A natureza educacional da Bienal de São Paulo é uma das características que a singulariza no circuito internacional de arte contemporânea. Existentes desde a segunda edição da mostra, em 1953, as iniciativas de relacionamento com públicos diversos fazem parte de um trabalho contínuo da Fundação Bienal, especialmente com docentes de diferentes áreas, estudantes, universidades, instituições culturais e projetos sociais, visando a ampliação do acesso aos conteúdos e experiências proporcionados pelas exposições.
Desde 1998, a produção de materiais e publicações educativas voltadas para profissionais da educação formal e não formal tem fortalecido esse compromisso, estreitando as relações entre os conceitos e públicos da mostra.
Em 2009, a Fundação passa a contar com uma equipe permanente de educação, responsável pela concepção e implementação do projeto educativo de cada edição, bem como de ações realizadas nos períodos entre mostras, como o programa Pavilhão aberto, Bienal na escola e os minicursos.
Atualmente é estruturada em três eixos que alicerçam todas as frentes e projetos de trabalho, visando ampliar a qualidade e acesso às ações realizadas dentro e fora do Pavilhão Ciccillo Matarazzo em adequação à natureza educacional e cultural da Fundação Bienal de São Paulo:
Dedica-se às relações desenvolvidas por e para a mostra, tendo como principal ação a mediação nos espaços expositivos, na presença das obras, realizada por uma equipe ampliada de profissionais com diferentes repertórios e pesquisas. O trabalho de mediação parte das experiências, realidades e contextos diversos dos públicos para construir diálogos críticos com as obras, artistas e debates propostos pela mostra.
Abrange as ações realizadas antes, durante e após a exposição, dentro e fora do Pavilhão da Bienal. Com base em metodologias acessíveis e plurais, os programas promovem encontros em escolas, universidades, instituições culturais e comunidades, contribuindo para ampliar o acesso e fortalecer o papel da Bienal como espaço de formação, encontro e troca.
Fundamenta todo o trabalho desenvolvido por meio da produção e revisão de materiais pedagógicos, cursos de formação, publicações e estratégias de mediação. Esse eixo sustenta a dimensão de processos contínuos de estudo para a produção de um trabalho dialógico e plural.
Abaixo algumas das principais frentes de atuação da equipe:
Série de ações, desenvolvidas metodologicamente a partir de oficinas, laboratórios de investigação, educação patrimonial alicerçadas em trocas sob a intersecção arte contemporânea e educação. O programa é desenvolvido nas escolas e posteriormente esses grupos são recebidos na Bienal.
Formações e ações de programação pública nas cidades que recebem recortes da mostra. A equipe de educação realiza formações para as equipes que trabalham nas mostras itinerantes, com encontros online e presenciais, acompanhamento pedagógico. Além das formações, são realizadas ações com diferentes públicos, como palestras, laboratórios com professores e ações específicas voltadas para alunos.
Criado em 2019, o programa abre o Pavilhão Ciccillo Matarazzo – patrimônio público tombado nas esferas municipal, estadual e federal e sede da Bienal de São Paulo desde 1957 – para visitação nos intervalos entre exposições, promovendo oficinas, visitas patrimoniais e palestras. Com o espaço vazio, o programa valoriza o patrimônio público como espaço de experimentação, convivência e mobilizador de debates críticos sobre acesso e preservação do patrimônio histórico.
Tem como objetivo a efetivação de sua missão de debater a arte contemporânea para além das mostras. Entre as ações realizadas, estão o minicurso Modernismos africanos e afro-diaspóricos na Bienal de São Paulo e Cruzando os campos: diálogos entre arte contemporânea e futebol. Com pesquisas baseadas no Arquivo Histórico Wanda Svevo, articulam a história da Bienal com temas contemporâneos.
Com formatos variados, concebidos a partir dos conceitos de cada edição da Bienal, a publicação educativa tem como público principal professores das redes pública e privada, além de profissionais da cultura e da educação não formal. A versão impressa é distribuída aos participantes das atividades da Bienal, incluindo visitas mediadas durante a exposição, mostras itinerantes, escolas e bibliotecas do país. Todas as publicações educativas da Fundação Bienal de São Paulo estão disponíveis digitalmente na seção Biblioteca do site.
A equipe de mediação é composta por profissionais com diferentes formações e repertórios, para colaborar na construção de diálogos críticos.
De forma dialógica, a mediação busca conectar as obras e os debates da exposição com diferentes experiências, realidades e contextos, construindo uma conversa a partir das obras para cultivar a troca de conhecimentos e percepções.
Inclusivas, com ampla grade de horários, as visitas mediadas podem ser agendadas ou espontâneas. Além disso, dirigindo-se a um dos espaços de mediação você poderá conversar sobre artistas, obras, conceitos curatoriais ou receber sugestões de percursos.
Lembrete: A visitação na Bienal é livre para todos os públicos e a entrada é gratuita. O agendamento é apenas para grupos que desejam realizar a visita com mediação da equipe Bienal.
O agendamento da visita garante um horário com a equipe de mediação. Destina-se a escolas, instituições, coletivos e outros grupos a partir de dez pessoas.
quando: terça – sexta, 10h – 16h
duração: até 2 horas
quando: quinta e sexta, às 11h e às 15h
duração: até 2 horas
quando: quinta, às 11h e às 15h
duração: até 2 horas
Para grupos menores, recomendamos que procure o espaço de mediação do térreo, próximo a entrada da exposição, para uma visita mediada espontânea.
Qualquer pessoa pode participar, seja só, em dupla ou em pequenos grupos. Não é preciso agendar, basta se inscrever no espaço de mediação localizado no térreo do Pavilhão da Bienal. A participação está sujeita à disponibilidade de vagas no horário.
quando: ter – dom, das 10h30 às 16h30
duração: até 1 hora
A Bienal se dedica a tornar a exposição acessível, com uma equipe de mediação preparada para atender públicos com diferentes perfis e necessidades, considerando percursos e linguagem acessíveis.
Algumas medidas adotadas pela Fundação Bienal incluem:
Visitas mediadas com interpretação em Libras – requer agendamento prévio;
Audiodescrições das obras, materiais de apoio, textos curatoriais e sobre as artistas, impressos em fonte ampliada e em Braile;
Maquete e mapa tátil;
Audioguia e videoguia inclusivos.
Saiba mais sobre acessibilidade na exposição aqui
A publicação educativa–Invocações conta com conteúdos web. Você pode acessá-los aqui.