Conversa – Helcio Barros e Vilanismo – Vilanismo celebra Helcio Barros
No dia 30 de novembro acontecerá a conversa Vilanismo celebra Helcio Barros, com Helcio Barros e Vilanismo. O evento conta com a participação de Renan Teles, pelo Vilanismo, e acontece das 16h30 às 18h no espaço das Invocações, no segundo andar do Pavilhão.
Em ocasião de sua participação na 36ª Bienal de São Paulo, a irmandade Vilanismo promove um encontro fundamental de gerações. A conversa Vilanismo celebra Helcio Barros é uma homenagem e uma ação de reparo histórico dedicada a um mestre que os inspira. Helcio Barros, artista visual e escritor nascido em 1956, possui uma produção potente e ativa desde os anos 80, transitando com fluidez entre o desenho, a pintura, a fotografia e charges políticas. Apesar de sua trajetória e da relevância de sua obra, que aborda de forma crítica o Brasil, Barros é um exemplo de artista preto cuja carreira foi sistematicamente invisibilizada pelo circuito oficial. Utilizando a visibilidade da Bienal, o Vilanismo propõe um olhar atento à produção deste mestre. O encontro contará com a participação de Renan Teles, que conduzirá uma apresentação da obra e da trajetória de Helcio Barros, celebrando seu legado e sua contínua influência sobre as novas gerações de artistas.
Helcio Barros é artista visual e escritor, nascido em 1956 no Rio de Janeiro, vive em São Paulo. Possui formação em Cinema pela UFF e passagens pela Escola de Belas Artes de Stuttgart. Transita com fluência entre pintura, desenho e literatura, com uma obra marcada por um imaginário entre o real e o fantástico. Sua prática é profundamente influenciada por sua formação cinematográfica e por uma visão crítica do Brasil contemporâneo, com forte interesse por atmosferas, narrativas e pela complexidade social. Participa de exposições coletivas e individuais desde 1983.
Vilanismo (fundado em 2021, São Paulo) é um coletivo de doze homens negros que atua na criação de espaços de resistência e afirmação no circuito artístico. Valorizam os conhecimentos ancestrais, experiências afro-indígenas e a construção coletiva, priorizando a autonomia e a criação de práticas sustentáveis. Em suas ações, rejeitam estereótipos e fetiches históricos impostos a corpos negros, subvertendo expectativas normativas e celebrando a abundância cultural. O grupo participou de eventos como o Baile do Vilanismo (Edifício Misericórdia, São Paulo) e a conversa-performance “Masculinidades Negras” (Instituto Moreira Salles, São Paulo). Atualmente, é composto por Diego Crux, Ramo, Renan Teles, Carinhoso, Guto Oca, Rodrigo Zaim, Rafa Black, Robson Marques, Denis Moreira e Daniel Ramos.
Esta participação tem apoio do The Order of New Arts.
Serviço
Conversa – Helcio Barros e Vilanismo – Vilanismo celebra Helcio Barros
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
30 nov 2025
dom, 16h30
espaço das Invocações, 2º andar
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque Ibirapuera, portão 3
São Paulo, SP
entrada gratuita