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6 set 2025–11 jan 2026
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Ativação – Sertão Negro – Cineclube Maria Grampinho e roda de conversa com Ceiça Ferreira, Edileuza Penha de Souza, Urânia Munzanzu e Milena Manfredini

29.11 – 29.11.25
sáb, 15h – 17h

No dia 29 de novembro acontecerá a ativação Cineclube Maria Grampinho e roda de conversa com Ceiça Ferreira e Edileuza Penha Souza, Urânia Munzanzu e Milena Manfredini. A terceira de quatro sessões do Cineclube Maria Grampinho, que integram a obra Sertão Negro na 36ª Bienal de São Paulo acontecerá das 15h às 17h na obra do Sertão Negro, no primeiro pavimento.

Serão exibidos o teaser do longa Mulheres Negras em Rotas de Liberdade(’20, Urânia Munzanzu, 2025), e os curtas Flora (’16, Ana Moura, 2023), Grandes senhoras (’14, Milena Manfrediini, 2022), Filhas de Lavadeiras (’22, Edileuza Penha de Souza, 2019) e Mulheres Bordadas – Fios do Passado (’10, Lilian Solá Santiago, 2015). A sessão apresentada traça um percurso de memória, afeto e liberdade, tecendo um diálogo sensível entre território, maturidade e ancestralidade, uma tessitura de imagens que reafirma a centralidade das mulheres negras na invenção de outros mundos possíveis.

Após a exibição, haverá uma roda de conversa com as curadoras Ceiça Ferreira e Edileuza Penha Souza e as cineastas Urânia Munzanzu e Milena Manfredini sobre memória, criação audiovisual, processos artísticos e territórios afetivos. 

Ceiça Ferreira é professora e pesquisadora do Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Doutora em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB). Co-fundadora do Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes. Idealizadora e diretora do Cineclube Maria Grampinho, cuja proposta curatorial destaca os cinemas negros.  

Edileuza Penha de Souza é professora, Cineasta e Pesquisadora. Pós-doutora em Comunicação e doutora em Educação pela Universidade de Brasília (UnB). Entre os filmes que dirigiu estão os curtas Vão das Almas (2023); Filhas de Lavadeiras (2019), eleito o melhor filme pelo Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2021; e o longa Vozes e Vãos (2025). É idealizadora e organizadora da Mostra Competitiva de Cinema Negro – Adelia Sampaio.

Urânia Munzanzu é mulher negra, sapatão e de candomblé, nascida e criada no pelourinho, em Salvador. Cineasta, roteirista, poeta e produtora. Mestre em antropologia pela UFBA, fundadora da Frente Marginal de Arte Negra e sócia da Acarajé Filmes. Produz narrativas transatlânticas, passando pelo Brasil, Caribe e África com foco em raça, gênero e política das mulheres negras. Tem se dedicado a discutir o conceito de cinema de cozinha, um cinema realizado por cineastas negras da diáspora africana.

Milena Manfredini é cineasta, antropóloga, artista visual e professora, formada em Antropologia pela PUC-Rio e mestre pela UFF. Dirigiu e roteirizou filmes como Eu preciso destas palavras escritas, Guardião dos Caminhos, De um lado do Atlântico, Grandes senhoras e Stella do Patrocínio e a gênese da poesia, e é roteirista de Chic Show (Globoplay). Desde 2017, forma jovens cineastas negros e periféricos, unindo cinema, antropologia e artes visuais com foco na memória negra.

Cineclube Maria Grampinho, almeja ser um espaço de exibição e discussão de filmes dirigidos ou protagonizados por pessoas negras. Inspirado por Maria da Purificação, conhecida como Maria Grampinho, uma personagem histórica da Cidade de Goiás que, apesar da invisibilidade, carregava consigo histórias e sonhos, o Cineclube Maria Grampinho foi fundado e é dirigido por Ceiça Ferreira, no Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes, em Goiânia.  É na choupana no quintal desse ateliê-escola que são realizadas as sessões mensais e se trabalha a noção de “cinema de quintal”, pensando assim a importância desta espacialidade tão central em culturas populares, tradicionais e negras como  território de afetos, encontros e aprendizagens. Dedicado à exibição e discussão de filmes dirigidos ou protagonizados por pessoas negras, o Cineclube Maria Grampinho é um espaço educativo, sem fins lucrativos, que visa a formação de público,  democratização da cultura e a criação de novas narrativas no audiovisual brasileiro.

Serviço
Ativação – Sertão Negro – Cineclube Maria Grampinho e roda de conversa com Ceiça Ferreira, Edileuza Penha Souza, Urânia Munzanzu e Milena Manfredini
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
29 de novembro, 2025
sábado, 15h
Obra de Sertão Negro, primeiro pavimento
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque Ibirapuera, portão 3
Av. Pedro Alvares Cabral, s/n
São Paulo, SP
admissão gratuita

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