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6 set 2025–11 jan 2026
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Conjugações – Jejum como prática – Jatiwangi Art Factory

13.12 – 13.12.25
sáb, 12h – 16h

No dia 13 de dezembro, como parte das Conjugações, o programa público da 36ª Bienal de São Paulo, que visa reunir instituições de todo o mundo para conjuntar, explorar e celebrar coletivamente a humanidade, acontecerá a participação de Jatiwangi Art Factory, chamada Jejum como prática. O evento acontece das 12h às 16h no espaço de Invocações, no segundo pavimento.

As atividades do dia começam com Sahur – Perhutana, uma ação colaborativa que envolve oficina, conversa e um momento coletivo de degustação de amostras de plantas alimentícias não convencionais. Conduzido por Ye Sianjie e Hasan Nurdin, o encontro propõe mapear questões ambientais da região de Cirebon, Majalengka, Indramayu e Kuningan (CIREMAIKU) e integra o movimento Perhutana, dedicado à recuperação de oito hectares de terra em Jatiwangi para a criação de uma floresta de conservação. O público participa da degustação de plantas comestíveis não convencionais e de uma conversa sobre floresta, alimentação e território. Em seguida, acontece Obrog Obrog e Ngabuburit. A programação inclui uma performance com telhas, oficinas musicais com o público, um desfile sonoro pelo espaço e uma roda de discussão sobre terra e floresta. Inspirado no ritual indonésio de tocar telhas coletivamente como gesto simbólico, o encontro recria a ação no Brasil, convidando o público a ressoar e dar voz à terra. O Forum 27an, ativo desde 2008, propõe uma conversa aberta em parceria com o Lumbung Land, culminando em um intercâmbio de sementes entre Brasil e Indonésia. Encerrando o dia, ocorre Iftar – Moon School, uma performance e ritual baseada nos “papéis de prece da lua” conduzidos por Arie Syarifuddin e Angela Pinto (Singapore Art Museum), com práticas de escuta profunda, parte do projeto colaborativo Moon School, que investiga leituras da lua, rituais, calendários, mitologias e celebrações mensais.

Arie Syarifuddin, carinhosamente conhecido como Alghorie, é um artista multifuncional, produtor cultural, curador, designer e diretor do departamento de residência artística da Jatiwangi Art Factory. Enraizado na maior região produtora de telhas da Indonésia, seu trabalho reimagina materiais comuns por meio de atos de redesenho, experimentação e criação de narrativas que atravessam cultura, economia, política, sonhos e a vida cotidiana.

Angela Pinto é assistente de curadoria no Singapore Art Museum. Atuando principalmente na equipe de residências, seus interesses de pesquisa se voltam para práticas centradas no processo, para o entrelaçamento entre comida, rituais e arte, e para formas de arte socialmente engajadas no sudeste asiático.

Ismal Muntaha, integrante da Jatiwangi Art Factory, explora novas relações com a terra por meio da terracota, festivais, exposições e rituais coletivos. Ele redefine a terra — tratada por muito tempo apenas como mercadoria — como identidade cultural, convidando habitantes a participar da construção dessa mudança. Seus projetos artísticos e curatoriais abrangem diversos contextos comunitários.

Hasan Nurdin é organizador comunitário, empreendedor e apicultor da Vila Kadugede, em Kuningan, Indonésia. Trabalhando em proximidade com grupos locais e diferentes atores sociais, ele defende uma visão compartilhada de Kuningan como uma “cidade-floresta”. Seu trabalho busca de forma consistente o ponto de encontro entre economia e ecologia, para que avancem juntas.

Ye Sian-jie é uma artista taiwanesa que investiga as condições da visão por meio de imagem em movimento, instalação e ação, atuando nas lacunas sensoriais e em reflexões não conceituais sobre território, história e materialidade. Atualmente cursando um doutorado em cultura visual contemporânea, desenvolve colaborações transculturais no Sudeste Asiático, explorando linguagem, escassez e sobrevivência por meio de processos artísticos comunitários.

Jatiwangi Art Factory (JaF) é uma comunidade fundada em 2005 que integra as artes contemporâneas e práticas culturais ao cotidiano da vida em uma área rural. Suas diversas atividades, sempre com a participação do público local, incluem um festival de vídeo, um festival de música, um programa de residências, uma série de debates e uma estação de TV e rádio. No início do século 20, sua indústria de argila tornou Jatiwangi a maior região produtora de telhas do sudeste asiático. O projeto Kota Terakota marca, assim, o início de uma nova cultura da argila em Jatiwangi, remodelando a cidade a partir dos desejos de seu povo e de seus acordos coletivos. Nesse sentido, Kota Terakota refere-se à “terra” não apenas como material, mas também como território, lugar ou ideia.

Serviço
Conjugações – Jejum como prática – Jatiwangi Art Factory
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
13 dez 2025
sáb, 12h
Espaço de Invocações, 2º andar
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque Ibirapuera, portão 3
Av. Pedro Alvares Cabral, s/n
São Paulo, SP
admissão gratuita