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6 set 2025–11 jan 2026
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Conversa – Vilanismo – CuradoTRETA, estratagemas e conspirações: A arte contemporânea brasileira das margens e seus desafios

11.10 – 11.10.25
sáb, 15h – 17h

No dia 11 de outubro acontecerá a conversa CuradoTRETA, estratagemas e conspirações: A arte contemporânea brasileira das margens e seus desafios, do Vilanismo com a curadora Malu Barros e o artista Raphael Escobar. Participam dessa conversa Ramo e Renan Teles, do Vilanismo. O evento acontecerá das 15h às 17h no espaço das Invocações, no segundo pavimento.

A CuradoTRETA surge como espaço de conversa e mapeamento de uma metodologia de pesquisa em curadoria e suas articulações, ações e desafios para as categorias trabalhistas subcomuns do circuito das artes contemporâneas. Este diálogo parte do histórico curatorial e de pesquisa da irmandade Vilanismo, com seus artistas, pesquisadores e educadores, todos cúmplices dessa produção intelectual. A CuradoTRETA nasce como uma proposta de agir no interstício do circuito da arte contemporânea a partir de um pensamento abundante, coletivo e comunitário. Em vez de aceitar os conceitos impostos de forma fragmentada, o projeto afirma a força da coletividade-fraternidade, colocando as imagens como campo de disputa e conquista. Inspirada em cosmopercepções africanas, afro-americanas, indígenas, latinas e afro-brasileiras, a CuradoTRETA propõe um pensar-fazer holístico que resiste ao capitalismo identitário e às lógicas coloniais de competição que tentam reduzir artistas a um “preto único” ou a uma massa homogênea. Ao contrário, assume a diversidade das vivências e valores como potência criativa. Estruturada na tríade Cura, Cultivo e Treta, a iniciativa se apresenta como um movimento que ginga frente às perversidades do sistema, defendendo a comunidade e abrindo espaço para novas formas de existência e criação.

Malu Barros é arquiteta urbanista, pesquisadora e curadora independente. Em constante busca por abordagens interdisciplinares sobre a cidade, percorre caminhos entre teoria e crítica, urbanismo e cultura arquitetônica. Doutora em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo [FAU-USP], com doutorado sanduíche na Universidade de Toronto, e mestre em Geografia pela Universidade Federal do Espírito Santo [PPGG/UFES]. Fundadora e diretora de projetos da vi.bra.tion, plataforma interdisciplinar de pesquisa e práticas culturais. Cofundadora do laboratório noturno, grupo independente de experimentações e políticas sobre a noite. É professora de urbanismo na Escola da Cidade. Maria Luiza expande sua prática por meio de discotecagens, exposições, palestras, publicações e outras colaborações criativas.

Raphael Escobar é formado em artes visuais e pós-graduando em estudos brasileiros: sociedade, educação e cultura. Desde 2008, atua com educação não formal em contextos de vulnerabilidade social ou de disputas políticas, como Fundação CASA, Cracolândia e Albergues. Também ajudou a fundar diversos coletivos e movimentos sociais na região da Cracolândia como ativista. Sua pesquisa é pautada pelas relações de classe, pretendendo dissolver uma lógica moral da sociedade em relação aos moradores de rua, usuários de droga e grupos periféricos. Já participou de exposições como Contramemória, Theatro Muncipal (2022); 36º Panorama da Arte Brasileira, Museu de Arte Moderna de São Paulo (2019); Quem não luta tá morto, Museu de Arte do Rio (2018); São Paulo não é uma cidade: invenções do centro, SESC 24 de Maio (2017); Metrópole: Experiência paulistana, Pinacoteca do Estado de São Paulo (2017); X Bienal de Arquitetura de São Paulo, Centro Cultural São Paulo (São Paulo, 2013).

Vilanismo (fundado em 2021, São Paulo) é um coletivo de doze homens negros que atua na criação de espaços de resistência e afirmação no circuito artístico. Valorizam os conhecimentos ancestrais, experiências afro-indígenas e a construção coletiva, priorizando a autonomia e a criação de práticas sustentáveis. Em suas ações, rejeitam estereótipos e fetiches históricos impostos a corpos negros, subvertendo expectativas normativas e celebrando a abundância cultural. O grupo participou de eventos como o Baile do Vilanismo (Edifício Misericórdia, São Paulo) e a conversa-performance “Masculinidades Negras” (Instituto Moreira Salles, São Paulo). Atualmente, é composto por Diego Crux, Ramo, Renan Teles, Carinhoso, Guto Oca, Rodrigo Zaim, Rafa Black, Robson Marques, Denis Moreira e Daniel Ramos.

Esta participação tem apoio do The Order of New Arts.

Serviço
Conversa – Vilanismo – CuradoTRETA, estratagemas e conspirações: A arte contemporânea brasileira das margens e seus desafios
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
11 outubro 2025
sáb, 15h
espaço das Invocações, 2º andar
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque Ibirapuera, portão 3
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
São Paulo, SP
entrada gratuita

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