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6 set 2025–11 jan 2026
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Olu Oguibe

Olu Oguibe

Naiomy Guerrero
Traduzido do inglês por Sylvia Monasterios

 

Olu Oguibe é um renomado artista interdisciplinar e intelectual, cuja obra investiga, por meio da arte contemporânea e de forma potente, questões de identidade, migração e justiça social. Seu trabalho entrelaça narrativas pessoais com questões históricas e sociopolíticas mais amplas, cativando públicos globais.

Para a 36a Bienal de São Paulo, Oguibe apresenta um monumento em três cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro e Belém, com o objetivo de destacar as injustiças contínuas sofridas pelas comunidades indígenas no Brasil e no mundo. A presença do monumento serve como um reconhecimento visível dessas lutas, abordando, sobretudo, a invasão persistente de terras indígenas por conta de interesses agrícolas, madeireiros e minerários, além da violenta repressão enfrentada por ativistas indígenas.

Conceitualmente, Oguibe imagina o monumento como um grande painel instalado no frontão de um edifício, visível à distância no horizonte urbano e nas áreas ao redor. Cada painel exibe em destaque uma pergunta provocadora, “VOCÊ PRECISA LEVAR TUDO O QUE PERTENCE AOS POVOS INDÍGENAS?”, traduzida em nheengatu, português e inglês. Com essa manifestação multilíngue,Oguibe reforça a ressonância internacional e a urgência da luta pelos direitos indígenas.

O projeto integra ativismo e diálogo para documentar e disseminar as lutas indígenas atuais, promovendo maior conscientização e solidariedade. O monumento-mural exemplifica o compromisso constante de Oguibe com a arte enquanto veículo de reflexão social, transformação e empoderamento, destacando sua dedicação em confrontar questões globais urgentes por meio de uma expressão artística transformadora.

Naiomy Guerrero
Traduzido do inglês por Sylvia Monasterios
Foto da fachada de um prédio branca escrito
Vista de Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas?, de Olu Oguibe, em Belém durante a 36ª Bienal de São Paulo © Oswaldo Forte / Fundação Bienal de São Paulo
Foto da fachada de um prédio branca escrito
Vista de Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas?, de Olu Oguibe, em Belém durante a 36ª Bienal de São Paulo © Oswaldo Forte / Fundação Bienal de São Paulo
Foto da fachada de um prédio branca escrito
Vista de Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas?, de Olu Oguibe, em Belém durante a 36ª Bienal de São Paulo © Oswaldo Forte / Fundação Bienal de São Paulo
Foto da fachada de um prédio branca escrito
Vista de Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas?, de Olu Oguibe, em Belém durante a 36ª Bienal de São Paulo © Oswaldo Forte / Fundação Bienal de São Paulo
Foto da fachada de um prédio branca escrito
Vista de Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas?, de Olu Oguibe, em Belém durante a 36ª Bienal de São Paulo © Oswaldo Forte / Fundação Bienal de São Paulo
Foto da fachada de um prédio branca escrito
Vista de Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas?, de Olu Oguibe, na fachada do Museu de Arte do Rio, no Rio de Janeiro durante a 36ª Bienal de São Paulo © Bruno Itan / Fundação Bienal de São Paulo
Vista de Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas?, de Olu Oguibe, na fachada do Museu de Arte do Rio, no Rio de Janeiro durante a 36ª Bienal de São Paulo © Bruno Itan / Fundação Bienal de São Paulo
Foto da fachada de um prédio branca escrito
Vista de Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas?, de Olu Oguibe, na fachada do Museu de Arte do Rio, no Rio de Janeiro durante a 36ª Bienal de São Paulo © Bruno Itan / Fundação Bienal de São Paulo
Foto da fachada de um prédio branca escrito
Vista de Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas?, de Olu Oguibe, na fachada do Museu de Arte do Rio, no Rio de Janeiro durante a 36ª Bienal de São Paulo © Bruno Itan / Fundação Bienal de São Paulo
Foto da fachada de um prédio branca escrito
Vista de Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas?, de Olu Oguibe, no centro de São Paulo durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto da fachada de um prédio branca escrito
Vista de Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas?, de Olu Oguibe, no centro de São Paulo durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto da fachada de um prédio branca escrito
Vista de Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas?, de Olu Oguibe, no centro de São Paulo durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto da fachada de um prédio branca escrito
Vista de Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas?, de Olu Oguibe, no centro de São Paulo durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto da fachada de um prédio branca escrito
Vista de Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas?, de Olu Oguibe, no centro de São Paulo durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo
Foto da fachada de um prédio branca escrito
Vista de Você precisa levar tudo o que pertence aos povos indígenas?, de Olu Oguibe, no centro de São Paulo durante a 36ª Bienal de São Paulo © Natt Fejfar / Fundação Bienal de São Paulo

Olu Oguibe é artista multimídia, autor e teórico cuja obra transita entre o formalismo minimalista e o engajamento social. Sua produção foi exibida em museus e galerias, incluindo o Whitney Museum (Nova York), Whitechapel Gallery (Londres) e Migros Museum (Zurique), e em bienais como as de Veneza, Havana e Busan. É autor de obras públicas e monumentos, entre eles o Monument for Strangers and Refugees em Kassel, que lhe rendeu o Prêmio Arnold Bode na documenta 14. Recebeu bolsas da Open Society Foundations, Smithsonian Institution e Rockefeller Foundation.

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