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6 set 2025–11 jan 2026
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Simnikiwe Buhlungu

Simnikiwe Buhlungu

Texto fornecido pela artista
Traduzido do inglês por Sylvia Monasterios

 

Simnikiwe Buhlungu é uma artista de Joanesburgo que atualmente vive e trabalha em Amsterdã. Interessada na produção de conhecimento – como ele é gerado, por quem e de que maneira se dissemina –, ela investiga fenômenos sócio-históricos e cotidianos ao navegar por essas perguntas e suas infinitas possibilidades de resposta. Valendo-se de metodologias baseadas em pesquisa, trabalha com som, texto, instalação e publicações, mapeando pontos de cognição que situam camadas diversas de consciência como ecologias em reverberação.

Em projetos recentes, ela tem se debruçado sobre a questão de como saber se algo invisível está presente entre nós. Essa reflexão surge de uma investigação em torno da pesquisa (i)material, desenvolvida em diálogo com um microbiologista e químico, buscando compreender como instrumentos científicos podem se tornar metodologias para perceber o que não é visível, mas existe no tempo, atravessando narrativas geo-históricas e genealogias. Buhlungu foi residente na Rijksakademie van Beeldende Kunsten, em Amsterdã, entre 2020 e 2022, e formou-se em Belas Artes pela University of the Witwatersrand em 2017.

Para a 36ª Bienal de São Paulo, ela apresenta Ventilated Pipe Progenies in Another Elsewhere [Progênies de tubos ventilados em outro alhures] (2025), uma adaptação site-specific do projeto long time lung time continuuum!!! (a conver-something) [continuum de longo tempo pulmão tempo!!! (um conver-algo)], realizado em 2024 no Kunst im Tunnel (KIT), em Düsseldorf. Essa iteração revela uma unidade de parentesco composta de tubos de ventilação, que se estendem a partir do teto do Pavilhão e descem até abaixo dele, conectando-se aos mecanismos circulatórios do edifício, cuja ventilação permite que diversas formas de encontro, percepção e escuta ocorram dentro de sua arquitetura. Além disso, esses tubos metálicos remetem à consciência e ao funcionamento de uma estrutura física, bem como à sua capacidade de falar, questionar, propor ou existir em zonas de ambiguidade. Aqui, os tubos não apenas inalam e exalam ar como um sistema pulmonar estrutural, mas também redirecionam espacialmente o ar em loops de assobios, sopros, bufos e gestos sonoros tonais. Cada tubo mantém um diálogo com seu irmão, trocando de forma simultânea o ar circulado pelos visitantes; no conjunto, sincronizados em uma respiração sincopada.

Agradecimentos: Salmo Albatal, Stephan Kuderna (Metal Workshop, Rijksakademie van Beeldende Kunsten), Stefano Rattini (Organista Trentino), Leonardo Ciarleglio, Barbara Cappello e Maurizio Zelada.

Texto fornecido pela artista
Traduzido do inglês por Sylvia Monasterios
Cano de metal torcido em curvaturas pendurado no teto
Vista de Ventilated Pipe Progenies In Another Elsewhere, de Simnikiwe Buhlungu, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Cano de metal torcido em curvaturas pendurado no teto
Vista de Ventilated Pipe Progenies In Another Elsewhere, de Simnikiwe Buhlungu, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Cano de metal torcido em curvaturas pendurado no teto
Vista de Ventilated Pipe Progenies In Another Elsewhere, de Simnikiwe Buhlungu, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Cano de metal torcido em curvaturas pendurado no teto
Vista de Ventilated Pipe Progenies In Another Elsewhere, de Simnikiwe Buhlungu, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Cano de metal torcido em curvaturas pendurado no teto
Vista de Ventilated Pipe Progenies In Another Elsewhere, de Simnikiwe Buhlungu, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Cano de metal torcido em curvaturas pendurado no teto
Vista de Ventilated Pipe Progenies In Another Elsewhere, de Simnikiwe Buhlungu, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Cano de metal torcido em curvaturas pendurado no teto
Vista de Ventilated Pipe Progenies In Another Elsewhere, de Simnikiwe Buhlungu, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Cano de metal torcido em curvaturas pendurado no teto
Vista de Ventilated Pipe Progenies In Another Elsewhere, de Simnikiwe Buhlungu, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Cano de metal torcido em curvaturas pendurado no teto
Vista de Ventilated Pipe Progenies In Another Elsewhere, de Simnikiwe Buhlungu, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Cano de metal torcido em curvaturas pendurado no teto
Vista de Ventilated Pipe Progenies In Another Elsewhere, de Simnikiwe Buhlungu, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo

Simnikiwe Buhlungu (1995, Joanesburgo. Vive em Joanesburgo e Amsterdã) é uma artista cuja prática, fundamentada na pesquisa, abrange vídeo, som, instalação e texto. Seu trabalho investiga como o conhecimento é produzido, por quem e em que condições é disseminado, refletindo sobre as ecologias e dinâmicas desses processos. Uma de suas estratégias consiste na análise das linguagens e das conexões entre mensagens. Participou da 59ª Bienal de Veneza e de mostrar coletivas no Van Abbemuseum (Eindhoven), Iziko South African National Gallery (Cidade do Cabo), Stedelijk Museum (Amsterdã) e Grazer Kunstverein (Graz). Realizou sua primeira exposição individual na Kunsthalle Bern (Berna).

Esta participação tem apoio de Mondriaan Fund.

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