Conjugações – Conversas com Hobisoa Raininoro, Myriam Omar Awadi e Sumesh Sharma – Fondation H
No dia 6 de setembro, acontecerá como parte das Conjugações, o programa público da 36ª Bienal de São Paulo, que visa reunir instituições de todo o mundo para conjuntar, explorar e celebrar coletivamente a humanidade, a participação da Fondation H. O evento ocorre das 15h às 16h na obra de Myriam Omar Awadi, logo após a sua performance ativando a obra, no segundo pavimento.
A proposta parte da tradição têxtil do Oceano Índico, especialmente das obras da artista malgaxe Madame Zo, que reinventa o lamba (tecido tradicional de Madagascar), e busca expandi-la em diálogo com outras práticas e artistas. O programa propõe oficinas, performances e encontros que tratam o têxtil como linguagem estética, política e social, metáfora de memória, resistência e convivência.
Preliminarmente ao evento, tecidos do Oceano Índico serão distribuídos para o público. Nestas culturas, o presente de um tecido é um gesto carregado de sentido. Eles são uma marca de respeito, reconhecimento, bênção ou diplomacia.
Esse gesto será sucedido por uma série de três conversas: a primeira, com Hobisoa Raininoro, contextualiza os tecidos como veículos de memória para os povos do Oceano Índico, focando num estudo de caso sobre a importância do lamba em Madagascar. A segunda, com Myriam Omar Awadi, discute a apresentação de sua instalação-performance. Já a terceira, com Sumesh Sharma, reflete sobre o trabalho de Myriam Omar Awadi e sobre as trajetórias pós-coloniais e diaspóricas em práticas artísticas contemporâneas.
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Hobisoa Raininoro é curadora, programadora cultural e ativista do campo das artes plásticas em Madagascar. É fundadora e diretora executiva da Associação dos Mediadores Culturais e do Centro de Recursos dos Artes Atuais de Madagascar (CRAAM), que atuam no campus da Universidade de Antananarivo com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e fortalecer a cena artística local, e curadora na Fondation H.
Myriam Omar Awadi (1983, Paris. Vive em Le Tampon, Reunião) é artista franco-comorense. Sua obra dá voz a narrativas muitas vezes inaudíveis, buscando as centelhas reacendidas por seus últimos suspiros. Milhões de almas e espécies, moldadas em madeira, argila, vidro, bordado, lantejoulas cintilantes e água do mar gotejam sobre microfones e despertam de suas extinções premeditadas pelo suor de nossa escuta desviante.
Sumesh Sharma é um curador radicado em Mumbai que cofundou, em 2010, a Clark House Initiative, um projeto colaborativo de curadoria localizado em um antigo escritório da Thakur Shipping Company, que busca abordar a liberdade que “você ainda não sabe que não tem”. Seus interesses incluem histórias alternativas da arte e projetos informados por aspectos socioeconômicos e políticos, que frequentemente incorporam perspectivas culturais, a cultura imigrante no mundo francófono, igualdades vernaculares e os movimentos de consciência negra na cultura.
Fondation H é uma fundação de arte contemporânea malgaxe fundada em Antananarivo em 2017 por iniciativa do empresário e patrono Hassanein Hiridjee, que acreditava que a arte e a cultura têm um forte impacto social e permitem uma abertura crítica ao mundo. É reconhecida como instituição de utilidade pública desde 2018. Opera programas dedicados a apoiar artistas da África e suas diásporas em suas carreiras, facilita o acesso do público à arte e participa ativamente do desenvolvimento e da estruturação da cena artística no Oceano Índico.
Serviço
Conjugações – Conversas com Hobisoa Raininoro, Myriam Omar Awadi e Sumesh Sharma – Fondation H
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
6 de setembro, 2025
sábado, 14h30
Espaço de Invocações
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque Ibirapuera, portão 3
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
São Paulo, SP
admissão gratuita