Ativação – Sertão Negro – A Capoeira Angola do Sertão Negro
No dia 19 de novembro, acontecerá a oficina A Capoeira Angola do Sertão Negro, como parte de uma série de ativações do Sertão Negro na 36ª Bienal de São Paulo. A atividade acontece das 14h às 16h na obra do Sertão Negro, no primeiro pavimento.
Situado no cerrado goiano e estruturado sobre os princípios de quilombo e terreiro, o Sertão Negro possui alicerces na ancestralidade, na agroecologia, na arquitetura vernacular e nas trocas afetivas e pedagógicas que se constroem entre artistas, mestres, aprendizes e a comunidade do entorno. O espaço abriga práticas contínuas como aulas de cerâmica, gravura e agroecologia, capoeira angola e residências artísticas que promovem encontros entre diferentes linguagens e corpos.
Para a 36ª Bienal de São Paulo, propõe-se uma série de ativações ao longo de toda a duração da mostra. A cada mês, dois momentos serão dedicados à partilha de práticas e processos que traduzem a vivência no Sertão: seja por gestos de corpo, de som, de conversa ou de fazer coletivo. Tratam-se de um conjunto de ativações com caráter sensorial, pedagógico e performativo, que convidam o público a experimentar, ainda que por instantes, as imediações poéticas do Complexo Sertão Negro.
A Capoeira Angola do Sertão Negro aborda as experiências e processos durante os quatro anos de sua existência na escola de artes, onde as aulas são direcionadas por Carlos Alberto Martins Alves, mais conhecido como Mestre Guaraná. Os participantes terão acesso aos procedimentos de montagem do berimbau, a experimentação, técnica de tocar, execução de toques, exploração das sonoridades e conexões entre musicalidade afrodiaspórica, corpo e jogo. Ao término da ativação será realizada a roda de capoeira aberta com participação do público. A oficina contará também com a participação do artista Tor Teixeira e do treinel Evaristo Santos.
Mestre Guaraná é mestre de capoeira angola e fundador do grupo Calunga, tem 40 anos de ginga, é artista visual e arte educador. Mora em Goiânia e atua no Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes. Sua pesquisa investiga a memória e trajetória da Capoeira em Goiás, materializada por meio da xilogravura e pirogravura.
Evaristo Santos é formado treinel – professor pelo mestre Guaraná no grupo Calunga. Vive e trabalha com Capoeira Angola em Goiânia; atua na educação de crianças e jovens na periferia da cidade. É fundador do grupo Idalina em Goiânia, promove ações sócio-culturais e educativas em articulação com a escola de samba Brasil Mulato.
Tor Teixeira é artista visual, cuja pesquisa parte da capoeira angola e, por meio da pintura, propõe um jogo de reflexos em que luz, refração e sombra atuam como operadores críticos de reinvenção das masculinidades. Integra o Sertão Negro e o coletivo Jatobá Nascente. Atualmente, é representado pela Cerrado Galeria.
Serviço
Ativação – Sertão Negro – A Capoeira Angola do Sertão Negro
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática
19 de novembro, 2025
quarta, 14h
obra Sertão Negro, térreo
Pavilhão Ciccillo Matarazzo
Parque Ibirapuera, portão 3
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n
São Paulo, SP
admissão gratuita