Ativação – Sertão Negro – Rádio Jatobá: da oralidade às ondas sonoras
No dia 26 de setembro acontecerá a ativação Rádio Jatobá: da oralidade às ondas sonoras, como parte da programação de propostas de ativações educativas que acontecem na obra de Sertão Negro ao longo da 36ª Bienal de São Paulo. O evento acontecerá das 15h às 17h na obra do Sertão Negro, no primeiro pavimento.
Rádio Jatobá: da oralidade às ondas sonoras é uma discotecagem comentada que propõe uma escuta expandida do Quilombo Kalunga (GO), onde som e memória se entrelaçam como territórios vivos. A partir de registros de campo, cantos, histórias e rezas, a proposta constrói uma narrativa que valoriza a oralidade e os ritmos tradicionais, como a sussa, em diálogo com músicas contemporâneas influenciadas por essa matriz quilombola. O artista/mediador Genor, juntamente ao músico Thainan, conduzem o público entre faixas e comentários, ativando reflexões sobre tradição, resistência e presença.
Genor Sales é graduado em Artes Visuais (Licenciatura) pela Universidade Federal de Goiás e por meio da vivência periférica desenvolve pesquisa utilizando a subjetividade do peixe fora d’água para discutir problemas sociais, raciais e alimentares. Integrante da Associação Jatobá Nascente, projeto do Sertão Negro, participou de ARCOMadrid, Espanha (2025); Panorama de Arte Contemporânea de Goiás, GO (2024); SP Arte – Rotas Brasileiras, SP (2024) e Pemba – Residência Preta – Dos Brasis/Sesc (2022).
Thainan Meneses é é agricultor, cantor, compositor, produtor musical e co-fundador da Terrauna Agroecologia. Desenvolve o projeto socioambiental Sertão Verde, no Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes, onde é responsável pela horta-escola. Como cantor e compositor traz em suas letras a história e dia-a-dia das pessoas sertanejas no Cerrado, dialogando entre a conexão cidade e rural nas complexas redes, vivências, manifestações culturais e realidade dessas pessoas.
Sertão Negro (fundado em 2021, Goiânia) é um ateliê e escola de artes idealizado por Dalton Paula e Ceiça Ferreira. Localizado em um quilombo, o espaço articula tradições culturais afro-brasileiras e práticas de arte contemporânea, com atividades em cerâmica, gravura, capoeira angola, agroecologia e cineclube. A construção adota princípios de sustentabilidade, como captação de água da chuva e técnicas de bioconstrução. Fundado sobre conhecimentos e valores afro-brasileiros, o Sertão Negro se consolida como um epicentro cultural dedicado à preservação e expansão da ancestralidade negra e da produção artística para as futuras gerações.
Serviço
Ativação – Sertão Negro – Rádio Jatobá: da oralidade às ondas sonoras
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
26 de setembro de 2025
sexta-feira, 15h
Obra do Sertão Negro, 1º andar
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque Ibirapuera, portão 3
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
São Paulo, SP
entrada gratuita