Conversa – Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, Gê Viana, Manauara Clandestina e Thiago de Paula Souza – Bukimi no Tani (不気味の谷): O vale da estranheza – A afetividade do humanoide
No dia 7 de dezembro acontecerá a conversa Bukimi no Tani (不気味の谷): O vale da estranheza – A afetividade do humanoide, com as artistas integrantes da 36ª Bienal Gê Viana e Manauara Clandestina, o curador geral Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, e o cocurador Thiago de Paula Souza. O tema do bate-papo será o quarto volume da publicação educativa e quarta Invocação em Tóquio, Bukimi no Tani (不気味の谷): O vale da estranheza – A afetividade do humanoide. O evento acontece das 11h às 13h no espaço de educação Bloomberg, no terceiro pavimento do Pavilhão.
A atividade faz parte das Conjugações – Educação, parte da programação pública da 36ª Bienal. As Conjugações – Educação oferecem atividades que, inspiradas em brincar, dançar, cantar, jogar e contar histórias, convidam o público a uma imersão ativa e lúdica na exposição, aprofundando práticas de humanidade e valorizando diversas formas de ser e conviver. Durante a ativação, ocorrerá a distribuição do quarto volume da publicação educativa.
A atividade conta com interpretação em Libras.
Prof. Dr. Bonaventure Soh Bejeng Ndikung é curador, autor e biotecnologista, atualmente atuando como diretor e curador geral do Haus der Kulturen der Welt (HKW) em Berlim, Alemanha. Ele é o fundador e ex-diretor artístico do SAVVY Contemporary em Berlim, além de diretor artístico do sonsbeek20->24, uma exposição de arte contemporânea quadrienal em Arnhem, nos Países Baixos. Ele também trabalhou como curador adjunto para a documenta 14 de Adam Szymczyk em Atenas, Grécia, e Kassel, Alemanha, em 2017, e foi curador convidado da Dak’Art: Bienal de Arte Contemporânea Africana em Dakar, Senegal, em 2018. Além disso, ele atuou como diretor artístico das 12ª e 13ª edições dos Bamako Encounters – African Biennale of Photography no Mali, assumindo esse papel em 2019 e 2022. Juntamente com o Miracle Workers Collective, ele foi curador do Pavilhão Finlandês na 58ª Bienal de Veneza, em 2019. Prof. Dr. Ndikung foi professor convidado em estudos curatoriais e arte sonora na Städelschule em Frankfurt, e atualmente é professor e chefe do corpo docente no programa de mestrado em estratégias espaciais na weißensee academy of art berlin. Ele foi o primeiro bolsista da Residência Internacional de Curadores da OCAD University em Toronto em 2020. Suas obras publicadas incluem, entre outras, The Delusions of Care (2021), An Ongoing-Offcoming Tale: Ruminations on Art, Culture, Politics and Us/Others (2022) e Pidginization as Curatorial Method (2023).
Gê Viana (Santa Luzia, 1986. Vive e trabalha em São Luís) é artista visual formada pela Universidade Federal do Maranhão. Atua entre o espaço doméstico e o urbano, utilizando colagem manual e digital, pintura e a técnica do lambe-lambe. Sua prática parte de imagens de arquivo e da memória oral de sua família, articulando narrativas do cotidiano afro-diaspórico maranhense e confrontando a cultura hegemônica. Participou da Bienal das Amazônias (Belém, 2023), do 38º Panorama da Arte Brasileira (Museu de Arte Moderna de São Paulo, 2024), da mostra Histórias brasileiras (MASP, São Paulo, 2022) e da Borås Art Biennial (2024). Suas obras integram coleções como as da Pinacoteca de São Paulo e do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Manauara Clandestina (Manaus. Vive em São Paulo) é artista visual e estudante de cinema. Sua formação foi marcada pela vivência em missões evangélicas no interior do Amazonas, onde iniciou seu contato com a arte por meio do teatro e da música na igreja. Sua produção emerge como expressão da vida noturna urbana e se desenvolve em performances que exploram a experiência travesti, atravessada por processos de transição e afetividade. Propõe reflexões sobre as subjetividades de corpos dissidentes por meio de construções poéticas ligadas ao universo da moda. Teve sua obra exibida no Instituto de Arquitetos do Brasil e no MASP (ambos em São Paulo), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, no Festival Internacional de Cinema de Edimburgo, na 1ª Bienal das Amazônias (Belém) e na 60ª Bienal de Veneza.
Esta participação é apoiada por ifa – Institut für Auslandsbeziehungen.
Thiago de Paula Souza é curador e educador. Foi cocurador do 38ª Panorama da Arte Brasileira no MAM São Paulo (2024), da mostra Some May Work as Symbols: Art Made in Brazil, 1950s-70s, no Raven Row (Londres), do Nomadic Program da Vleeshal Center for Contemporary Art (Middelburg) entre 2022 e 2023, de While We Are Embattled, no Para Site (HongKong) e de Atos de revolta, no MAM Rio (2022). Entre 2020 e 2021, fez parte da equipe curatorial da 3ª edição do Frestas – Trienal de Artes (São Paulo). Foi consultor curatorial para a 58ª Carnegie International (2021–2022). Entre 2018 e 2019, curou a primeira exposição individual de Tony Cokes no BAK (Utrecht). Fez parte da equipe curatorial da 10ª Berlin Biennale (2018). Atualmente integra o Comitê Artístico da NESR Art Foundation, em Angola, e é doutorando no programa de artes da HDK Valand – University of Gothenburg.
Serviço
Conversa – Bukimi no Tani (不気味の谷): O vale da estranheza – A afetividade do humanoide com Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, Gê Viana, Manauara Clandestina e Thiago de Paula Souza
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
7 de dezembro, 2025
dom, 11h
Espaço de educação Bloomberg, 3º pavimento
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque Ibirapuera, portão 3
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
São Paulo, SP
entrada gratuita