entrada gratuita
6 set 2025–11 jan 2026
Newsletter
Newsletter

Conversa – EhChO e Vilanismo – 500 Braças na medida do impossível: terra, casa, ateliê

29.11 – 29.11.25
sáb, 16h30 – 18h

No dia 29 de novembro acontecerá a conversa 500 Braças na medida do impossível: terra, casa, ateliê, com EhChO e Vilanismo. O evento conta com a participação de Camilla Rocha Campos e Carolina Itzá, da plataforma EhChO, e acontece das 16h30 às 18h no Espaço das Invocações, no segundo andar do Pavilhão.

500 Braças na medida do impossível: terra, casa, ateliê propõe uma conversa sobre o direito à terra e à criação, refletindo sobre as (im)possibilidades de pessoas negras e periféricas exercerem esses direitos. A partir de documentos como a Lei de Terras e as medidas de 500 braças, a fala tensiona heranças coloniais, regimes de propriedade e a luta por espaço para viver e produzir. A conversa também apresenta a parceria entre a plataforma EhChO e o coletivo Vilanismo, ressaltando a construção conjunta e o espírito de mutirão como práticas de resistência e criação compartilhada.

EhChO é uma plataforma que reúne, hospeda, registra, arquiva, encomenda, troca, ressoa, afeta, discute, traduz e prolifera a produção crítica e criativa de artistas, ativistas, pesquisadores e organizadores que compartilham de sua promessa. Como prática, reúne sons, palavras, enredos e imagens que ensaiam modos de existir e de imaginar para além, e que minam e expõem a violência da arquitetura política moderna. Como programa, reúne intervenções artísticas comprometidas com a descolonização, assumindo a forma de grupos de estudos, seminários, encontros online e eventos públicos. Como promessa, prevê a existência global sem a violência que sustenta as necessidades do capital global, que opera nos mecanismos simbólicos e institucionais de extração e expropriação.

Vilanismo (fundado em 2021, São Paulo) é um coletivo de doze homens negros que atua na criação de espaços de resistência e afirmação no circuito artístico. Valorizam os conhecimentos ancestrais, experiências afro-indígenas e a construção coletiva, priorizando a autonomia e a criação de práticas sustentáveis. Em suas ações, rejeitam estereótipos e fetiches históricos impostos a corpos negros, subvertendo expectativas normativas e celebrando a abundância cultural. O grupo participou de eventos como o Baile do Vilanismo (Edifício Misericórdia, São Paulo) e a conversa-performance “Masculinidades Negras” (Instituto Moreira Salles, São Paulo). Atualmente, é composto por Diego Crux, Ramo, Renan Teles, Carinhoso, Guto Oca, Rodrigo Zaim, Rafa Black, Robson Marques, Denis Moreira e Daniel Ramos.

Esta participação tem apoio do The Order of New Arts.

Serviço
Performance e conversa – EhChO e Vilanismo – 500 Braças na medida do impossível: terra, casa, ateliê 
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
29 nov 2025
sáb, 16h30
espaço das Invocações, 2º andar
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque Ibirapuera, portão 3
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
São Paulo, SP
entrada gratuita

 

Conteúdos relacionados
Artistas