por moradia e ajudou a fundar o Movimento dos Sem-Teto do Centro (MSTC). É cofundadora da Ocupação 9 de Julho e de sua cozinha comunitária. Formada em Urbanismo Social pelo Insper, atua como professora no Insper e na Escola da Cidade. Foi candidata a cargos eletivos em 2020, 2022 e 2024. Em 2023, assumiu o cargo de assessora chefe de Participação e Diversidade do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Comunidade Cultural Quilombaque, fundada em 2005 em Perus (São Paulo), é um coletivo de resistência e promoção da cultura afro-brasileira que nasceu na garagem dos irmãos Cleber e Clébio Ferreira e cresceu até ocupar seu espaço atual, tornando-se um importante centro cultural da zona noroeste. Unindo “quilombo” e “baque”, o grupo utiliza arte, música e práticas de matriz africana como ferramentas de autonomia, enfrentamento ao racismo e fortalecimento comunitário. Hoje, promove oficinas, saraus, eventos, ações ambientais e parcerias com outros coletivos, preservando também a memória e a história do território.
Vilanismo (fundado em 2021, São Paulo) é um coletivo de doze homens negros que atua na criação de espaços de resistência e afirmação no circuito artístico. Valorizam os conhecimentos ancestrais, experiências afro-indígenas e a construção coletiva, priorizando a autonomia e a criação de práticas sustentáveis. Em suas ações, rejeitam estereótipos e fetiches históricos impostos a corpos negros, subvertendo expectativas normativas e celebrando a abundância cultural. O grupo participou de eventos como o Baile do Vilanismo (Edifício Misericórdia, São Paulo) e a conversa-performance “Masculinidades Negras” (Instituto Moreira Salles, São Paulo). Atualmente, é composto por Diego Crux, Ramo, Renan Teles, Carinhoso, Guto Oca, Rodrigo Zaim, Rafa Black, Robson Marques, Denis Moreira e Daniel Ramos.
Esta participação tem apoio do The Order of New Arts.
Serviço
Conversa – Vilanismo, Quilombaque e Carmen Silva – Território é permanência: o direito de fincar raiz
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
13 dez 2025
sáb, 16h
espaço das Invocações, 2º andar
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque Ibirapuera, portão 3
São Paulo, SP
entrada gratuita