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6 set 2025–11 jan 2026
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Otobong Nkanga

Otobong Nkanga

Naiomy Guerrero

 

Otobong Nkanga é uma aclamada artista visual e performática cuja prática expansiva aborda questões ambientais, identitárias, históricas e as dimensões sociopolíticas da exploração global de recursos. Utilizando diversos meios – incluindo desenho, instalação, escultura, performance e, de modo notável, tapeçaria tecida –, Nkanga examina as relações intrincadas entre pessoas e paisagens, interrogando as dinâmicas complexas da extração, comércio, migração e memória. Sua abordagem multidisciplinar e reflexiva a consolida como voz essencial na arte contemporânea, ecoando profundamente em públicos diversos ao redor do mundo.

A trajetória de Nkanga reflete um escopo internacional enriquecido por experiências e trocas interculturais. Formada inicialmente na Obafemi Awolowo University, na Nigéria, e posteriormente na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, em Paris, aprimorou sua visão artística com estudos de pós-graduação no DasArts, em Amsterdã. Sua jornada profissional incluiu residências em instituições prestigiadas como a Rijksakademie van beeldende kunsten, em Amsterdã, e o programa DAAD, em Berlim, experiências que contribuíram significativamente para sua abordagem globalmente consciente.

Suas tapeçarias, parte integral de sua prática, representam narrativas estratificadas, combinando poesia visual com críticas contundentes à exploração ecológica e social. Esses têxteis intricados não apenas demonstram sua habilidade técnica e sofisticação estética, mas também funcionam como metáforas visuais para os fios interconectados das experiências humanas e realidades ambientais. Nkanga insere corpos na paisagem, apresentando-os como parte do rastro de destruição deixado pela exploração ambiental. Suas tapeçarias retratam paisagens abstratas e formas orgânicas entrelaçadas com referências simbólicas, convidando o espectador a contemplar a interdependência de histórias, economias e ecologias globais.

Na 36a Bienal de São Paulo, Nkanga apresenta obras da série Unearthed [Desenterrado] (2021), que sintetiza sua investigação contínua sobre a relação da humanidade com os elementos naturais e o meio ambiente. Esses trabalhos oferecem uma reflexão crítica sobre as tensões ecológicas e geopolíticas contemporâneas, manifestando o compromisso da artista em destacar vulnerabilidades ambientais e as responsabilidades compartilhadas de preservação e sustentabilidade.

Naiomy Guerrero
Foto de tapeçaria escura que representa o fundo do mar sobre fundo amarelo.
Vista de Unearthed – Abyss, de Otobong Nkanga, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto de tapeçaria azulada que representa o fundo do mar sobre fundo amarelo.
Vista de Unearthed – Twilight, de Otobong Nkanga, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto de tapeçaria azulada que representa o fundo do mar sobre fundo amarelo.
Vista de Unearthed – Twilight, de Otobong Nkanga, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto de tapeçaria azulada que representa o fundo do mar sobre fundo amarelo.
Vista da série Unearthed, de Otobong Nkanga, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto de tapeçaria azulada que representa o fundo do mar sobre fundo amarelo.
Vista de Unearthed – Midnight, de Otobong Nkanga, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto de tapeçaria azulada que representa o fundo do mar sobre fundo amarelo.
Vista de Unearthed – Midnight, de Otobong Nkanga, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto de tapeçaria azulada que representa o fundo do mar sobre fundo amarelo.
Vista de Unearthed – Midnight, de Otobong Nkanga, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto de tapeçaria alaranjada que representa um pântano sobre fundo vermelho.
Vista de Unearthed – Sunlight , de Otobong Nkanga, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto de tapeçaria alaranjada que representa um pântano sobre fundo vermelho.
Vista de Unearthed – Sunlight , de Otobong Nkanga, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto de tapeçaria alaranjada que representa um pântano sobre fundo vermelho.
Vista de Unearthed – Sunlight , de Otobong Nkanga, durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto de tapeçaria escura que representa o fundo do mar sobre fundo amarelo.
Vista de Unearthed – Abyss, de Otobong Nkanga, na 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo

Otobong Nkanga (1974, Kano. Vive e trabalha em Antuérpia) é artista visual, tapeceira e artista de performance. Sua prática investiga as transformações sociais e ambientais, observando como os recursos naturais moldam relações econômicas, políticas e culturais. Iniciou seus estudos na Obafemi Awolowo University e concluiu sua formação em Paris, na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, além de cursar mestrado em artes performativas no DasArts. Apresentou trabalhos na documenta 14 e na 58ª Bienal de Veneza. Recebeu prêmios como o Yanghyun Art Prize, Belgian Art Prize, Peter-Weiss-Preis, Lise Wilhelmsen Art Award e o Nasher Prize. Realizou exposições individuais no MoMA (Nova York), IVAM (Valência), Kunsthaus Bregenz, Zeitz Museum of Contemporary Art Africa (Cidade do Cabo) e Castello di Rivoli (Turim).

Esta participação é apoiada por Flanders State of the Art.