Ativação – Sertão Negro – Cineclube Maria Grampinho e roda de conversa com Ceiça Ferreira, Edileuza Penha de Souza e Juliana Segóvia
No dia 13 de dezembro acontecerá a ativação Cineclube Maria Grampinho e roda de conversa com Ceiça Ferreira e Juliana Segóvia. A última de quatro sessões do Cineclube Maria Grampinho, que integram a obra Sertão Negro na 36ª Bienal de São Paulo acontecerá das 15h às 17h na obra do Sertão Negro, no primeiro pavimento.
Serão exibidos os curtas Entremarés (’20, Anna Andrade, 2018, livre), Avôa (‘4, Lucas Mendes, 2022, livre), Redenção (’16, Mariana Luiza, 2023, livre), Assentamento (‘4, Shai Andrade, 2022, livre) e A velhice ilumina o vento (’20, Juliana Segóvia, 2022, 14 anos), seguido por uma roda de conversa com Ceiça Ferreira, Lucilene Kalunga e Juliana Segóvia.
A sessão destaca a produção audiovisual negra brasileira de várias partes do país, que pulsa fora dos circuitos comerciais e hegemônicos de exibição. Marcada pela diversidade estética, narrativa e estilística, tal produção oferece reflexões sobre a sociedade brasileira; e principalmente, tem-se constituído um espaço de construção de outros processos criativos e de fabulação, por meio das quais é possível vislumbrar novos futuros.
Ceiça Ferreira é professora e pesquisadora do Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Doutora em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB). Co-fundadora do Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes. Idealizadora e diretora do Cineclube Maria Grampinho, cuja proposta curatorial destaca os cinemas negros.
Edileuza Penha de Souza é professora, Cineasta e Pesquisadora. Pós-doutora em Comunicação e doutora em Educação pela Universidade de Brasília (UnB). Entre os filmes que dirigiu estão os curtas Vão das Almas (2023); Filhas de Lavadeiras (2019), eleito o melhor filme pelo Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2021; e o longa Vozes e Vãos (2025). É idealizadora e organizadora da Mostra Competitiva de Cinema Negro – Adelia Sampaio.
Juliana Segóvia é cuiabana, cineasta, arte educadora, graduada em comunicação e mestre em Estudos de Cultura Contemporânea pela UFMT. Atua há 9 anos no audiovisual. É uma das integrantes fundadoras e atuantes do Aquilombamento Audiovisual Quariterê. Realizadora do audiovisual e proprietária da Moiré Filmes, atende o segmento artístico/cultural.
O Cineclube Maria Grampinho, almeja ser um espaço de exibição e discussão de filmes dirigidos ou protagonizados por pessoas negras. Inspirado por Maria da Purificação, conhecida como Maria Grampinho, uma personagem histórica da Cidade de Goiás que, apesar da invisibilidade, carregava consigo histórias e sonhos, o Cineclube Maria Grampinho foi fundado e é dirigido por Ceiça Ferreira, no Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes, em Goiânia. É na choupana no quintal desse ateliê-escola que são realizadas as sessões mensais e se trabalha a noção de “cinema de quintal”, pensando assim a importância desta espacialidade tão central em culturas populares, tradicionais e negras como território de afetos, encontros e aprendizagens. Dedicado à exibição e discussão de filmes dirigidos ou protagonizados por pessoas negras, o Cineclube Maria Grampinho é um espaço educativo, sem fins lucrativos, que visa a formação de público, democratização da cultura e a criação de novas narrativas no audiovisual brasileiro.
Serviço
Ativação – Sertão Negro – Cineclube Maria Grampinho e roda de conversa com Ceiça Ferreira e Lucilene Kalunga
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
13 de dezembro, 2025
sábado, 15h
Obra de Sertão Negro
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque Ibirapuera, portão 3
Av. Pedro Alvares Cabral, s/n
São Paulo, SP
admissão gratuita