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Ana Raylander Mártis dos Anjos

4:04
Publicado em 30 mar, 26
bienal · #36bienal | audioguia | Ana Raylander Mártis dos Anjos | Brasília

A casa de Bené é uma instalação de grande escala, produzida em 2025 por Ana Raylander Mártis dos Anjos.

A partir de um conjunto de objetos remanescentes da casa de pau a pique construída por seu bisavô Benedito Cândido, posteriormente demolida, Raylander constrói uma obra que busca reconhecer o labor artístico de seu avô, a influência na formação política e poética da artista e a possibilidade de reconstruir a memória da família.

A instalação é composta por dois conjuntos de artefatos recorrentes em sua prática, apresentados aqui como se fossem os alicerces da casa de Bené.

Um primeiro conjunto são esculturas de colunas têxteis, compostas de amarrações de tecidos obtidos de fibras naturais, tricôs de lã, camisas de algodão e tiras de couro. Cada escultura tem aproximadamente 2 metros de altura por 20 centímetros de largura, e são confeccionadas em estrutura de madeira revestida pelos tecidos de maneira única. As colunas se erguem pelo espaço, criando um eixo totêmico que representa os filhos do bisavô de Raylander. 

As superfícies das colunas revelam camadas de tecidos enrolados, costurados e amarrados em torno da estrutura central, formando volumes irregulares ao longo de sua altura. Os materiais apresentam tonalidades predominantemente terrosas – como marrom, bege, vinho, rosado e ocre – intercaladas por áreas mais claras de algodão cru. Em alguns pontos surgem nós, dobras ou pequenas saliências que interrompem a continuidade vertical da peça. De certas partes pendem fios, cordões ou tiras de tecido que descem até o chão, criando extensões soltas que se espalham levemente pelo piso. Essa combinação de camadas, amarrações e fragmentos têxteis torna cada coluna singular, como se cada uma condensasse diferentes histórias de uso, corpo e memória material.

Um segundo conjunto são cestos de dimensões variáveis elaborados com bronze, cola, mangueira e fio de malha, que evocam o contraste entre a mineração, atividade predominante na cidade da artista, e as práticas tradicionais de cestaria. Cada peça parte de um cesto trançado em fibra vegetal, de formato cilíndrico, semelhante aos utilizados para armazenar ou transportar alimentos. Sobre a abertura do cesto, enrolam-se mangueiras ou fios de malha espessos, dispostos em espirais compactas que criam volumes macios e circulares na parte superior. Em alguns dos cestos, fios ou pontas de malha escapam da espiral e se prolongam até o chão, como cordões umbilicais.

Segundo a própria artista, “o trabalho sabe coisas que a gente nem sabe ainda.” O seu primeiro trabalho foi uma ação contínua de dez anos, movido pela história da sua família consanguínea, principalmente a jornada de seu bisavô. Ele era, entre outras coisas, artista, embora ninguém nomeasse o seu labor físico e cognitivo como arte. Suas obras eram ligadas à cestaria, técnica tradicional de trançar varas de bambu ou cipó. Sua maior obra foi a sua casa, um projeto que atravessou décadas. É inevitável pensar a casa como um campo de disputa, resistindo à expropriação da terra pela mineração, à ditadura civil e militar e à escravidão e seus efeitos. Sua prática é baseada em pesquisa. Ela também tem uma forte ligação com a noção de projeto a longo prazo. Embora parta de histórias pessoais, ela se ancora também na história coletiva, contada pela casa de Bené e os momentos históricos que ela atravessou.

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